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Uma certa justiça

 

 

Quando olhou o camarim reservado só pra ele, lacrimejou. Uvas, maçãs vermelhíssimas, pães artesanais, queijos diversos, grãos importadas do Líbano, a garrafa de Veuve Cliquot no gelo, água San Pelegrino. Tudo colocado harmoniosamente sobre uma mesa com toalha de renda branca. E flores. Muitas flores.

Depois de 32 anos de anonimato, esnobação dos críticos e completa inexistência na lembrança da mídia gorda, aquilo era a prova de que havia uma certa justiça “nesse mundo de meu Deus”.

Numa algaravia, os auxiliares do Canecão perguntavam coisas sobre a tonalidade da mesa de som, sobre o roteiro, os convidados “vip”, as canjas. Mas seus ouvidos não acompanhavam mais nada do que vinha de fora. Só as orelhas de dentro funcionavam agora. As orelhas e os olhos internos.

Lembrava-se com grande clareza de seu longo calvário As temporadas no circuito alternativo da Zona Norte e Leste de São Paulo. Muitas vezes tocando sem cachê algum, apenas para tentar imprimir suas ideias revolucionárias a um grupo pequeno, mas interessado no novo.

Depois o empresário que embolsou a grana de seu primeiro grande show num Sesc da periferia. Com o dinheiro desviado, o mau caráter viabilizou a gravação dos discos de quatro duplas caipiras. E, com o estouro de um desses duos breganejos, montou um selo e uma rádio em Goiânia.

Por outro lado, não havia meio do trabalho dele decolar, parecia uma sina. Quanto mais tentava divulgá-lo, buscar pacientemente espaços, mais era esquecido pelos que controlavam as programações de rádio e tevê.

E o período mais negro ainda estava por vir.

Cansada do fracasso e da deprê generalizada, a companheira de duas décadas o trocou pelo organista de uma igreja Pentecostal de Belém do Pará. E ainda meteu-lhe uma ação na Justiça de não-pagamento de pensão que o fez perder seu único bem: um Fiat Elba 1982 que herdara do avô.

Teve que se apresentar em saunas gay por cinco anos para conseguir honrar o parcelamento da dívida.

Nos cartazes promocionais de seu pocket-show-homoerótico - na foto, ele aparecia vestido de Cleópatra ao lado de um negro musculoso e nu da cintura para baixo - era aclamado como “Cléo, o menestrel do povo entendido”.

Calamidade maior, nem Paulo Coelho teve durante seu período de sexo, drogas e pacto com o demônio.

Nunca mais pôde ouvir o refrão “I will survive” impunemente.

Entretanto, a partir daquele show glorioso no Rio, tudo se repararia.

O acaso começava a jogar a favor.

Então como explicar o episódio de sua descoberta?

Certa madrugada, com insônia e entediada num quarto de hotel em Londres, Marisa Monte resolveu fuçar no google. Acidentalmente, acabou fazendo download de uma das canções dele. E, em seguida, baixou-a direto para o i-pod.

Dali para a apresentação do "genial músico da vanguarda de São Paulo" à sua turma de músicos foi um passo.

Um assistente avisou que faltavam dois minutos para o início do show. E que estavam na primeira fila Chico Buarque, Carlinhos Brown, Lenine, Maria Rita, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Titãs, Gil, Caetano, a velha Guarda da Portela inteira. E, claro, a sua madrinha Marisa Monte.

Fez uma pequena prece, memorizou o repertório. E uma última imagem veio à sua mente. Ele saindo do teatro da prefeitura de Itaquera, com uma craviola às costas, depois de fazer um show onde não houvera nenhum pagante.

Ouvindo o ruído dos primeiros aplausos da noite, ergueu-se, dirigindo-se altivo à boca do palco.

Nesse instante, o meteoro de 97 quilômetros de largura por 42 de comprimento precipitou-se sobre a Baía de Guanabara.

 



Escrito por Carlos Castelo às 15h06
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Ei, ei, ei! Castelo é nosso Rei!

 

Apesar de há muito tempo não publicar nada por aqui, ele continua sendo nosso mentor e guru.

 

Grande nome do humor nacional – com trinta e três letras – Carlos Antonio de Melo e Castelo Branco se divide, ou melhor, se multiplica em diversas personalidades, como se pra cada nome tivesse uma atribuição.

 

Pra família ele é o Tainho.

 

Na publicidade - onde já ganhou os Leões de Ouro, Prata e Bronze em Cannes, e onde já trabalhou nas agências mais importantes do país, sendo atualmente diretor de criação de uma delas - é o Castelo.

 

No jornalismo e na literatura é Carlos Castelo, com sete livros de humor lançados e artigos e crônicas publicados no Caderno 2, Jornal da Tarde, Playboy, Pasquim, Planeta Diário e Caros Amigos.

 

No Língua de Trapo é o velho e bom Carlos Melo, autor de inúmeras músicas, inclusive os hits Deusdéti, Country os Brancos, Tragédia Afrodisíaca, Os Metaleiros Também Amam, Xingu Disco e – claro! – Concheta.

 

Castelo estará, com suas múltiplas facetas, na Roda de Humor e Música, nessa segunda, 13 de setembro, a partir das oito da noite, no Melograno (Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena).

 

Na segunda passada, no meio do feriadão de 7 de setembro, a convidada foi Tetê Espíndola.

 

Como previmos, foi uma noite menos surreal que a do furacão Carlos Careqa, mas a diva sulmatogrossense, como sempre, causou sensação.

 

Entrou no espírito da Roda de Humor e cantou músicas divertidas, frustrando os fãs mais afoitos que queriam porque queriam que ela cantasse Escrito nas Estrelas.

 

Veja nos vídeos abaixo, alguns momentos de sua apresentação.

Na próxima segunda, 20 de setembro, os convidados são os hilários Jica Y Turcão.

 

PS: Ontem de madrugada assisti ao show do Lobão e banda, na casa Comite, no “baixo-Augusta”. O ambiente, o som alto, o show e a discotecagem me fizeram sentir em plenos anos oitenta, em danceterias como Radio Clube, Radar Tantã e Rose Bom Bom. O roqueiro já foi convidado, e aceitou, pra participar de uma Roda de Humor e Música. Esperem e verão (mas não precisa esperar o verão).

 



Escrito por Laert Sarrumor às 15h13
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Que paso?

Teria sido uma noite memorável, se eu lembrasse de alguma coisa.

 

Infelizmente, lapsos de memória provocados por uma amnésia alcoólica me impedem de relatar com clareza o que realmente aconteceu na Roda de Humor e Música da última segunda-feira, dia 30 de agosto, em que o convidado foi Carlos Careqa.

 

Por sorte, temos imagens que podem dizer por si só o que teria ocorrido naquela noite...

 

Todas as fotos e filmagens foram feitas por Marcia de Oliveira, com exceção da foto em P&B, que é de Silvio Pinhatti.

 

No começo da noite, lembro vagamente de estar lá no bar, entre dois amigos comilões...

 

Recordo também de mais uma das performances arrasadoras do Duo Acústica...

Mais ou menos a essa altura Cacá Lima pediu uma cerveja Eggenberger Samichlaus e me deu um pouco pra provar. Foi aí que comecei a descer ladeira abaixo...

É uma cerveja austríaca do tipo lager, com 14% de teor alcoólico, e um incrível aroma de levedo que me fez lembrar a infância, quando meus pais me davam levedura de cerveja pra comer.

 

Pedi uma só pra mim.

 

O Careqa pegou firme na Paulaner... com todo respeito.

 

Acho que começamos a ficar animadinhos...

 

 

 

 

 

Bem animadinhos...

Careqa atacou com duas de sua autoria...

 

E ainda fez uma do Tom Waits, Guaraná Jesus. Veja aqui.

 

Fez uma do Língua de Trapo, com direito a mais beijinho...

E também Como é Bom ser Punk, do Língua. Veja aqui.

 

De repente, direto do túnel do tempo, me chega às mãos uma imagem do camarim do lendário teatro Lira Paulistana!!!

Reparem na magreza dos dois sujeitos! De Raul Seixas a Dzi Croquetes, falaram que eu estou parecido com um monte de gente na foto.

 

Pedi outra Samichlaus.

 

Quando dei por mim, tava numa mesa junto com um camarada que tinha uma cara bem conhecida...

 

 

Acho que ele gostou de mim, tá até com uma caixa “25 Anos” do Língua na mão!

A essa altura, o Careqa já estava beem alegrinho. E eu também. Será que eu chamei mais uma austríaca? Fizemos Os Metaleiros Também Amam de bis...

Na próxima segunda, 6 de setembro, véspera de feriado, a convidada será a Tetê Espíndola.

 

Acho que a noite será mais comportada...

 

 

 

 



Escrito por Laert Sarrumor às 00h34
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