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Adios, amigo!

Comecei o post sobre a proibição da propaganda da cerveja Devassa dizendo que para sobreviver nesse país a gente precisa ter estômago de avestruz e sangue de barata pra engolir enchentes, violência, corrupção e tanta roubalheira. Se não desenvolvermos essa capacidade de nos “anestesiarmos” perante os descalabros, a gente acaba não fazendo mais nada, tamanho é o número de mazelas que nos são apresentadas a cada dia.

 

Mas quando a desgraça chega perto, quando envolve parentes ou colegas ou amigos – e nos casos do Bortolotto e do Glauco são colegas E amigos – parece que levamos um chacoalhão.

 

Ao receber uma notícia dessas, somos tomados por um misto de sentimentos: estupefação, incredulidade, tristeza, medo, revolta... e raiva. Muita, muita raiva.

 

Num primeiro momento de quem praticou o ato em si. Quem esses malditos pensam que são, pra ceifar assim, do nada, vidas tão preciosas? Toda vida é preciosa, ainda mais quando se trata de artistas tão brilhantes, pessoas do bem, amigos da gente.

 

Em seguida, ponderamos que esses infelizes são frutos de uma sociedade doentia, de um sistema deteriorado que os fabrica assim, drogados, ensandecidos, inconscientes, sem ter nada o que perder. Acabam sendo apenas os agentes que apertam o gatilho, num crime muito maior, de responsabilidade coletiva.

 

Apontamos então a esmo a metralhadora giratória de nossa revolta, procurando por culpados. Sociedade, sistema, governo, são figuras muito abstratas. A gente quer rostos, feições, quer olhar pra cara do mal.

 

Acabamos chegando no lugar comum, na corja de políticos, mandatários, porcos capitalistas, responsáveis por uma sociedade tão injusta e desigual, fabricante desses monstrengos.

 

Na mídia e na indústria cultural, que fomenta a violência através de filmes, novelas, noticiários, programas sensacionalistas, jogos eletrônicos, num festival infindável de tiros e atos violentos, onde matar é corriqueiro, onde morrer é banal.

 

Na classe média estúpida, que alimenta a engrenagem do crime, consumindo cada vez mais droga, comprando produtos roubados, adulterados, falsificados.

 

Chegamos, por fim, em nós mesmos, os conscientes, os esclarecidos, os bem intencionados, que nada fazemos, que nos omitimos e nos anestesiamos, pra poder tocar a vida em frente. Até o dia em que a bala se voltar para a nossa cabeça.

 

E nos conformamos. É a vida. É assim desde que o mundo é mundo, não há nada que possamos fazer. Crime sempre choca, mas poderia ter sido doença, acidente, overdose. Cada um tem a sua hora...

 

 

 

 

Nos anos oitenta convivi bastante com esse pessoal dos quadrinhos. Somos brothers até hoje, mas naquela época a coisa fervia mais. Chegamos a fazer reuniões na casa do Paulo Caruso, para criarmos um jornal de humor aqui em São Paulo, resposta ao, na época, bem sucedido Planeta Diário, editado no Rio de Janeiro. A idéia nunca passou do papel de rascunho para o papel jornal, mas os encontros eram divertidos.

 

Um dos nomes sugeridos para o tal jornal foi “O Piço”, que foi logo rejeitado pela maioria. Quem adorou o nome, e defendeu a sua adoção até o final foi o Glauco. Ele era assim, igualzinho aos seus personagens, moleque, brincalhão, irresponsável.

 

Era meio hipongo, adorava música, até tocava um pouco.

 

Ilustrou o encarte do compacto “Pinga com Limão” e “O Destino Assim o Quis”, do Premê, em 1982.

 

Veja aqui imagem ampliada

 

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Assim como o Angeli, o Laerte e o Paulo Caruso, foi entrevistado na Rádio Matraca, e a gente o fez cantar lá.

 

O programa, na época, era gravado na FM 97, em Santo André. Eu e o Lizoel tivemos que pegá-lo de manhã bem cedo em sua casa em Pinheiros para irmos para lá.

 

Na volta, almocei com ele num restaurante em Pinheiros. Ele me disse o quanto gostava da esposa, e o quanto achava também as cunhadas bonitinhas. Talvez por isso o “Casal Neuras” era meio autobiográfico.

 

Por coincidência, a gente, do Língua de Trapo, tinha conhecido essas irmãs bonitinhas – inclusive a mulher do Glauco – naquele famoso Festival de Bauru, de 1980, sobre o qual já falamos aqui, onde elas davam uma força na produção.

 

Por coincidência também, eu acabei contracenando com a esposa do Glauco no jornal Oito e Meia, da TV Bandeirantes, num quadro que dava vida aos personagens do Angeli, eu fazendo o papel de Bob Cuspe, e ela, vejam só, fazendo o papel da namoradinha punk do Bob Cuspe.

 

Ouça aqui uma interpretação nada ortodoxa do Glauco para a música Cajuína, de Caetano Veloso, no programa Rádio Matraca.

 

Ouça aqui a entrevista na íntegra, que foi ao ar em 19/07/86.



Escrito por Laert Sarrumor às 19h50
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um dia de folga em tokyo...

finalmente, em minha favela high tech, salvo da chuva e do vento siberiano a 3ºC.

hoje foi dia de folga na firma, portanto, aproveitei pra ir até o bairro de shinjuku, 10 minutos de metrô daqui, pra comprar o encordoamento pro meu violão...curioso, que só encontro as cordas la bella-hard tension na loja de lá...há um branch aqui em meu bairro, mas não vendem essa marca específica.

aliás, de alguns anos pra cá, a galera optou pelo acústico aqui no japão...virou o som da moda...mas, parodiando os norte-americanos, costuma-se utilizar o violão com cordas de aço...dessa forma, ficou complicado encontrar as cordas de nylon...e quando existem nas prateleiras, o preço também já é outro.

nos dias de muito frio, a galera aqui abusa da calefação em todos os locais públicos, inclusive trens e ônibus...a temperatura ambiente chega aos 28 graus centígrados, com sensação de estar na sauna, com  tantos casacos, gorros, luvas, cachecóis e os cambaus, além do guarda chuva à tira-colo...enfim, um incômodo total.

após comprar as cordas e perder uns cinco quilos, resolvi fazer 'uma boquinha' num osobaya san (restaurante especializado no noodle japonês), que costumo ir, no departamento de lojas isetan...como a fila estava dobrando a esquina, optei por um yasai tendon (vegetais fritos como tempura sobre uma porção de arroz).

reposta a energia calórica, havia planejado visitar o consultório de um amigo dentista e baterista, perto dali, pra levar um bastão de guaraná junto com um pedaço de língua de pirarucu seca (serve como ralador).

tempos atrás, durante tratamento dentário, comentei com ele sobre o guaraná e prometi presenteá-lo...contudo, estava tão desanimador o frio, que cancelei o encontro e voltei direto pra casa.

já nas ruas subterrâneas de shinjuku (há um outro bairro embaixo de lá) que levam à estação central, com aquela multidão agitada que teve a mesma idéia, dois policiais me param para uma revista de praxe...vai ouvindo!!!!

pedem documentos e coisa e tal...e perguntam se podem fazer um body check geral, ali, diante daquela multidão...claro que permiti, caso contrário, seria intimado a ir até o departamento policial mais próximo e relatar os motivos da recusa...vai ouvindo!!!

eles checaram carteira, bolsos, sapatos até que encontraram o bastão de guaraná com a língua de pirarucu seca...vai ouvndo!!!

de imediato perguntaram...o que é isso?...eu disse...uma barra de guaraná com um ralador que serve como energizante natural...bom...vai ouvindo!!!

o policial à minha esquerda, que mantinha em uma das mãos o bastão e na outra a língua seca, repetia a minha resposta, com olhar de desconfiança e suspeita...vai ouvindo!!!

na segunda tentativa para explicar o que eram aquela barra de formato rudimentar e marrom, junto com aquela tira áspera, o segundo policial disparou a palavra que me salvou...pirarucu?

no ínicio emudeci com os olhos estatelados de espanto...mas, refeito o susto, concordei de pronto...sim, sim, pirarucu...amazon...fish...ele então, passou a explicar a seu parceiro o que era pirarucu, embora não soubesse sobre o guaraná em bastão.

mais relaxado, contei a eles a estória da fruta manufaturada pelos índios brasileiros...eles ouviram atentos e me liberaram, agradecendo a aula e cooperação.

dentro do metrô, pensei comigo...se eu não tivesse a sorte de um deles reconhecer o peixe, nessas horas eu estaria 'frito'!

abraçsonoros e congelados

namaste



Escrito por Pituco às 07h50
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Pérolas 2

Vale a pena reler mais dois textos, publicados nos primórdios do BDL, de autoria do nosso editor e guru Carlos Castelo (que além do Seu Pinto, também é pai do Seu Ku), sendo o segundo em parceria com este Sarrumor...

 

CRÍTICA DE PEIDARIAS

Seu Pinto(*), especial para o BDL

A nossa crítica gastrunómica d'hoje bai ritrataire u'a das peidarias mãis vadaladas da cidade. A peidaria Floire du Minho, lucalizada nu vunitu vairro di M'Voi Mirim. U'a das milhores coisas desti estavelecimento, muderno, igiênico - e, purquê num dizeire, supimpa, é tamvém u urário d'atendimento ao púvlico. A sabeire, das binte pás seis da matina à mãia-noute.

Muito vãem, dãixando-se di lado outrus purmenores minores, bamos cumeçaire falando da d'curação. D'fronte ao valcão di vividas, há um painéle di azuléjos cum mutivus purtugas, ebidentemente. Estão ali u'as carabelas muitu vãim dispostas. Ao lado du painéle, há um rulógio de parede (um cucu qui, bira e mexe, culoca a cavecita pá fora i grita: "cucu, cucu") e u'a flâmula du Basco da Gama.

Avaixo da rifirida flâmula há u'a futugrafia da finada mãezita - qui São Vartumuleu a tenha - du senhoire Bicente Manuéle da Graça, qui bãem a seire u pruprietário du estavelecimento.

Vãim abaixo disto, nu valcão, 'stá u senhoire Bicente Manuéle da Graça, gajo já citado nesta crítica como sendo u pruprietário da peidaria. Él custuma sirbire pissoalemente u'a veveragem negra e di grande amargore di nome "Caracu cum obo" a friquentadoires anónimos du vairro.

A tale "Caracu cum obo", apesaire de teire pruvucado acessos di bômito a este jurnalista, é nutadamente u'a das vividas prifiridas da casa. Vatida ao liquidificadoire cum us obos mitidos lá sem suas rispectivas cascas, transforma-se nu'a iguaria di alto tiore inergético.

Outru must  - usando cá u'a ixpressão vretã pá milhore difinire u ispírito desta vivida - é a pupulaire isprimidinha. Vãim a seire u'a cumbinação u'aguardente cum limões galegos isprimidos e jugados nu copo atrabés dum cuadoire.

A seção di frios da Floire du Minho tamvém é s'ptaculare. I di u'a avundância! Toucinhus, tremoçus, churiçus. Tudo frigórificado pur u'a cámara cum turmómitro industriale.

Mãis u milhore da Floire é u surbiço. Um berdadeiro pereíso tirréstre. O petrício pede lá a um dus paraívas du valcão u'a vatata frita, um volinho de vacalhau, um ravo de galo, um viotónico Funtoura, qualquiére purcaria, e aquilo vãim mãis rápido qui u'a nabe espaciale. Quando u petrício menus 'spera u pidido 'stá vãim à frente di suas bentas.

U prublema é u qui pidire. O senhoire Bicente Manuéle da Graça diz qui as ispicialidades di sua peidaria são: volinho d'obo, frança na c'noa cum manteiga Aviação, mixto frio, murtadela na chapa, muela ou curacãozito à binagrete, om'letes (o de bagem é dilicioso), turresmu (tamvém na bersão low fat , sem gurdura) e u afamado galéto na vrasa - feitu na tuluvisão di cachorro.

Pá manteire a tradição brasuca, o senhoire Bicente Manuéle da Graça faiz u'a bersão purtuga du vovó di camarões vaiano, onde us camarões são trucados pur paio.

Si o friguês preferire pode ricebere us pididos em casa. O senhoire Bicente Manuéle da Graça tem um sirbiço  d'livery faito de vicicléta.

É di vom-tom adverti-los qui, di quandu im beiz, acuntece u'a piquena vriguinha na peidaria Floire du Minho. Numa bitória da Lusa pur sobre u Timão, binte i três turcedores évrios vateram nu senhoire Bicente Manuéle da Graça até lhe dixarem berde. Bendo qui él se trasformara num ripresentante du Berdão deram-lhe mãis alguns tavefes até qui él ficasse cumpletamente roxo.

Mãis isto só acuntece de binte em binte anus. Quando a Lusa bence.

(*) Seu Pinto é do cacete.

 

 

Repúdio de Seu Pinto

Eu, Manuéli Pinto, cunhecido como Seu Pinto, na qualidade de presidente du Sindidubi, Sindicato dus Purtadores de Nomes Dúbios, benho manifestaire u totauli repúdio de nossa classe a iessa vandalheira que stão a fazeire aí avaixo no vlog, com u nosso associadu Sujaru Ku, cunhecido como Seu Ku. Quero dizeiri que iéste tipo de achincalhe em nada contribui pa'o engrand'cimento du vosso vlog, e só faiz ripisaire um belhu e mufado prucunceito que se taim em rulação a nós, purtadores de nomes dúbios, desde o malfadado dia em que meu avô, o belho Pinto lusitano, foi aburdado num vaile por uma r'pariga que gentilmente u cunvidou: "Seu Pinto dança?", e iéle desafortunadamente rispundeu: "Não, caxopa. Mas balanceia!" Desde esta data tenho bistu minha honrada família ire du céu aus infernos, acompanhandu a ascenção i a queda de meus ancestrais INÁCIO PINTO, ARMANDO PINTO, ROLANDO PINTO, DÉCIO PINTO e CAIO PINTO. Se tu te sensibilizaste cum nossa causa, podes enviaire mensagens de apoio para sindidubi@oku.com.dor, aos cuidados de nossa secretária alemoa Frau Chotta.

Escrito por Seu Pinto



Escrito por Laert Sarrumor às 13h07
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Cocônar

Para sobreviver nesse país surreal, a gente acaba desenvolvendo a habilidade de ter estômago de avestruz e sangue de barata. Engolimos enchentes, violência, corrupção e outras roubalheiras em geral. Com apatia - ou falsa revolta, não importa – deixamos descer tudo goela abaixo e no final não fazemos nada a respeito.

Mas se há algo que não dá pra admitir em hipótese alguma é a volta da censura. Qualquer um que tenha produzido arte ou entretenimento até meados da década de oitenta sabe o quanto era terrível ter que se submeter e tentar driblar essa excrescência típica dos regimes autoritários.

E cada vez mais a gente percebe a censura voltando, sorrateira ou explicitamente, sob várias formas.

É o caso, por exemplo, dos comerciais que são tirados do ar por determinação do CONAR (Conselho de Autorregulamentação Publicitária).

O mais recente, e que está causando diversas reações de indignação e revolta, é o filme “Devassa Bem Loura”, com a bad girl americana Paris Hilton.

Há quem diga até que tudo não passa de uma estratégia de marketing, já que o filme continua correndo solto na internet, inclusive aqui, logo abaixo.

O próprio diretor de marketing do Grupo Schincariol (fabricante da Devassa), Luis Claudio Taya, não nega que está gostando bastante da exposição positiva que a atual demanda com o Conar está obtendo na mídia.

Com efeitos positivos ou não, a atitude do “Conar, o Bárbaro” de suspender a propaganda através de liminar é pura censura, e isso nós não podemos aceitar.

Assista novamente ao comercial e veja se há nele algum abuso...

Como se vê, o filme não traz nada que já não seja exibido nos Big Brothers, Rebolations, funks cariocas ou cenas de novelas. E até mesmo em outros comerciais, como os de lingerie das Lojas Renner.

Aliás, esse é um dos argumentos mais usados por pessoas inconformadas com a medida, através de comentários raivosos no Twitter, no Youtube e outros fóruns de manifestação popular: o do dois pesos e duas medidas.

Por que putaria na Globo pode, e sensualidade num comercial de uma cervejaria não tão poderosa, não?

Segundo o publicitário Átila Francucci, o Conar persegue descaradamente empresas do setor de bebida que não são ligadas à AmBev. Leia suas declarações no site Monitor Mercantil Digital.

O comercial da Devassa é de bom gosto, tem alto astral, é gostoso de se ver.

Bem diferente desse outro, gringo, da Carls Jr Burger, absolutamente vulgar, estrelado pela mesma patricinha milionária...

Até onde se sabe, esse filme não foi censurado lá, na conservadora terra do Tio Sam.

Por aqui, o Conar alega que entrou com a liminar por ter recebido denúncia de consumidores por apelo à sensualidade.

O que é isso? A volta das Senhoras de Santana?!

Tudo bem, se as feministas querem discutir o uso excessivo do corpo feminino como objeto na publicidade, e coisa e tal, podem fazê-lo à vontade, em fóruns competentes, mas jamais sob forma de censura.

E se você está achando que a presença da socialite americana, que independente da cerveja já tem fama de devassa, foi o estopim da coisa, lembre que esse inocente comercial das sandálias Havaianas, com a simpática vovó conversando com a netinha, também foi recentemente tirado do ar...

É ou não é censura da grossa?



Escrito por Laert Sarrumor às 12h51
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Pérolas

Nesse chuvoso primeiro dia de março, peço licença para republicar essa obra-prima...

SEU KU TRADUZ A MPB

Águas  di  marosso - Tom Zobim

É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto di toko, é un poko sozínio
É un kako di vidlo, é o vida, é o sóro
É a noiti, é a morti, é u raço, é o anzóro
É pelóba no kampo, é u nó da madeila
Kaingá, kandeia, é u matita-pelêla

É madeila di ventu, tombu do libancêra
É u mistélio plofundu, é o queila ou no queila
É u ventu ventandu, é u fim du radêra
É o viga, é a vón, Festa do Kumeeira

É o shuva shovendo, é konversa libêra
Das água di marosso, é u fim du kanseila
É u pé, é u shón, é o marocha estladêra
Passarínio no món, pedla di atiladêra
É un avi no céro, é un avi no shón
É una legato, é un fonti, é una pedassu di pón
É u fundu du posso, é u fim du kaminio
Nu losto un desgosto, é un poko sozínio

É un estlepe, é un plego, é una konta, é una konto
É un pingu pingandu, é un ponta, é una pontu
É un sarmón, é un zesto, é un plata briliandu
É a ruz da manian, é u tizolo shegandu
É o renha, é u dia, é u fim do pikada
É o galafa de kana, o estirasso no estlada
É u prozeto da kasa, é u korpo no kama
É u calo inguissado, é o rama, é o rama
É una passo, é un ponti, é un shapo, é un ran
É un lesto de matu no ruz do manian

Son os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto de toko, é un poko sozínio
É un kobra, é un páro, é Akita, é Fukuda
É un espínio no món, é un korte nu pé
Són os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto de toko, é un poko sozínio
É una passo, é un ponti, é un shapo, é un ran
É un béro holizonte, é un feble terá-san
Són os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio.
É un lesto di toko, é un poko sozínio

É páro, é pédla, é u fim du kaminio

É un lesto di toko, é un poko sozínio

Páro, pédla, fim du kaminio, lesto di toko, un poko sozínio
Páro, pédla, fim du kaminio, lesto di toko, un poko sozínio
Páro,pédla ,kaminio ,toko, sozínio
Páro,pédla ,kaminio ,toko, sozínio
Són os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón.

Escrito por Seu Ku

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Cibo Matto - Águas de Março

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Escrito por Laert Sarrumor às 14h46
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