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Discutindo a relação

Osmir:

Depois da conversa franca que tivemos ontem à noite nem sei porque estou deixando esta carta.

Talvez como um marco: a última tentativa de começarmos tudo, a partir de hoje, do zero.

Duas pessoas, dois destinos que se cruzam agora, como se nunca tivessem se trombado na vida, reiniciando um relacionamento novo, novíssimo em folha.

Ontem, já na quarta dose de caipirinha, percebi que tinhamos ido longe demais. Fomos falando, falando pelos cotovelos e acabamos ouvindo o que não queríamos.

Agora, já recuperada da ressaca daquela maldita vodca pirateada, ainda ouço o eco das revelações. Parece uma prego batendo em minha cabeça.

Dou exemplos.

Quando é que eu ia imaginar que, naquele fim de semana do  meu aniversário, você mentiria que ia ao escritório pra dar uma festinha no sítio, Osmir? Claro, já seria grave blefar que ia trabalhar e não ir, mas você extrapolou ainda mais.

Contratar doze anãs, vesti-las de freiras e colocá-las servindo bebidas e salgadinhos a seus convidados - nus - foi muito além da conta.

Eu em casa, sozinha, e essa maluquice toda em nosso recanto campestre!

Tudo bem, como disse no papo de ontem, também nunca fui santa.

Nesse dia mesmo, você não voltava do “escritório”, eu quis me dar um presente. Como já tinha uma queda pelo seu Juarez, o encanador do prédio, dei um fogo nele – usei a sua garrafa de malt – e fizemos sexo no box.

É evidente que me arrependi. E temi por transformar o episódio com esse homem tosco em algo afetivo, sentimental.

Foi então que, para neutralizar o erro, na mesma tarde, ainda dei para o zelador, para o garagista e para o síndico do nosso edifício (lamento dizer que esta segunda parte foi coletiva e em cima de nossa cama. Mas prometemos ser sinceros um com o outro, não foi?).

Acho fundamental separar as coisas: o meu coração é só seu. Você sempre soube e sentiu, Osmir. E não vai ser uma tarde onde transei com quatro brutamontes que vai mudar isso!

Boa parte das confissões feitas por você na conversa eu já perdoei, saiba disso.

Cheguei a achar boba a história de você ter transado com a minha irmã na sala de visitas, sendo observado pela minha mãe, minha madrinha e pelo time de peteca delas.

E, confesso, fiquei com a maior vontade de rir quando você admitiu – todo sério - ter feito sexo com minha professora de iôga tântrica– ela é tão estranha, coitadinha.

Fiquei imaginando a cena, vocês dois se pegando em cima daquela minha esteira completamente desconfortável…

Francamente, Osmir, você é hilário às vezes.

O “affair” que você mencionou com minha tia-avó também é irrelevante. Ela precisava se divertir  e você foi um pouco além do meu pedido, que era apenas levá-la ao Baile da Saudade. Até aí, tudo bem, um favor em família.

Mas quero deixar registrado aqui uma coisa muito importante. Eu nunca, NUNCA, vou te perdoar por ter assediado a Laika durante o cio dela.

beijo da sua,

Neide.



Escrito por C. Castelo às 19h28
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Voltando à vaca fria...

Bom... já que o post abaixo foi devidamente corrigido pelo seu autor, que voltou ao ano de 2008, para quem gosta de Língua, clique aqui!

Escrito por Lizoel às 13h39
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Onde estamos?

Ou tem algum grupo imitando o Língua de Trapo ou o autor desse release acabou de desembarcar do passado por uma máquina do tempo. é só conferir aqui

Escrito por Lizoel às 13h33
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Eu não sou viado, não - versão gay do hit soriano

Eu não sou viado, não
Tu estás equivocado
Eu não sou viado, não
Tu estás mal informado

Tu não sabes enxergar
Quem te ama, quem está fora
Tu só sabes xavecar-me
E por isso eu vou me embora

A pior coisa do mundo
É viver com o bofe errado
Quem confunde um grande amor
Não merece ser feliz, nem tão pouco ser amado

Tu devias compreender
Que por ti, não há tesão
Larga do meu pé, pelo amor de Deus
Eu não sou viado, não



Escrito por C. Castelo às 12h55
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estórias de músicos...

músico profissional de verdade já tocou com deus e o mundo.
nada têm a ver seu gosto requintado e sua técnica apurada com as contas que chegam em sua caixa postal,no final de mês.
portanto, como versa o velho e tarimbado caçulinha...'pingô?eu tô'!

mas,o contrário também é verdadeiro...exímios instrumentistas,cuja técnica e genialidade agradam as platéias mais seletas do planeta, têm uma preferência musical discutível.
conheci um pianista brasileiro que levava as exigentes audiências de jazzmaníacos ao delírio e, logo após os concertos, enfiava um tape k-7 no toca fita do carro, com fábio jr.a todo volume.
em certas ocasiões,chegava ir às lágrimas, dependendo da música que rolava...'pai herói', por exemplo, era uma dessas que arrebatava o pianista prodígio.
e com a voz embargada, comentava...'tony (como sou conhecido aqui), quem não gosta dessa música é porque nunca teve um pai'!...eu nem arriscava um comentário...apenas consentia com a cabeça,rezando pra não haver congestionamento no meio do trajeto.

outro guitarrista brasileiro revelou-me que, em suas andanças musicais,chegou a acompanhar o recém-falecido waldick soriano.
a agenda do cantor era intensa...desde festas privadas de ricos fazendeiros até taperas em beira de estrada, pelos sertões afora.
conta o músico que em determinadas apresentações, eram apenas os dois no palco.
e, dependento da situação e do local, waldick abria o paletó, exibindo um 'três-oitão' empunhado na cintura e ordenava ao guitarrista...'maestro,por favor,o tom'.

vida e arte se confundem, fazendo com que músicos profissionais sejam, em grande parte dos shows, os verdadeiros artistas.

abraçsonoros e amplificados

namaste



Escrito por Pituco às 12h16
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Blip

Porra, me perdoem por tantos posts no mesmo fim de semana. Mas, durante os malditos dias úteis, fica meio foguete postar coisas aqui. Aí vem esse rebosteio todo e tal.
Mas bem, é o seguinte. Como dizem as moças do telemarketing, quero disponibiizar meu Blip FM pra vocês ouvirem a minha porção DJ. É só dar um digitão em www.blip.fm/castelorama
Vou colocando, aos poucos, as favoritas. E sugiro que vossas excelências bedelianas façam o mesmo. A começar do Sarrumor, esse Dj orgânico. E que dividamos nossas idiossincrasias musicais todas aqui.




Escrito por C. Castelo às 20h36
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O dia em que a mulher do Waldick foi lá em casa



No alvorecer da minha infância, assevera dona Marirá - genitora deste plumitivo - um Puma GTE zerinho estacionou diante de nossa mansarda no bairro do Sumarezinho, em São Paulo.

Acompanhada de um amigo da família, o finado Dagildo (nome dado ao mancebo pela contração do “Da” de CandiDA e o “Gildo” de LeoviGILDO) adentrou em nosso lar ninguém menos que a “mulher do Waldick Soriano”.

Eram comuns tais visitas-relâmpago na pequena comunidade piauiense-maranhense de Sampa.

Podia ser desde de um primo doente do peito até uma personalidade do mundo do forró. Desde que a razão fosse uma troca de favores ou uma "consideração" a alguém.

Quando Dagildo anunciou a visita já subindo as escadas do sobrado, houve um certo estremecimento doméstico.

Entretanto, como era comum em minha mãe, com dois ou três movimentos rápidos ela deixava uma sala bagunçada pronta para receber a Rainha Elizabeth II em noite de distribuição de honrarias aos lordes.

E assim foi.

Puxando um vaso pra cá, centralizando uma cadeira pra lá, só restou à primeira-dama do brega alardear:

- Meu Deus, que casa mais ajeitadinha!

Num cantinho da sala impecável, brincando com meu helicóptero da USAF (que fazia “dungo-dungo-dungo” com as hélices e abria a portinha) fiquei só reparando na cena.

Dona Marirá não se recorda mais do nome da dita, porém lembra-se direitinhamente que a senhora estava desconsolada com o marido canastrão.

Homem delicado e sensível, Dagildo era sabedor das manhas e artimanhas de mamã na arte de manter um casamento (papai não era definitivamente flor que se cheirasse naqueles tempos, mas a união mantinha-se intacta). Por isso, levou “a mulher do Waldick” para tomar uns conselhos.

Feito uma psicanalista lavada e escorrida em Freud, mamãe quis saber o que levava a companheira de tão famoso astro a andar tão tristonha.

- Eu amo aquele danado demais. Demais! Mas o Waldick só pensa no público dele, dona. É só público, público, público – disse ela aos prantos, para meu estremecimento infantil.

Atenta na queixa, dona Marirá era só ouvidos. A mulher do homem continuou:

- A prova disso é ele, em todo santo show, jogar aquele chapelão pro povo. Eu me zango demais com aquilo. Custa uma fortuna e ele atira como se fosse confete!

Saindo da audição para a fala propriamente dita, minha mãe teria declarado mais ou menos o seguinte àquela ocasião:

- Mas o problema de seu casamento com o Waldick Soriano é o chapéu que ele joga no povo, minha filha?

- É!

- E se ele se jogasse, ele mesmo lá do palco, pra cima das qüengas? Não ia ser pior?

- Aí era a morte…

- Pois então? Enquanto é o chapéu está uma beleza, não está?

Limpando uma lágrima, a consorte de nosso mestre do kitsch musical deu toda razão a dona Marirá.

E, depois de comer um doce de casca de limão azedo, entrou na companhia de Dagildo em seu Puma GTE e voltou a seus afazeres de mulher de latin-lover cafona.

O casamento?

Bem, segundo Dona Marirá, esse parece ter durado por muitos e muitos anos.

Mesmo com o velho Soriano teimando em arremessar seus chapelões por centenas de platéias interiorzão afora.



Escrito por C. Castelo às 14h38
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Ursulino, o touro

Mais que urso, em termos de saúde, Ursulino era um touro.

Até os 82 anos nunca tivera um defluxo. E o primeiro resfriado que lhe ocorreu curou-o num só dia. Tomando banhos frios de cachoeira e chá com rum - duas garrafas inteiras do cubano.

Era assim com ele. Queria mostrar quem mandava.

Estava no comando de sua robusta saudabilidade e espezinhava os que se acovardavam, indo às consultas periódicas, fazendo ridículos exames de rotina.

“Fique longe dos homens de branco quem não quiser morrer antes da hora”, costumava filosofar bebendo vinho barato e mordendo um gorduroso salame italiano.

Quando fez 100 anos ganhou dos parentes uma estátua no jardim. Nela aparecia em forma de Atlas. Um contra-parente, metido a artista plástico, também pintou uma tela com o mar batendo numa rocha monstruosa e a batizou de “Ursulino, portento da natureza”.

Estava claro que ele deixara de ser um senhor de terceira idade fora dos padrões para ser motivo de vaidade e orgulho da família.

Qualquer primo, vizinho ou conhecido ao ser perguntado sobre Ursulino respondia com brilho na voz: “não é mais uma pessoa, é uma fortaleza”.

E a empregada doméstica, uma senhora paraibana corcunda muito feia, limitava-se a ficar repetindo: “Seu Ursulino? Hum, ô véi duro na queda do cão, meu fí!”.

Pelos 109 anos, Ursulino deu um susto em seus admiradores.

Teve uma dorzinha fina no braço e uma azia forte. Os netos julgaram que ele enfartava. O mais velho levou-o, sob protesto, a um pronto-socorro próximo.

Em uma hora, dezenas de curiosos do bairro se aglomeravam na sala de espera do PS.

Todos buscando novas sobre aquele ícone da vitalidade humana.

Quando estavam num canto praticamente interrogando a enfermeira de plantão, o próprio Ursulino saiu andando lá de dentro.

Tia Noca, nervosíssima, berrou lá da porta da frente:

- Linozinho! Tu, doente? Pode uma coisa dessas?

Ele deu de ombros, com expressão enfastiada. Usando o vozeirão que lhe caraterizava explicou ironicamente:

- Acharam que era coração. Examina daqui, alfineta dali, não encontraram foi nada. Só que ninguém me perguntava o que eu achava que era…

- E o que era, homem de Deus? Diz logo!

- Na hora que me deixaram abrir a boca, eu falei pro doutorzinho lá: “moço, eu comi dobradinha com toicinho. Fui de madrugada na geladeira, meti na boca, direto da panela, com muita pimenta e farinha. Se eu puder me aquietar num vaso, soltar uns três ou quatro traques daqueles bons, saio daqui já, já”.

- E eles?

- Deixaram eu ir. Queriam me levar na cadeira de roda, mas recusei. Passei quinze minutos obrando, obrando, obrando e sai bonzinho.

- Avalie! Chega tá corado, Linozinho.

- Peidar, ô santo rémedio, minha filha! Um homem que caga todo dia sabe o que é o paraíso!

Rumaram para o bar do Tomate com o objetivo de comemorar a bem aventurança de Ursulino.

Cerveja gelada, pinga e torresmo de barriga de porca para quem se achegasse.

O velho foi o último a deixar a bodega, ali pelas quatro e meia. Isso porque ficou de olho comprido para uma mocinha que a sobrinha trouxera da faculdade.

Queria porque queria cantar para a rapariga no velho violão Del Vecchio de casa.

Conseguiu. E o que Ursulino, o que diariamente ridicularizava a Morte, não conseguiria?

A cantoria acabou às sete da matina, quando o padeiro largou leite e ovos na soleira da porta.

Ursulino pediu omelete de bacon à empregada, engoliu-o com café preto e foi
deitar-se.

Acordou no meio da tarde para um banho completo.

Comportava-se como criança nessas ocasiões, cantando e dançando em meio à espuma. Foi numa dessas micagens, em cima do chão molhado do box, que acabou arriando os quartos no chão e quebrando as cadeiras.

Mandarem-se todos às pressas para o hospital.

Deu-se o de sempre: cirurgia, UTI, os cambaus.

Não houve jeito desta vez. Oito longos meses depois as complicações da operação levaram Ursulino para o ladinho de Nosso Senhor.

Coroas de flores, padres, pastores, rabinos, rabecão. Centenas de pessoas comprimindo-se na câmara onde velavam-no.

Calor do norte da África.

No momento em que fechavam o caixão, uma vizinha de porta, já septuagenária, começou a berrar em completo desespero:

- Ai, meu Jesus: morreu, morreu!! Ursulino morreu!!!

Daí a irmã de tia Noca, moça velha, sem papas na língua, esbravejou mais alto do lado oposto:

- Morreu! Morreu mesmo!!! Mas foi de erro médico!!! Erro médico, viu?!



Escrito por C. Castelo às 19h04
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Horário Político Opcional

Propaganda Eleitoral de 1985

 

Texto: Carlos Melo (Castelo)

Vozes: Lizoel Costa e Laert Sarrumor

 

Ouça aqui

 

 

Propaganda Eleitoral 2002 (Coligação Tudo Junto São Paulo Tudo ao Mesmo Tempo Agora)

 

Texto: Laert Sarrumor

Vozes: Laert Sarrumor e Yvette Matos

 

Ouça aqui


Escrito por Laert Sarrumor às 20h24
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Horário Político Opcional 2

Debate

 

Texto: Laert Sarrumor

Vozes: Ayrton Mugnaini Jr. e Laert Sarrumor

 

Ouça aqui


Escrito por Laert Sarrumor às 20h23
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Horário Político Opcional 3

Discurso

 

Texto: José de Vasconcelos

Voz: Yvette Matos

 

Ouça aqui


Escrito por Laert Sarrumor às 20h21
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O Brasil das Placas

Enquanto isso, numa movimentada rua do Setor Comercial Sul em Brasília...



Escrito por Lizoel às 21h57
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