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Satisfaça a sua Alma

E não é que o seu Leonardo Castelo Branco fez uma parceria com o seu Luís Couto?
Rápidos esses caras.
E, olha, saiu um "rock rural" que satisfez a alma do parceiro do Couto e pai do Léo.
Satisfaçam a de vocês também ouvindo.

SATISFAÇA SUA ALMA

Sentindo a vibração de um novo dia
Ver uma criança brincar pode te dar alegria
O Sol nasce tímido e se firma atrás da montanha
Já deixei de acreditar nos homens e sua nova façanha.

Dance livre o mais livre que puder
Feche seus olhos cante, viva a sua calma
Sinta o perfume da flor, satisfaça a sua alma.

Abra os olhos pras pequenas coisas que podem mudar
Preste uma pequena atenção no barulho do mar
Fuja da rotina, seja o que você quer
Pare no caminho pra ver uma onda crescer.

Dance livre o mais livre que puder
Feche seus olhos cante, viva a sua calma
Sinta o perfume da flor, satisfaça a sua alma...

Rabisque um poema de amor, satisfaça a sua alma...
Leve um cobertor ao asilo, satisfaça sua alma...
Pague um sorvete pro menino, satisfaça sua alma...
Não deixe a sua luz se apagar, satisfaça sua alma...
Sorria quando tudo acabar, satisfaça sua alma...

ouça aqui


Escrito por Castelo às 11h39
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A pizza do samurai

óia, todo mundo tá contando um conto e eu também vou contá o que tá passando comigo agora assim comigo mesmo uma coisa de loco as pizza que os japoneses fazem no Japão que eu não sei se quando vejo as pizza é pra come ou se é pra ri porque os japona são mutcho maluco nesse lance de mistura a culinária de tradição sushistica com as cozinha dos outro lugar estrangeiros então fica uma meleca só que quem vai come num sabe que gosto tem e nem sabe o que vai acontece com os intestino internos no dia adespois de come aquela pizza de "motchi"(massa de arroz) com queijo "cheddar" recheado com rodela de lulas e polvo fritos ou então uma outra modalidade da inventividade nippoitálica a pizza de pomodoro com "shirashu"(minúsculos peixinhos transparentes) e prosciutto que dá pra sentir o cheiro de longe que nem os calzonne de "natto" (feijão azuki fermentado) com cebolinha picada e queijo gorgonzolla e eu fico oiando praquilo oiando praquilo assim meio desconfiado e tapando o nariz e imaginando com os meu palitinhos o que deu nas cabeça desses japa pizzaiolos pra fazer pizza desse jeito que nem rezando pra nossa senhora da Achiropita dá pra se come as pizza japa oriental então dá uma saudade do Bixiga e tudo das cantina e pizzaria do Brás que só São Paulo tem e que mesmo com os problema das crise daí quando chega as pizza daqui me dá uma inveja dessa gente gente humilde que vontade de chora.

namaste



Escrito por Pituco às 11h42
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Aqueles olhos verdes

                                                                       

Olhos verdes. Era bem assim, que eu e Pedro, dois brocoiós perdidos, chamávamos Alice, sem a coragem de lhe falar em voz alta. No seio nu das palavras inexistentes, não conseguíamos ficar imune ao sorriso daquela deusa de nossos delírios juvenis. Por isso, nunca consegui dobrar a esquina dos meus tempos sem esquecer aquele olhar.  Implacáveis, vieram os anos, e com eles, tantas saudades e depois...  lembranças esmaecendo no findar das datas.

Mas me lembro de Alice e seus olhos verdes, acima da Jucunda boca de lábios ferozes, júbilos de lâmina afiada como a desdenhar minha vontade de beijos. Beijos nos lábios que cobriam uma alva dentadura, antônima do riso escancarado que causava terremoto na libido de muitos dos colegas da Faculdade.

Rodei mundo, casei, descasei e casei novamente. Certa noite de mesa de bar, em papos com amigos desses tempos, na roda das lembranças de quem está vivo ou já se foi na bruma dos anos que nos perseguem, lembramos de Alice e seus olhos Verdes, e desatamos a narrar histórias do furacão de nossas libidos. Será que somos incompetentes com o amor, que nos perfaz suas rotas ingratas? Onde andará a gostosa da faculdade? Será que ainda conserva o viço juvenil, será que sonha ou se lembra de sua platéia de abobados babões?

Lembranças podem se apagar como uma fútil frase escrita na areia. Mas as lembranças dessa época ficaram como cimento, pois éramos os navegadores intrépidos no rito de passagem das idades, onde o sexo passa a ter uma função mais determinante que a simples necessidade fisiológica. Lembro-me que a Deusa dos olhos de mar surgiu com mais intensidade em nossos papos. À medida que as palavras buscavam as lembranças, seu rosto, o sangue, a cor da pele, foram surgindo como brocas que remexeram as teias do nosso teto de memória.

    A fria razão e o instinto são dois pólos bem distintos em minha vida. O que mostro e o que oculto, procuro sempre não transformar em tormento.   Festejo datas retomo lutas, abandono sonhos e como no choro de Pixinguinha, vou vivendo. Alice deve também continuar seguindo seu destino, assim como meu amigo Pedro e eu que choramos um pouco a indiferença daqueles olhos verdes.

Além dos cinqüenta, esse meu velho coração já passou por muitas conversas e andou na boca e nos sentidos de muitas outras paradas. Perdi a percepção, perdi o bonde, ganhei outros rumos e, quando sonho alegrias, acendo uma vela no peito sobre o castiçal do coração. As tristezas, tento desaguar na escuridão do meu passado. Se as nossas lágrimas apagassem a saudade que nos cerca e tivessem naqueles anos, apagado também o fogo que nos consumia, talvez viver não tivesse valido tanto a pena assim. No entanto, num ultimo brado de nossa coragem, eu pediria as lágrimas de todos os meus amigos queridos e criaria um rio em rota ao passado e veria Alice e aqueles olhos verdes com vistas de outro homem que não um jovem perdido num turbilhão infindável de desejos.

Se aquela sede de paixão já não existe mais, ficou uma saudade na rota de nossas vidas que, com certeza, não se apaga nunca mais. Continuamos nos comportando como pássaros em busca de primaveras imprevisíveis nos espaços do tédio transeunte, esperando, quem sabe, outros olhos tão vivos quanto aqueles olhos verdes...

 



Escrito por Lizoel às 10h12
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Clássicos das estórias infantis para crianças de hoje

Noronha era um garotinho de 37 anos que morava na Vila Madalena em companhia de sua mãe, porque estava desempregado há mais de dois anos e não podia pagar o aluguel e suas contas.

Um belo dia, Noronha resolveu vender o televisor da mamãe para pagar uma dívida com o traficante da esquina.

Como o traficante não tinha troco, deu a Noronha no lugar um saquinho com cem gramas de semente de Cannabis sativa. Quando a mãe de Noronha viu aquele saquinho de sementes em cima do móvel onde costumava ficar a televisão, gritou ensandecida:

- Trocou minha televisão por meio quilo de gergelim, filho desnaturado! Isso não fica assim!

E pegou o saquinho, jogando-o no quintal da casa.

No dia seguinte, quando Noronha despertou na maior larica, levou um susto de cair no chão. Havia, no quintal de sua casa, um pé de maconha de aproximadamente uns trezentos e noventa e cinco metros e quarenta e sete centímetros de altura.

Todo o pessoal da Vila veio ver, estarrecido, a maravilha que era aquela árvore do outro mundo. Ônibus e mais ônibus de excursão vinham de Visconde de Mauá, Baixo Leblon, Lumiar. E, no Espaço Unibanco, um postal da árvore de Cannabis chegava a ser vendido por 15 reais!

Como todos queriam levar algumas folhas de recordação, Noronha - assessorado pela mãe - começou a cobrar ingresso ao quintal de casa e logo ficaram muito ricos.

Quando o governo percebeu a mina de ouro, resolveu cobrar impostos da família de Noronha. Como Noronha pagava os tributos com a maior facilidade do mundo, os políticos resolveram que o melhor era encampar a árvore e a casa, indenizando Noronha e a mãe em dólares norte-americanos.

Com o dinheiro arrecadado do pé de maconha gigante, o governo pôde finalmente pagar sua enorme dívida interna.

E foram todos felizes para sempre.


Escrito por Castelo às 09h53
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Ditos malditos

Certos governos já nascem póstumos.

Escrito por Castelo às 17h41
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Riso no porta-retrato


Ai, se meu peito se abrisse
Escancarasse, partisse
Por fim você saberia

Se meu orgulho deixasse
Que minha boca falasse
Quanto prazer lhe daria

Um dia não mais te quis
Te apaguei como um giz
E te lancei ao degredo

Sai atrás dos meus passos
Reencontrei outros braços
Reescrevi novo enredo

Depois de tantas andanças
Pelos confins da bonança
Veio o vazio sem fim

Espinho pela garganta
Angústia que se agiganta
Chuva que cai sobre mim

De repente, o seu olhar
Como do nada, um lugar
Inscrito no tempo e espaço

Riso no porta-retrato
Você sensível ao tato
Junto aqui ao meu regaço

Por que é que vem lá do passado
Esse querer desvairado
Botando tudo a perder?

Só um consolo restou
Do meu fracasso e da dor
Nunca você vai saber

Composição: Carlos Castelo/Luís Couto
Violão e voz: Luís Couto

ouça aqui


Escrito por Castelo às 18h53
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Língua bruta

quando perguntado, qual língua falo?

respondo: de trapo...rs! ou então, o pituquês.

em uma entrevista com o Miles Davis, ele permanecia o tempo todo calado.

até que o repórter perguntou..."o senhor não vai falar nada"?

e o músico respondeu: todas as palavras já foram ditas.

não sou gênio criador como o Miles, contudo posso compreender que, por vezes, as palavras atrapalham e são desnecessárias.

elas são apenas malabarismos que camuflam a sinceridade.

na música, não é diferente.Às vezes há tanto virtuosismo e gritaria que acabam se esquecendo da música e do tema original.

fica valendo o ditado,ainda... o de que, uma ação fala mais do que mil palavras.

abraçsonoros

namaste



Escrito por Pituco às 00h03
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O rio e a história

Geraldo Roca é um dos grandes nomes da música sul-mato-grossense, apesar de solenemente desconhecido para o resto do país. Como um nativo desse estado, uma das músicas do Roca que mais me comove é "Rio Paraguai" onde ele faz um retrato impecável da nossa cultura de influências mutifacetadas onde entram o Paraguai, Bolívia, Argentina e, lógico, Portugal. Abaixo a letra de "Rio Paraguai" e para ouvi-la, clique aqui

Rio Paraguai

Composição: Geraldo Roca

A novidade vem atrás da tradição
Aquela que não desmancha no ar
Eu não
Não se mergulha nunca mais no mesmo rio
Rio Paraguai a tradição entre nós é você
Rio Paraguai das lendas e canções
Na noite guaranietê saudações
Águas do rio Paraguai
O pai do meu pai navegava no rio
Nos tempos da linha Assunção-Corumbá
O século vinte aportava do sul
Num barco a vapor entre os sons
E as dúvidas da paz
E as vítimas da Guerra Guaçú
Que a história recolhia ao silêncio do rio
Rio Paraguai a tradição entre nós é você
Meu velho rio Paraguai
Das lendas e canções
da noite guaranietê saudações
Águas do rio Paraguai sempre você
Por onde a história passou entre nós
Na noite do rio Paraguai pelas gerações
Mistérios na noite azul ro hai ru
Noites do rio Paraguai
No primeiro mundo a ciência refaz
Os rios que a indústria matou
Mas então as águas imundas revivem azuis
O velho mistério não mais
os deuses e lições
A lenda recontada na voz
A voz da tradição em nós
guaranietê
Rio Paraguai ro hai ru
Guaranietê rio Paraguai
Sempre pra sempre e sempre
O rio Paraguai



Escrito por Lizoel às 10h36
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Por toda saudade...

 

 

O frio foi intenso nos meses de junho e julho de 69 em Campo Grande. Logo após, Armstrong, o solitário e desconhecido astronauta, descia na seca e desglamurizada lua dos namorados. A saudade começa se tornar minha companheira e vou me despedindo dos amigos da minha Campo Grande Natal rumo a roteiros desconhecidos por força de acompanhar meu pai militar, anos afora. Alumbro futuros que nem se espelham ainda no começo dessa minha rota de vida iniciada aos 13 anos de idade.

De minha partida em diante, vou começando a entender o significado e a intensidade da saudade. Não voltarei? Não sei... não arrisquei a apostar no retorno à minha cidade, mas, a partir daí fui ficando mais intensamente guardado de lembranças, a salvo de todas as futurologias inconsistentes, preservado apenas na solidão da memória exclusiva.

Não quero lembrar-me de nada, só me importa esquecer e esquecer o impossível de esquecer. Nunca se esquece do que a memória fotografa no imaginário de um garoto, tudo se lembra ocultamente. É o peso da saudade, palavra típica da língua portuguesa que foi se tornando mais intensamente minha companheira inseparável.

A saudade, para quem experimenta dela com profundidade, como eu, tem sabor lento, uma alegria reconstituída no instante desprevenido, das imagens do tempo. Para mim, recém partido de Campo Grande, ficaram as imagens das matinês do Cine Alhambra, a troca de Gibis antes das sessões. Ficou também a fonte luminosa da Praça Ari Coelho, as chipas e quibes que minha avó fazia, o início na música, brincando e imitando os festivais do final dos sessenta.

Ficou muito mais. Ficou a saudade de um tempo mais feliz. Não que a felicidade tenha me abandonado completamente. Mas a poesia foi bem mais intensa no meu coração ainda naqueles verdes anos, e essa nostalgia infalível que carrego em meus textos veio com certeza, desse tempo, desse tempo, das canções entoadas pela minha mãe, poemas lidos e dramatizados por meu pai.

Fui ficando um profundo conhecedor da saudade, a partir do momento em que fui recordando o frescor nos rostos viris dos meus amigos, onde a história de cada um dormitava nas rugas impregnadas de silêncio de suas faces. Dos longos tempos passados voltei à minha cidade, e só me restou recordar em pensamentos, minha saudade, minhas bandeiras e todos os ventos possíveis a tremula-las.

Essa nostalgia ainda continua a viver em mim.  É impossível evitar o naufrágio dos barcos da minha infância, nas praias impossíveis que tentei alcançar durante toda minha vida. Mas vou vivendo e tento ultrapassar meus sonhos. No entanto, é por causa da saudade que sempre vou perdendo essa corrida infinita.



Escrito por Lizoel às 20h31
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Programa de domingo

Nesse domingo, dia 17 de junho, meu parceiro poeta virtu-musical, Rogério Santos, estará se apresentando no projeto Ensaio Aberto, da escola Canto do Brasil.

No repertório,algumas canções de nossa parceria.

local: Rua Madalena,32 (V.Madalena),Sampa.

fone: 3814-3895

horário: 18h00

entrada: franca

namaste



Escrito por Pituco às 23h09
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