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Pensatas do Pituco

"Não que eu seja pessimista,mas do jeito que as coisas andam,eu quero que essa realidade seja um sonho".

namaste



Escrito por Pituco às 13h46
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Alvíssaras

Eu não sei o Guca quer falar disso aqui neste espaço.
Só sei que ele anda aprontando um novo disco.
Falo até porque houve menções ao evento num "comment" abaixo, do próprio Domenico.
Pelo que ouvi, sem dúvida, vai valer muito à pena ter um cedezinho desses.
De minha parte sei que entrarão letras que passei ao "mestre do cavaquinho" num passado recente.
Mas, até pra mim, prossegue o mistério sobre quais constarão no projeto.
O momento parece muito fértil à criação.
Eu mesmo, neste instante, me encontro participando dessa iniciativa do parceiro Guca, estou em outro grande momento do Pituco como compositor e produtor lá no Japão e desenvolvo um trabalho paralelo com uma revelação aqui do BDL, como vocês sabem, o nosso querido Lcouto.
Isso sem falar na parceria com o Deni, filho do Guca.
Vamos botar as barbas de molho. O que vem por aí, afora o próprio LT no formato novo CD, parece ser bastante alvissareiro.





Escrito por Castelo às 19h55
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Troca de Saliva

Hoje é o dia do Beijo!

Você já deu o seu??????



Escrito por Lizoel às 17h10
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O perdão

Aproveitando a buarquinice que se instalou pelo BdL,relato uma passagem fabulosa,em que Jobim fala sobre uma tese do letrista a respeito da palavra perdão.

Reafirma o compositor que perdão é pra se doar.Vem de 'per-doare'.E até mesmo em inglês tem esse significado nobre, ou seja, 'for-give'.

Bella, meus pedidos de desculpas por minha ausência involuntária da net.

JEITO ESTÚPIDO DE SER (Isolda/Milton Carlos)

voz e violão: Pituco

*clique no título e me perdoe.

namaste 



Escrito por Pituco às 12h56
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Calcinha de Helanca

Mais uma Castelo-Couto. Divirta-se, ratatulha.

"Ai, eu fui tão direta
Mirei, lancei a seta
Eu te dei um bolão

Ai, me vulgarizei
Me exibi, me mostrei
Mas você é um tontão

Te dei o maior mole
Esqueci minha prole
Pra te dar atenção

Eu te dei carta branca
Pus calcinha de helanca
Mas você é um fujão

Minhas pernas cruzei
Minhas unhas pintei
Fiz cara de tesão

Fui botar silicone
Passei noite insone
Mas você é um babão

Tingi o meu cabelo
Depilei os meu pêlos
Morri de inanição

Mandei celebrar missa
xinguei, joguei catiça
Mas você é um bundão."

OUÇA AQUI


Escrito por Castelo às 18h56
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Garimpo Musical

Maníacos por raridades musicais para downloads, Cliquem Aqui e se deliciem!!!

Escrito por Lizoel às 16h01
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Auxílio luxuoso

Nos estertores da ditadura, o general Newton Cruz promoveu uma apagão em Brasília e, espada em riste, sentou piparote em populares de todas as tendências e não-tendências que passavam à frente de sua cavalgadura.
Semanas depois, o jornalista Tarso de Castro lançava um suplemento jornalístico em São Paulo.
Show do lançamento no “Avenida Danças”, em Pinheiros.
Dando uma força pro valoroso homem de imprensa, Chico Buarque, Fagner, Dominguinhos e uma formação compacta do LT chamada “A outra banda da língua” (Paulo, Chico Caruso, Lizoel, Laert e eu).
Dias antes, Paulo Caruso me ligou encomendando uma letra sobre o apagão do general.
Resolvi fazer logo cabelo, barba e bigode: compus a música também.
O refrão era assim: “queremos luz!/ queremos luz!/ libera aí, seu Newton Cruz”.
E a idéia era cantá-la, fechando o evento, luz do teatro apagada e todos artistas participantes segurando velas no palco. Uma flagrante provocação ao regime milicar (sic).
No dia do espetáculo, como eu sabia que ia cantar solo a música (e tenho pânico disso), cheguei bem antes de todos no camarim.
Abro a porta e vejo um cara de costas pra mim. Ele estava indo pra outra ponta da sala pra se servir de uma garrafa de vinho que estava sobre uma mesinha.
Encheu o copo com o vinho branco e se virou para mim.
Era o Chico Buarque. Sozinho no camarim do “Avenida”.
Fiquei sem voz, é óbvio. E ele, pelo visto, também, supreso por alguém estar invadindo sua buarquiana privacidade.
Levantamos as sobrancelhas um para o outro. E foi o máximo que deu pra fazer.
O autor de “Construção” começou a andar de um lado para o outro do comprido camarim.
Parecia acuado. Entendi que era pela proximidade do show e fiquei na minha.
Chico andava, andava, colocava um pouco mais de vinho no copo e continuava naquele seu caminhar cabisbaixo.
Sentado, eu o olhava sem saber como agir. Mas falar o quê?

- Porra, Chicão, puta letra aquela do malandro, hein?

- Aquele exílio na Itália, foda demais, né?

- E o Vinicíus, bebia pra caralho mesmo ou era só pra mídia ver?

Passaram-se uns 20 minutos.

Entra o outro Chico, o Caruso.

- E aí, Carlos? Taí com o Chico, é?
- …

Caruso sentindo o drama de dois tímidos numa salinha, disse:

- Pois é, Chico, esse é o cara do Língua de Trapo. O que fez a música do Newton Cruz.

O criador de “Lua e Mar” veio me apertar a mão, por fim. E disse:

- Ah, eu ouvi! Muito boa, boa mesmo, sabia?

- Boa? Boas são as suas – consegui dizer com a voz embargada, mas sem perder a piada.

Ficamos “nos elogiando” por uns momentos, quando Marieta entrou e tomou conta do assustado e ansioso Chico.
Só fui vê-lo horas mais tarde. Quando eu cantava “Queremos Luz” no palco cheio de velas. O coral atrás de mim foi o mais VIP que tive na vida. Dominguinhos, Fagner, os irmãos Caruso e “os olhos verdes” cantando o refrão.

Moral da história: Chico de “backing-vocal” é pra poucos.



Escrito por Castelo às 17h30
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Um velório no Sítio

A caminho do interior de São Paulo, resolvi pegar uma estrada vicinal para evitar pagamento de pedágio.

Por causa das muitas curvas seguidas na via estreita, me senti enjoado e tonto.

Foi quando percebi a placa: “Sitio do Pica-Pau Amarelo”.

O pensamento seguinte foi: “paro, lavo o rosto, tomo um suco e retomo a viagem”.

Foi o que fiz.

Estacionei o carro num grande terreiro, mas fui logo estranhando o silêncio. Apesar de estar no campo, mesmo um estabelecimento comercial de beira de estrada dos mais reles costuma ter fregueses.

Ali só se ouvia o zunir das moscas.

Segundos depois, tomei um susto enorme. Vi-me diante de um porco gordo, afeminado muito histérico e aos prantos.

- E agora? Quem é que vai proteger a porquinha aqui da monstra da Tia Nastácia? Quem? Me fala, bonitão?

Julguei ser aquela pantomima uma imitação extremamente sexista do Marquês de Rabicó. O que não fazem as agência de Promoção hoje em dia...

Meio cambaleante, ignorei o homem trajado de suíno e entrei no saguão.

Veio sobressalto maior ainda.

Sobre uma enorme mesa jazia, mãos cruzadas sobre o peito, ninguém menos que a macróbia Dona Benta (não tão macróbia assim, já que estava mortinha da silva).

Em volta do célebre cadáver, pranteavam Visconde de Sabugosa,Tia Nastácia, Doutor Caramujo, Emília e a Cuca.

Pisquei os olhos seguidamente tentando sair de algum possível transe. E, como nada se alterou, belisquei firmemente meu antebraço.

A cena não mudou.

Foi então que o Visconde de Sabugosa, em pessoa e espiga, vendo minha estupefação se achegou.

- A pobre senhora, não agüentou o baque, ai, ai, ai...

Ainda estranhando um boneco feito de sabugo de milho me confortando, perguntei:

- Mas qual foi a causa do falecimento, senhor Visconde?

- Tristeza, forasteiro, muita aporrinhação da vida...

Diante de minha expressão surpresa, o milho humanizado se explicou.

- O sítio ia bem. Depois daquele seriado na tevê em rede nacional, ficou melhor ainda. Mas os olhos de Pedrinho cresceram e ele quis transformar isso aqui numa Disney World. Afundou-nos em dívidas...

- Que pena – disse num fio de voz.

- O problema foram os agiotas – disse um Sabugosa de olhos lacrimejantes - começaram a perseguir Pedrinho e ele teve que se refugiar no Paraguai.

- Não sem dar três tiros na cara do Saci – grasnou Emília de dentro do velório.

- Cala a matraca, boneca mal educada! – ralhou o Visconde.

Minha curiosidade só aumentava.

- Mas e a Narizinho?

O Visconde suspirou.

- Depois que se divorciou do Princípe Escamado, perdeu o título de Princesa do Reino das Águas Claras. Aí então…

Minha boca se entreabriu.

- …entrou na Igreja Universal. Hoje é a Bispa Lúcia. Isso acabou de matar a velha, que era tão católica… ai, ai, ai…

Nesse momento entrou no recinto o exageradamente maricas Marquês de Rabicó. Continuava chorando e gritando, só que agora portando uma gilete:

- Ai, gente, não agüento mais! Quero morreeeerrrr!!!

Tia Nastácia perdeu o controle. Saiu correndo atrás do Rabicó, vassoura em riste.

- Ai, porco bicha, eu te jogo no caldeirão de feijão. E é já!!!!

O velório continuou. Agora com o merecido silêncio.








Escrito por Castelo às 14h03
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Pensatas do Pituco

"Jobim é uma bússola musical com a qual resistimos às tempestades culturais".

"Cada um tem a idade que merece".

"A Páscoa é um pé nos ovos".

namaste



Escrito por Pituco às 02h28
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Felicitações Gigantes II

Já que os homens reclamaram, felicito com uma citação de meu amigo Zé Rodrix:

Neste domingo de páscoa
desejo a você dois ovos.
Em perfeito funcionamento.



Escrito por Lizoel às 16h15
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Pílulas do Dr. Castelo

Antes havia duas saídas: Galeão e Cumbica. Agora, nem isso.

Escrito por Castelo às 09h11
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Felicitações gigantes

Mulheres do BDL:

Um coelhão gostosão na vida de vocês, nesta Páscoa!!!!!



Escrito por Lizoel às 19h44
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A casa dos existencialistas

E se, num delírio fantasioso, o BBB fosse formado apenas por filósofos contemporâneos?

DOMINGO

Husserl está particularmente nervoso hoje. Sartre o irrita, a todo momento, gritando que seu conceito de transfenomenalidade estaria furado. Heidegger procura acalmar Husserl, mas este está enfurecido demais para ouvi-lo. O saco de pancadas passa a ser Hanna Arendt. Husserl diz, aos brados, que ela não entende - na essência - o conceito de arte analógica exposto na Estética, de Hegel.
Na copa da casa, completamente nu, Husserl grita o título do livro em alemão para pirraçá-la (Vorlesungen über die Ästhetik!, Vorlesungen über die Ästhetik!). Hanna, humilhada, chora nos braços de Heidegger. Sartre, juntamente com Foucault, começa a xingar Heidegger de nazista. Nem mesmo a intervenção de Peirce - que estava trancado no sótão há dias escrevendo para um colóquio em Berlim - evita que Heidegger esbofeteie Sartre e seja surrado por Foucault e Merleau-Ponty.
O Ibope vai às alturas.

SEGUNDA-FEIRA

Merleau-Ponty é eliminado da casa.
Sartre e Simone preparam um macarrão à bolonhesa para o almoço. Tudo está calmo, Husserl joga tranca com Peirce; Foucault toma banho de roupa. É quando vêm os gemidos do quarto maior. Logo depois gritos, quase uivos. Todos se levantam e vêem o inevitável. Hanna e Heidegger transam no beliche, debaixo de um lençol branco. As câmeras logo se deslocam para lá e mostram tudo. Heidegger, tenta esconder o fato dizendo que a subjetividade é atrelada a um conceito ontológico e difere da realidade por razões imanentes.
Sartre procura ridicularizar Heidegger, mas Peirce começa a falar sobre vindicação do processo indutório e todos se dispersam pela casa.

TERÇA-FEIRA

Curiosamente Peirce e Husserl são eliminados do programa, em vez de Hanna e Heidegger. Parece que a ligação física dos dois aumenta a audiência. Husserl se queixa à direção da emissora. Ele acreditava piamente que sairia vencedor recebendo a coleção "Tesouro da Juventude" no final.

QUARTA-FEIRA

Foucault tem um surto. Depois de ler por 48 horas uma tese sobre a dialética da metafísica em Frege, repentinamente arranca o pêndulo do relógio da sala (o tiquetaque irritante foi o detonador da loucura) e sai com ele nas mãos, agredindo Sartre, Simone, Hanna e Heidegger - que continuavam fazendo sexo e estudando Fenomenologia sem parar.
Foucault, amarrado à uma camisa-de-força, é eliminado do programa.

QUINTA-FEIRA

Heidegger e Sartre ficam na sala jogando xadrez. Hanna e Simone vão tomar banho de sol na piscina. Heidegger e Sartre empatam a partida. A audiência cai pela metade. O público deseja cenas de maior intimidade entre os filósofos. O diretor do programa pede que Simone e Hanna se dispam durante o banho de sol. Ou então que Heidegger simule homossexualismo tardio e se insinue para Sartre. Todos discordam. Heidegger e Hannah são eliminados.

SEXTA-FEIRA

Depois de ler trechos de Schopenhauer no banheiro, Sartre tenta suicídio. Sobem oito pontos na audiência. Simone é eliminada.

SÁBADO

Sartre fica sozinho na casa e vence o jogo. Recebe a cobiçada coleção "Tesouro da Juventude" e promete lançar em breve o CD "O Inferno são os Outros", que será vendido nas bancas a preços populares.


Escrito por Castelo às 15h16
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Eu leio os livros do Castelo

Esta Comunidade orkutiana existe e eu acho um desaforo muitos bedelianos que me lêem aqui não estarem lá.
Portanto vamos aderir, por favor, ratatulha. Cola lá: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1162402

Ah, e quem não leu os livros é só adquiri-los no site (www.castelorama.com.br).


Escrito por Castelo às 10h22
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A crise nossa de cada dia

Eu nasci na crise,

cresci na crise e me eduquei na crise.

Joguei bola na crise,enquanto meus pais tentavam driblar a crise.

Estudei na crise e meu primeiro livro, li na crise.

Na crise fiz amigos.Minha primeira namorada foi na crise.

Assim como foi uma crise minha primeira transa,na crise.

Num momento de crise,consegui meu primeiro emprego.

E por causa da crise,imediatamente fiquei desempregado.

Apaixonei-me na crise por outra na crise.

Crise por crise, juntamos as crises.

Nosso primeiro rebento nasceu na crise.E por causa das crises, nos separamos.

Já, cheio de crise, quis fugir da crise.

Em crise, mudei de crise.

Vim parar num lugar que desconhecia a crise.Pelo menos até eu chegar com minha crise.

Então,foi crise atrás de crise.Com vários nomes e denominações que a crise recebe,de acordo com a época da crise.

Mas que no fundo é crise.

E de crise em crise,cheguei até essa crise.

Hoje estou com minha crise mais calejada.Se alguém reclama da crise,digo: olha pra crise dos outros! Ou se botam a culpa na crise,replico: deixe a crise em paz! eu conheço a crise!

E, a maior certeza, nessa crise toda é que,

se da crise viemos,

pra crise voltaremos.

Sem crises

namaste



Escrito por Pituco às 23h58
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Pérolas do Dr. Castelo

Vendo aeroporto. Aceito rodoviária na permuta.

Escrito por Castelo às 12h27
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Os eternos olhos verdes...

ou serão azuis?

Anteontem,fiz uma 'gig' com um saxofonista brasileiro,há uma ano e meio por aqui.

Gustavo Anacleto,de Recife,onde integrava uma banda de jazzfrevo - Orquestra Spok Frevo.

Foi nosso primeiro contacto e não havíamos preparado nada.Então Gustavo pergunta:

- Tony,já que curtes tanto Jobim,sabes tocar "Eu te amo",com letra do Chico Buarque?

Sem pestanejar, preparei os primeiros acordes e saí cantando.Ele percorrendo a melodia com frases pra lá de inspiradas.Apenas com esse intróito,eu já suspeitava de nossa apresentação surpreendente.

Ao final do primeiro 'set',Gustavo confessa-me que desde que chegou por aqui,ainda não havia encontrado oportunidade de tocar essas canções.Uma vez que participa de um grupo de jazz,multiétnico,portanto uma outra linguagem musical.

Já com os brazucas e japinhas que produzem música brasileira no arquipélago, o repertório é bem diferente e distante do que apresentávamos aquela noite.

Fico feliz por ele,que arrasou no sax alto(bem timbrado),soprano(afinadíssimo) e flauta (na oitava correta ao minimalismo de nossa apresentação).Ele foi ovacionado pela platéia,contrariando a regra de que qualidade musical é sinônimo de erudição.

EU TE AMO

violão e voz:Pituco

*clique no título e 'coming together'.

namaste 



Escrito por Pituco às 10h54
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Faz-me-rir

Dia primeiro de abril assisti ao programa “Ensaio” da Cultura (também conhecido pelo apelido de “Feijoada” por mostrar apenas partes do entrevistado: orelha, nariz, língua etc).

Moreira da Silva era o protagonista da vez.

Dei uma voltada no tempo ao rever o velho Kid Morengueira.

Lembrei-me de um show na Funarte, ali na Alameda Nothman, uns tempos antes do Língua existir de fato.

Eu já era fissurado pelo samba-de-breque (havia escrito, entre outros, “Pequena Seresta que virou linchamento”, “Vingança do Hipocondríaco” e “Circular 46”) e lá fomos, Guca e eu, convidar o mestre para gravar nossa criação.

Contamos nossa história ao empresário de Moreira que sugeriu que chamássemos nosso futuro grupo de “Ovo Novo”.

A sugestão dele gorou.

Assim como o convite ao pai do samba-de-breque, feito inusitadamente numa casa da esfiha na esquina do teatro.

- Essa do ônibus é muito bom samba. Eu gravo, mas precisamos combinar o “faz-me-rir” primeiro – disse o intérprete de “Fui a Paris” com a boca cheia de babaganuche.

Éramos dois universitários durangos. A gravação não rolou, claro. Mas, sacumé, elogio de papa sempre deixa coroinha com mania de grandeza.

Era o que faltava pra eu achar que era artista.

O resultado vocês lêem toda hora aqui. E, se alguém não gostar, já é público e notório a partir de hoje: a culpa é do Kid Morengueira.




Escrito por Castelo às 13h44
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Trovinha

Nada mal

essa prova de carinho e tesão

Pegar no meu pau

quando estou com o cu na mão



Escrito por Patérvio Gulabo às 11h18
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Dreams comes true

Sonho é igual cinema, tudo é possível.

Noite dessas,sonhei que estava namorando a Pimentinha (Elis Regina).Tinha até trilha sonora.A música era Fotografia,do Jobim,revelando esse nosso encontro astral.Eu e a cantora curtíamos o pôr-do-sol,em um terraço à beira-mar.Muito pueril.

Fico imaginando se fosse com a Gal Costa.Apesar da baiana ter sido muito dengosa na juventude, a transa sugere algo mais trópico carnavalesco.Talvez,o trio elétrico de Dodo e Osmar? Quem sabe, O Balancê?

Com Bethania, só se for pra pegar na mão e ir oferecer rosas brancas a Yemanjá.Passou disso, é preciso estar atento e forte,pois o carcará,pega,mata e comi! Uiu!

Marisa Monte, é transa platónica,ao som da guitarra do Arto Lindsay e Arnaldo Antunes lendo um poema concretista mixado com a narração de uma partida de futebol, pelo campeonato nacional.

Rita Lee é sexo nasal e muito rock'n roll.

Tetê Espíndola seria uma transa naturalista,no pantanal matogrossense,com Hermeto Pacoal regendo uma orquestra de grilos e ela imitando um tuiuiú.

A luxúria em estado alterado,não é apenas uma projeção minha com as divas nacionais,não!

Janis Joplin com Cosmic Blues, não seria um sonho,seria um delírio.

Celine Dion cantando My Way, quatro tons acima do original, é sexo oral, mesmo!

Norma Jersey e Yma Sumac, juntas, cantando Babalú,um pesadelo.

E uma transa com Joan Baez seria um sonho de dar muito sono.

Já,com a bella musa, a melhor trilha seria...Carinhoso.

namaste



Escrito por Pituco às 14h16
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AH É, É??

Deu na Folha Ilustrada de Sexta Feira(30/03/2007):

"Sei que vão me chamar de traidor, porque gravei o acústico MTV por uma grande gravadora", diz Lobão

Perto dos 50 anos, cantor diz que não há porque continuar briga com gravadoras

Artista afirma não estar decadente, declara estar cansado de ninguém ouvir suas músicas e que seu "Acústico" é "diferente"!

Traidor não. Vamos chamar de filha da puta, vagabundo, sacana,mentiroso e vendido!!



Escrito por Lizoel às 13h58
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Informação

Todo o conteúdo deste blog foi escrito ontem na sala de espera do aeroporto de Congonhas.

Escrito por Castelo às 09h07
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