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Manchetes do Esmeraldo

"RABINO TOMA NO RABO"

Escrito por Esmeraldo Esmegma às 11h43
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Esmeraldo passou por aqui

Vão se foder, antes de mais nada. Tirei uma licença desse BDL de merda pra fazer um exame de fezes e o que encontro nesta caralha? Uma bicha castela fazendo poema pro primogênito. Uma baitola-delirante guca falando com miragem. Uma pituca cantando essa bossanovalhada guêi. Um lizoel lá da puta-que-pariu enviando post sem pé, nem cabeça. A única coisa que não muda nesse tugúrio de qualiras é a ausência estrondosa daquele encaçapador de cabide, o sarro sem humor.
Ora, eu nem sei porque é que resolvi escrever aqui nessa bosta de blog. O BDL, como suas poemices e outras bichices, tá parecendo camarim do São Paulo Fashion Week. Nem vou mandar ninguém tomar no miolo dos quartos porque, pelo visto, todo mundo já foi. Ah! Paulo Paulada, vai dar o toba.

Escrito por Esmeraldo Esmegma às 13h59
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Pensatas do Pituco

'naquele gráfico da evolução da espécie humana,esqueceram-se de acrescentar muita gente antes do chimpanzé'.

'as cantoras de axé music são ótimas locutoras'.

namaste



Escrito por Pituco às 23h49
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Pizza and engove, bitchô!

RÉGUI SPIRITUAL (Laert Sarrumor)

voz,violão e sóóó:Pituco

*clique no título e fique mutcho loco

namaste



Escrito por Pituco às 02h22
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A três

Luis Couto, cifreiro oficial do Língua de Trapo, responsável pelo blog Música & Letras, deu vida à letra que o Castelo fez, dedicada ao Leonardo, o mais velho dos filhotes, que começou a escrever versos.

 

Eles passaram a cifra pro Pituco que, lá de Tóquio, cometeu essa emocionada interpretação.

 

Com pai e padrinhos desse porte, a carreira do jovem poeta promete. E pensar que o conheci bebê! Como crescem esses bichinhos...

 

Canção para um menino poeta

Letra: Carlos Castelo, Música: Luis Couto.
Voz e violão: Pituco.

 

Ouça aqui



Escrito por Laert Sarrumor às 17h48
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TOSSE HÁ MAIS DE TRÊS SEMANAS?

PODE SER TUBERCULOSE!

 FAÇA O EXAME DO

CATARRO.

 



Escrito por Doutor Shibata às 17h16
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Limerique pra Fernanda

Por mais na vida que te rebaixes, implores
Por mais que te acertes, te arrojes ou chores
Feito uma sereia ela vai te aviltar
E tu, como um molambo, vais adorar
As melhores mulheres são as piores

Escrito por Castelo às 14h17
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Brasileiro está sempre atrasado

Todos os povos,folclore ou não,têm lá seu comportamento característico.

O do francês é o refinamento.Do inglês,a fleuma e precisão.

Do italiano, pavio curto.Japoneses,cerimoniosos e delicados.

E,nós brasileiros,a paixão pelo atraso.

Tenho certeza que,até hoje,ninguém chegou a um encontro marcado,dentro horário.É mais fácil não comparecer,sem avisar, do que ser pontual com os compromissos.E,como todo mundo empurra os ponteiros com a barriga,não há punição alguma.Todos e qualquer situação são os culpados pelo atraso.E nunca com pedidos de desculpas.

No início da década de 80,fui assistir Luís Melodia,no Teatro da GV(será que ainda existe?), aí em Sampa.O espetáculo deveria começar às 21h,conforme a divulgação.Nesse horário o local estava lotado,mas o artista não chegava.Passados 45 minutos de atraso, a audiência estava atirando tudo que havia pela frente pra cima do palco.Algum corajoso da produção tentou ainda acalmar os amotinados.O rapaz tentava explicar algo como um imprevisto com a ponte-aérea,que trazia o artista do Rio.Mas, mesmo amparado pelo microfone e segurança do lugar,era impossível ouvir o que se explicava ou mesmo conter aquele início de rebelião.

Coincidentemente,quando o staff por pouco não era executado em uma forca improvisada com o fio da guitarra,Luís Melodia aparece no palco.

Interessante,que nesse momento a situação se reverteu.O rapaz da equipe técnica é quem foi detido pelos algozes ao tentar degolar Luís Melodia com o fio que antes lhe serviu de forca.

Os que já abandonavam o local, sabendo da presença do artista,tentavam retornar à platéia,impedidos pela direção do teatro.Dessa maneira, surgiam outros focos revolucionários, na portaria do prédio.

Quando tudo foi resolvido e contornado,com o jeitinho brasileiro de praxe, já era meia-noite e Luís Melodia começava a cantar.

DORES DE AMORES (Luís Melodia)

voz e violão: Pituco

*clique no título a qualquer horário e dê uma desculpa

namaste



Escrito por Pituco às 13h32
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Minhas mulheres: Guta

A Guta foi a mulher mais egocêntrica que eu conheci na vida.

Quando tinha um orgasmo, ela gritava o próprio nome.

- Maria Augusta! Maria Augusta! Maria Augusta!

Apesar de ser assim tão ególatra, começou, de um dia para outro, a se intoxicar com a idéia de engravidar.

Eu não queria um filho ainda. Era jovem, imaturo e duro – em todos os sentidos. Mas, não sei bem o porquê, tentei engravidar a Guta.

Algum tempo depois fiquei sabendo que ela não podia ter filhos. Era até uma coisa óbvia: a Natureza se recusava a fazê-la dividir alguma coisa com alguém. Mesmo que, a suposta pessoa, fosse um prolongamento dela.

Eu, por exemplo, não a imaginava amamentando. Se pudesse, ela primeiro tomaria o leite dos próprios peitos. E, depois o que sobrasse, colocaria numa mamadeira ao lado do berço. E o bebê, se quisesse, que pegasse a parte dele.

Todavia, como boa egoísta que era, ela insistia em seus pontos-de-vista. E queria mesmo parir.

Fomos a um especialista e ele sugeriu um tratamento longo. E eu, vai saber o porquê, dei a maior força.

Havia um clima bom naquele momento, a gente tentando constituir uma família, mas inxeplicavelmente acabou acontecendo um problema sério de “química” entre nós.

A Guta contratou uma Química pra fazer a fertlilização dela.

E foi a Química quem acabou engravidando.

De mim.

(Tá olhando assim chocado, por que? Nunca comeu química na vida – e o quarteirão com queijo e a salsicha do hot-dog e o churrasquinho grego?).

Desesperado, eu disse pra ela: “pô, você não seguiu a tabela?

A resposta foi: “segui, a Periódica”.

O mais incrível é que a Guta, mesmo egocêntrica, acabou passando por cima da minha traição.

Como um trator, mas passou.

Alguns semanas depois, ela me traiu com um Físico.

Por aí dá pra ver que, em qualquer relação, nada se perde, nada se cria, tudo se concilia.




Escrito por Castelo às 17h11
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Errata

Aconteceram algumas imprecisões graves em meu texto “As duas faces da filosofia maiêutica contrapostas ao processo de mexicanização das colônias portuguesas na África Setentrional” publicado recentemente aqui.
Cumpre um esclarecimento aos leitores para que possam fazer uma leitura mais correta de meus pontos-de-vista.
O primeiro erro de revisão foi o menor deles.
Ainda assim, faço questão de apontá-lo.
O título do artigo foi trocado e saiu como “Gasparzinho, o fantasminha camarada”.
Na autoria do texto também houve um deslize: quem o assina é Beto Carrero.
Outra falha: na foto que ilustra minha pequena biografia não estou eu, mas o Sílvio Santos.
Contudo, do terceiro ao décimo parágrafo, é que surgem, de fato, os erros mais graves.
O revisor trocou todos os advérbios de negação pelos de afirmação.
Por exemplo, no quarto parágrafo, onde deveria estar escrito “Não ao nazismo!” saiu “Sim ao nazismo!”.
Os leitores podem imaginar o transtorno que esse lapso me causou.
Só para ilustrar, uma neta do caçador de nazistas Simon Wiesenthal me mandou um e-mail perguntando se eu preferia ser julgado em solo israelense ou cadeira elétrica direto.
Consegui ganhar tempo porque os caçadores de nazistas acabaram indo me procurar no Beto Carrero World.
Não me achando lá vieram tomar satisfações com o Sílvio Santos.
A sorte foi que o senhor Abravanel, de origem israelita, convidou o grupo a integrar seu corpo de jurados e os presenteou com um kit completo do “Show do Milhão”.
As incorreções de meu artigo, no entanto, não terminaram aí.
Foram enxertados no meio dele pedaços de texto completamente sem sentido.
Foi o caso do seguinte enxerto, em que o correto seria: “sim, toda uma polêmica pré-socrática tem um fundo rapsódico e um “coup de foudre” apologético”; mas o que saiu foi: “…então Joílson agarrou minha cintura, me penetrou com força, e comecei a ouvir sons de centenas de fogos de artifício dentro de minha cabeça…”
Nada menos que um trecho de gibi do Carlos Zéfiro.
Gostaria assim de apresentar minha sinceras escusas a todos aqueles que porventura chegaram a ler minha tese neste espaço.
Não posso afirmar que, da próxima vez será diferente, porque simplesmente não haverá próxima vez.
Fui aposentado compulsoriamente de minha cátedra na USP. E boa parte do meio intelectual agora me chama por um apelido deplorável: professor Joílson.
Agora só me resta entrar num convento beneditino.


Escrito por Castelo às 11h05
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O resgatador

Há,exatamente,17 anos atrás,assisti um vídeo (não havia DVD) inesquecível.

Um documentário sobre Caetano Veloso,com depoimentos,trechos do show,entrevistas com amigos do artista e,óbvio,muita música.

Um esboço áudio-visual do que seria seu livro, 'Verdade Tropical'.

Eu me emocionei bastante,mesmo porque havia acabado de chegar ao oriente distante,sem muitas referências da realidade local.

Como qualquer estrangeiro em terra alheia,estava mareado de saudade e nostalgia.

O vídeo vinha agulhar mais ainda esses sentimentos lusitanos e acirrar a crença em minha brasilidade.

Caetano comentava,durante o show, que completava 50 anos de idade.E aproveitava pra junto de dona Canô (sua mãe) relembrarem canções que marcaram sua infância.Como sempre,joãogilbertianamente,ele canta e toca ao violão, "Cabelos Brancos".

Hoje,nessa minha quase passagem de meio século de existência,sinto-me mais ou menos como esse 'resgatador de referências' de minha geração.Caetano é,certamente,uma delas.Assim como todos que beberam na fonte do começo do século passado(quiçá no retrasado,como é o caso de Jobim)Seguramente, posso afirmar que ainda pertenço ao século XX,saboreando uma lasquinha desse que se anuncia.

Acredito no eterno,no novo universal que se despreende do tempo e das necessidades terrenas.

Nas artes e na criação.

Num ser transformador e mantenedor de amores maiores.

CORAÇÃO VAGABUNDO (Caê Velô)

mais uma viadagem,violão e voz:Pituco

*clique no título e desbunde

namaste



Escrito por Pituco às 23h31
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As Pobrezas...

Para quem achou "As tigresas do Oriente" o máximo, é porque não conhece "As Pobrezas" do Ceará. Clique aqui

Escrito por Lizoel às 14h09
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Novas ofensas - d´après Desnos

Um colega encontra o outro no pátio da escola.

- que cara de lula você está hoje...

- lula? e você que não passa de um sarney.

- sarney é você, seu collor.

- collor, essa não! você é que é um barbalho.

- calheiros, dirceu, jefferson!

- gushiken!

- genoíno, cavalcanti, chinaglia!

- chinaglia? essa é boa. não se enxerga, não, mentor!

- me enxergo muito bem, seu delúbio!

- delúbio, eu? ora vá catar maluf.

 



Escrito por Castelo às 13h56
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Descobrimos

Paulo Paulada existe! Confiram aqui!

Escrito por Lizoel às 12h21
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Grande Feirão de Maridos

Domingão de calor, aquela televisão ligada no futebol.

Olho pro Jarley. Ele, meu m-a-r-i-d-o. Ele, pai-das-minhas-crianças. Ali jogado no sofá. Sem camisa, de cuecão, dormindo, babando.

Olhei “aquilo” – santo Deus, o que é aquela barriga branca? - e rezei uma novena rápida pra Nossa Senhora Desatadora dos Nós.

Minha santinha que faz milagres e sempre me ilumina nessas horas tristes. Nos instantes em que você vê décadas de casamento indo pro vinagre, assim, do nada.

Pois não é que, na mesma hora, eu pego o jornal, na mesinha ao lado da tevê. E o que está lá? Nem acreditei!
Era o seguinte anúncio, em letras garrafais, nos Classificados:

“Grande Feirão Conjugal – traga seu marido velho e troque por um zerinho! Na hora, sem complicação. Mas corra! É só até amanhã! Vem!”.

Chutei o dorminhoco no ato.

Antes, claro, me benzi e louvei a santa, que é de lei quando se presencia um milagre.

Jarley acordou assustado.

- Foi gol? Foi gol?

- Não, foi milagre mesmo.

- Hã? – disse ele, sem entender lhufas, ainda muito sonado.

Cortei logo:

- Vai tomar banho, Jarley! Anda!

Meia hora depois chegávamos ao Feirão.

Era um lugar gigantesco, cheio de maridos - de a à z. Tinha garotão, surfista, cabeludo, careca, grisalho seminovo, intelectual, burrinho/bonitinho, dava de tudo.

Fiquei doidinha, mas no controle.

Estávamos ali flanando no ambiente - o Jarley com uma cara de sonso do meu lado - quando veio um vendedor até nós.

- Boa tarde. Posso ajudar?

- Como funciona aqui? – inquiri.

- É simples. Avaliamos o seu marido, chegamos a um valor e a quantia entra na troca por um novo.

- Ah, tá. Pode avaliar esse aqui então?

O homem foi até a mesa e pegou uma prancheta. Iniciou-se o questionário de praxe.

- Quanto tempo a senhora está com ele?

- 15 anos.

- Única dona?

- Ih! Quem me dera. Esse já é rodado.

- Já bateu?

- Se encostar a mão em mim, eu mato ele.

- Ele é firme ou instável?

- Quando está comigo não tem deslize, que eu não admito. Mas na mão de outra pessoa, não dá pra saber, né?

- Potência?

- Era parrudo no começo. Hoje afrouxou bastante.

- E quando é solicitado, responde bem?

- Vive rateando comigo.

- Carroceria?

- Isso eu tenho que admitir: está uma podreira.

O vendedor anotava tudo.

Depois foi até o Jarley, mandou ele abrir a boca e olhou bem lá dentro.

Pediu que ele levantasse a camisa.

E fez apenas um comentário.

- Judiado, hein?


Só então veio o veredito:

- Dá pra trocar por aquele ali, ó - disse ele, apontando um outro homem na extremidade do salão.

Em resumo, o cara não fazia em nada o meu gênero.

Era trocar seis por meia dúzia.

Voltei com o maridão pra casa, sem realizar o negócio.

Peguei apenas um cartão da revenda.

Mas já decidi: vou trocar, em breve, o Jarley por um modelo mais esportivo.

Desde que não ronque muito.





Escrito por Castelo às 11h09
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Lição de poesia

Estou lendo pela 'enésima' vez os versos da poetisa goiana,Cora Coralina.

O poema 'O Prato Azul-pombinho', uma estória saudosista,do tempo em que a espera e a paciência eram virtudes.Hoje,tudo está na prateleira de um supermercado.

Em "Antiguidades",aquele bolo,em cima do armário da cozinha,guardado apenas para os convivas.A educação prestando serviço dentro de casa.

Ou em "Palácio dos Arcos",onde um soldado carajá 'acorda seus atavismos' ao som de um trovão e tempestade.

Cora Coralina deve ser a iniciação de toda criança brasileira, pois ela é a alma do País.

Oração ao Milho

Senhor, nada valho.

Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.

Meu grão,perdido por acaso,

nasce e cresce na terra descuidada.

Ponho folhas e hastes, e se me ajudardes,Senhor,

mesmo planta de acaso,solitária,

dou espigas e dovolvo em muitos grãos.

O grão perdido inicial,salvo por milagre.,

que a terra fecundou......

Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante.

Sou a farinha econômica do proletário.

Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.

Alimento de porcos e do triste mu de carga.

O que me planta não levanta comércio,nem avantaja deinheiro.

Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis.

Sou o cocho abastecido donde rumina o gado.

Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.

Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.

Sou a pobreza vegetal agradecida a Vós,Senhor.

que me fizeste necessário e humilde.

Sou o milho.

*dedico essa oração à visita do Papa,ao presidente e à juventude brasileira.

namaste



Escrito por Pituco às 01h49
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Encíclica fatal

Papa Bento condena o segundo Casamento!

Para meu amigo Zé do Quiabo, isso porque ele é solteiro. Se fosse casado condenaria o primeiro também



Escrito por Lizoel às 20h20
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Dúvida Atroz...

Deu na Folha de S. Paulo:
 
Cérebro tem área ligada à moral, aponta pesquisa
 
Resta saber se o cérebro estudado foi o de um político ou de uma freira!!


Escrito por Lizoel às 12h33
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Minhas mulheres: Leda

O meu casamento com a Leda inicialmente até que foi super tradicional.
Inclusive porque a gente foi naquela levada, se acomodando, comendo pizza, estourando
pipoca, tomando Coca-Cola na frente da televisão.
Quando a gente viu estávamos gordos.
Eu ainda não tenho lá muita tendência pra ganhar peso, mas
ela acabou engordando demais da conta.
Pra vocês terem uma idéia, a Leda era tão gorda que os
Correios deram um código postal só pra ela.
Só os glúteos da criatura cobriam um banco de praça de ponta à ponta.
Eu olhava pra aquela bunda e dizia: “putz, isso não é nádega, é túdega!”.
E os peitos então? Muita maternidade bacana aí não tem um lactário como aquele.
Não demorou muito ela teve que fazer um tratamento num spa, que ficava no Rio.
Mas como é que eu ia levar a Leda no meu Gol?
Pensei, pensei e vi que só dava pra levar a mulher numa carreta.
O Detran não autorizou, claro. Naquela semana, ia circular uma turbina da hidrelétrica de Furnas na Dutra e dois objetos daquele tamanho, na mesma pista, detonariam o asfalto todo.
Ela tinha que ir mesmo era de avião.
Foi aí que a Varig fez aquela fusão com a Tam pra poder transportar a Leda.
Ela foi, fez o tratamento. Mas passou um mês, morreu, tadinha.
Foi num almoço de domingo, lá em casa.
De entrada, ela tomou nove dry-martinis beliscando uma porção grande de carne seca. Emendou ostra, feijoada, paella, cassoulet, vatapá. E arrematou tudo com virado à paulista.
Eu lembro que eu falava assim: “usa de bom senso, Leda. Come só as ostras, a feijoada, o cassoulet e a paella agora. Deixa o resto para o lanche da tarde, você está de regime”. Mas ela não me ouvia: comia, comia, comia, tadinha.
O problema maior foi quando ela resolveu tomar um último dry-martini. Quando a azeitoninha caiu, foi aquele estrondo.
A gente morava em Pinheiros e deu para ouvir o papoco em Mogi das Cruzes.
Infelizmente só restou enterrar a minha esposa.
Mas, olha, preciso dizer uma coisa aqui para vocês: que funeral!!!
O cara da loja de caixões olhou pro cadáver da Leda e disse:“Neste caso dela, só o sistema Tiradentes”.
Eu perguntei: “mas, como é esse sistema Tiradentes?”
Ele explicou: ”a gente corta ela em pedaços, salga e enterra em locais diferentes”.
Eu não podia fazer isso com a minha mulher, é evidente. Tudo bem
que ela era gorda, mas não era uma leitoa pra ser salgada.
Enterramos a Leda num contêiner.
Chamei um rabino, um pastor evangélico, um pai-de-santo, um monge budista e o Padre Marcelo para rezar por ela no enterro.
Foi um momento lindo. Fora o Padre Marcelo cantando e dançando o “Break da Anunciação da Mãe de Deus em Canaã”, até que foi bem emocionante.
Só fui sarar de todas estas emoções bem mais tarde, na missa.
Que não foi de 7º dia.
Foi de centésimo, décimo quarto dia por causa do tamanho da alma da Leda. Metafisicamente, ela também era extra-extra-large.
É como eu sempre digo: eu posso não ser o Rei Roberto, mas também tenho saudades da minha gordinha.





Escrito por Castelo às 18h58
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Viva, Deni!

Registro minha presença ontem no Vilaggio Café, na Praça Dom Orione, onde prestigiei a estréia autoral de meu jovem parceiro, Deni Mastrodomenico. Gostaria de ter o poder da onipresença para também ter assistido ao show do parceiro novíssimo, Luis Couto, no Manufatura Bar. Mas ainda não cheguei a tanto, apesar de ter um carro 2.0.
Leonardo, o popular Castelinho, e eu ouvimos atentos nossos versos sendo interpretados pelo músico. Não preciso dizer o quão tocante foi. Filho de parceiro mandando pra platéia uma letra do seu filho é realmente de lascar o cano - no bom sentido. Talvez seja uma compensação para o tempo que passa tão rápido. Muito sucesso é o mínimo que desejo ao Deni.



Escrito por Castelo às 11h18
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Pura viadagem

MENINO DO RIO (Caê Velô)

voz e violão: Pituco

*clique no título e pegue essa onda

namaste



Escrito por Pituco às 03h44
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Falta de proteínas

Que que é isso Mastrodomenico? A falta da carne te deixa tão raivoso assim nega??????????



Escrito por Lizoel às 10h20
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Hai Kai Anti-natureba

Enquanto, de bardana a tofu eles vão divagando,

Sigo feliz em meu canto, churrasqueando...



Escrito por Lizoel às 09h48
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Esclarecimento

O artiguete abaixo "Elogio à carne" não foi direcionado a ninguém. Muito menos ao nosso querido diretor-social Carlos Augusto Mastrodomenico. Sim, sabemos que ele aprecia uma capuchinha e uma bardana de quando em vez. Mas a pensata em questão não teve alvo. Confirmo totalmente o fato acontecido em 1980, no restô-cabeça. Comi, sim, toda a comida no prato.
Sempre fui e continuo sendo um limpador de louças. Quem nasceu na seca de 1958 no Meio-Norte é meio bode, manda tudo pra dentro. Aliás, é por isso que elogio a carne, como faço panegíricos ao repolho, à dobradinha, ao jiló, ao tofu, à pastacciutta (leia-se a letra de Concheta). Tudo o que me é permitido ingerir vira uma grande homenagem e um grande agradecimento.
Não me prendo ao comezinho (perdão pelo trocadilho) de pautar a vida pelo que digiro. Mas pelo que a energia do que eventualmente ingiro pode trazer de possibilidades a mim e aos que me rodeiam.
Em outras palavras, comer um quiabo ou uma capa-de-filé não faz diferença. A diferença é o que isso proporciona de felicidade.
O resultado de toda esta discussão pode ser vista em www.privadas.nafoto.net


Escrito por Castelo às 09h04
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Elogio à carne

Já é tempo de alguém abrir o bico e promover uma campanha anti-vegetariana.
Antes de mais nada, como diz o cardápio do secular "Brasserie Lipp", "salada não é refeição".
Depois, a vida é curta demais para se comer capuchinha com shoyu.
O que há, em verdade, é um lobby dos ruminantes para que menos pessoas tenham acesso ao maná dos céus que é a carne nossa de cada dia. Assim, quem sabe, fique mais picanha para eles no futuro.
Vegetarianos são aparentados aos evangélicos mais fanáticos. As duas categorias costumam encher o peito e sair dando argumentos em prol de sua causa.
Juram de pés juntos, por exemplo, que são mais educados e sensíveis ao meio-ambiente que os carnívoros.
Primeiramente, não há sensibilidade alguma em puxar um ser inofensivo do solo, ainda consciente, e mastigá-lo.
Os animais ao menos podem fugir de seus caçadores.
Em segundo lugar, uma dieta vegetal feita comme-il-faut produz duas vezes mais gases do que a de um comedor de ojo del bife.
Mais: o suor e o hálito de um vegetariano xiita podem ficar extremamente fortes e desagradáveis.
O que há de educado e sensível nisso?
Recentes pesquisas mostram ainda um outro lado dos verdes. Certos tipos de feijão contém cianogênio. A mesma substância injetada na veia de condenados à morte nos Estados Unidos.
E, devido à presença de um componente orgânico chamado "psolarens’, alguns legumes têm provocado dermatite em empregados de supermercados nos países europeus.
Alguém aí já ficou doente passando a mão na cabeça de um bezerro?
Comamos carne, pois.
O único mal nisso é ter um vegetariano de plantão buzinando palavras-de-ordem em nossos tímpanos enquanto comemos uma alcatra mal-passada.
Mas o destempero não pára aí. Se os verdes continuam com essa presença maçica em colunas de revistas femininas, programas de tevê vespertinos ou sites de auto-ajuda, os açougueiros correm o sério risco de ir para campos de concentração.
Será tristíssimo ver tais cidadãos, pagadores de impostos, andando de jalecos pintados com bifes riscados por um enorme "xis" vermelho.
Além do mais, o preço da chã-de-dentro vai ficar pela hora da morte no mercado negro.
Vade retro, bardanófilos!


Escrito por Castelo às 17h32
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Anti-Ciro

O confrade Ricardo Soares, do conselho editorial da revista Rolling Stone, me mandou e-mail pedindo a divulgação de seu blog ANTI-CIRO GOMES.
O conhecido cearense deu um calote no jornalista em 2000 e nunca o pagou. Soares denuncia o fato com a contudência e o humor costumeiros em http://cinevertigem.blig.ig.com.br/
Ricomendo!


Escrito por Castelo às 11h23
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Severo, o crítico

MUTANTES: Bandinha de garagem da Pompéia que tentava imitar os Beatles. Deu na Rita Lee. Fiasco total.

JOÃO GILBERTO: Um baiano que, depois de fumar umas ervas indígenas, atrasou o samba. Literalmente.

MILTON NASCIMENTO: Cantor mineiro portador de um tique nervoso que o faz tremer a bochecha toda vez que canta. O resultado é que a platéia acaba prestando mais atenção em seus tremeliques faciais do que em sua interpretação.

NARA LEÃO: Depois do Joelho de Porco, o joelho mais importante da MPB.

JAMIROQUAI: O primeiro abajur cantante do mundo.

ZECA PAGODINHO: Agente da Ambev infiltrado na música popular brasileira.

ARNALDO ANTUNES: Versão eletrônica dos Irmãos Campos.

Escrito por Severo, o crítico às 17h47
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Pérolas do Doutor Castelo

João Gilberto toca certo por linhas melódicas tortas.

Escrito por Castelo às 12h25
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Tigresas do Oriente

Laert e amigos do BDL, vejam aqui que integrantes fantásticas o Língua de Trapo está perdendo!!!!

Escrito por Lizoel às 09h04
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Bella

Faço manha de manhã,

pois,tua façanha me assanha!

namaste



Escrito por Pituco às 20h24
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À guisa de dica

Não costumo fazer propaganda de nada neste espaço. Nem mesmo de minha beleza, sex-appeal, virilidade e poder sedutor. Deixo isso para Guca Domenico e Lizoel, nossos dois homens sensuais de plantão. Porém, por se tratar de material de interesse da cambada do BDL, chamo a atenção da ratatulha para um texto que postei no Castel-O-Rama (link ao lado).
Chama-se "O barão punk" e faz parte de um artigo que escrevi para o jornal "Valor".
Não o postei aqui pelas dimensões, com o perdão das moças virgens e castas, mais avantajadas.
Penso que o tema, em tempos de Borat, é muito bem-vindo.
Apareçam por lá.

Escrito por Castelo às 11h09
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História do Brasil pelo Método Obtuso

O Brasil foi descoberto em 1500 pelo português Pedro Álvares Cabral.
O lugar ficou muitos anos sem nome, pois os colonizadores não chegavam a um consenso.
Chamaram-no primeiro de Terra de Santa Cruz, depois de Pindorama e até de Joaquinzinho, numa homenagem ao marinheiro que primeiro avistou o Monte Pascoal.
A pedido do rei de Portugal, Dom João VI, os colonizadores passaram a tomar posse de Joaquinzinho do litoral para o interior.
Foram semeando igrejas católicas e padarias em cada freguesia até que o país tomasse as feições que tem hoje: um enorme bacalhau.
Em seus primeiros anos, Pindorama era formado por índios. Depois por negros, brancos, mamelucos e cafuzos.
Hoje o país tem uma formação social totalmente diferente daquela da época do Descobrimento.
Rappers, pagodeiros, skinheads, evangélicos, artistas da
Globo, mauricinhos, garotas de programa, patricinhas e plínios são a base da sociedade.
O país tem dimensões continentais, e - fora a língua inglesa - só um fator que o une: do Oiapoque ao Piauí alguém já foi assaltado pelo menos uma vez.
O Brasil é uma democracia teocrática com influências fascistas, monárquicas, anarquistas e rosaluxemburguistas. Desde que virou uma República, o país tenta encontrar um dirigente que traduza o espírito do seu povo. Talvez se o
padre Marcelo, além de representante de Deus, fosse militar, comunista e a favor da volta do Rei, teríamos aí um representante forte para guiar a nação.
O Rei Roberto Carlos, se se tornasse bispo evangélico, aderindo às idéias de Kropótkin e se colocando à direita do PFL, também seria uma opção.
Mas até hoje, excetuando-se Hebe Camargo, não se chegou a uma figura que resuma a civilização brasileira.
Nosso país é atualmente governado pela Organização Mundial de Comércio e pelo Banco Mundial.
Cada um dos presidentes do OMC e BID tem direito de influir na política sócio-ecônomica, externa e geopolítica do país, além de poder bimestralmente chutar e quebrar os objetos da mesa de despachos do presidente da República.
O poder moderador no Brasil é feito pela Rede Globo de Televisão, uma emissora tão poderosa que pode transformar qualquer cidadão honrado em Paulo Maluf em questão de segundos. E vice-versa.


Escrito por Castelo às 17h23
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Hai Kai Esmeraldiano

Cu, Caralho ou buceta

tudo leva a um caminho

para a mesma treta...



Escrito por Lizoel às 16h32
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Me dê a mão,vamos sair pra ver o sol

Todos devem ter estranhado meus dois útlimos 'posts' publicados aqui, logo abaixo.

Eu mesmo me surpreendi.

Quis o dia de hoje que eu cometesse alguns deslizes e compartilhasse esses pecadilhos com os bedelianos.Essa minha rebeldia inconsequente e agressividade inofensiva.

Quis que se aumentasse o tom da música e eu berrasse ao invés de cantar, os versos..."me dê a mão, vamos sair pra ver o sol".

Quis que se gritasse, mesmo sabendo que o grito reverberasse apenas nesse nosso reduto virtual.

Um grito tão importante e necessário pra mim, agora.

Porque, quis o dia de hoje que eu fosse ver o sol pra lembrar que ainda continuo vivo!

E posso pecar, posso arriscar, posso errar ou acertar, posso amar, posso cantar.

E o mais importante, posso mudar.

namaste



Escrito por Pituco às 15h06
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O sol vai alto

O sol brilha aqui

e também brilha aí.

Ou ali ou acolá.

ESTRADA DO SOL (A.C.Jobim/D.Duran)

voz e violão(arranjo): Pituco

*clique no título e vamos sair pra ver o sol

namaste



Escrito por Pituco às 10h52
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Só Nós

o tempo, amigo
luas e marés
transformaram-no num não sei quê

tuas faces estúpidas
caem fêmeas
ao peso de um guindaste
de ar

espaço entre vidas

os espíritos amarelecidos sobre
o veludo da mesa acesa
nesga de luz do abajur -
foram como vieram

o vento fez tudo caducar
as maçãs do teu rosto:
massa podre de empada

um dia
no calor de teus comensais
bocas guisos
risos
ritos
fez-se a festa dos sentidos

e atrás de ti, confrade meu,
uma legião de milhares
nações de libertários
em vias de ser
como teu ser

e hoje a onda
e agora o teu olhar
baço como a gaiola
onde um pintassilgo
prenunciou a lua nova
e piou
e piou
e piou
(embalado pelos sons que vinham
das pedras de gelo batendo contra
a parede dos copos)
demolindo o muro dos corpos

a exemplo de ti, exemplo meu,
seremos sereias sem voz
seremos seres sós
seremos só nós



Escrito por Castelo às 09h32
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Dedo-duro

Põxa, tô passando por uma situação constrangedora.

Por isso, venho pedir ajuda aos colegas do BdL.

Todo mundo sabe que um amigo nosso gosta que sua esposa meta o dedo dela no cú dele,antes de atingirem o orgasmo.

Todo mundo sabe, menos ele.

Então, quando estamos reunidos, todos ficam olhando a mão dela e se perguntando, qual será o dedo?

Alguns mais irônicos e maldosos fazem menção à largura dos artelhos e comprimento da unha.Uma sacanagem, pois ele não está sacando nada.

Esse nosso colega é daquele tipo que corta unha com alicate e abre garrafa de cerveja no dente.Um bronco total.

Mas, o fetiche por dáctilos é confirmado pela prórpia esposa.Ela é, sem dúvida alguma, um dedo-duro.Talvez por vingança,afinal o cara não é flor que se cheire.

Certa feita, ela pediu pra que ele desligasse o televisor.Naquela correria pra deixarem o apartamento, ela dizia...'apaga a tv,benhê!'.

Como ele não se manifestava, ela partiu pra reclamação...'pôxa,benhê, é só isso que eu tô pedindo, apagar a televisão!'.

Ele, então, irado, foi até ao banheiro, encheu um balde com água e atirou tudo em cima do aparelho.

Ela, magoada com a estupidez, aproveita esses momentos,e nos revela todos os podres do marido,na intimidade.

Parece que além de fissurado por dedos, ele curte uma banana nanica também.

Então, já viu só.Todo mundo leva um cacho da fruta, quando vai visitar o casal.Outros, então, fazem questão de comprar uma caixa de suposítórios e ler a bula, na frente do coitado.

Até apelido novo ele já ganhou..." Touro sentado ".

Eu não vejo graça em nada disso.

O que devo fazer? dedar a mulher dele? antes que ela nos dede pra ele?

Tenho certeza que vai sobrar dedo pra alguém.

namaste



Escrito por Pituco às 02h29
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