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Ponto de vista

São Paulo, o paraíso das águas...

 

Pantanal Sul-mato-grossense? apenas um paraíso...



Escrito por Lizoel às 12h58
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Pros poetas

Iracema (Adoniran Barbosa)

IRACEMA, FALTAVA VINTE DIAS PARA O NOSSO CASAMENTO,

QUE NÓIS IA SE CASAR.

VOCÊ ATRAVESSOU A SÃO JOÃO, VEIO UM CARRO, TE PEGA, E TE PINCHA NO CHÃO.

VOCÊ FOI PARA ASSISTÊNCIA, IRACEMA.

O CHOFER NÃO TEVE CULPA, IRACEMA.

PACIÊNCIA, IRACEMA, PACIÊNCIA

*clique no título e comemore o Dia dos Poetas.

voz e violão: Pituco

namaste



Escrito por Pituco às 13h41
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Maestro das palavras

Sem Você (A.C.Jobim/Vinícius de Moraes)

Uma canção.

A perfeita união entre o som da palavra (na língua portuguesa) com a música.Uma sonoridade que transmite,até mesmo,muito mais do que a própria prosa.

O poetinha,Vinícius de Moraes,foi um grande 'maestro das palavras' (minha modesta opinião),enquanto letrista de grande parte do melhor do repertório de nossa canção popular.

Um brasileiro,genialmente,simples.

*clique no título e ouça

voz e violão: Pituco

namaste



Escrito por Pituco às 12h29
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Homossocial

animal social
psicossocial

sócio-econômico
vício mental

osso fossa coça
também é social

moça massa troça
também é social

baixo bruxa bicha
também é social

brecha brecht brocha
também é social

marquês marques marx
também é social

elevador de serviço
também é social



Escrito por Castelo às 10h51
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Vida Saudável de GD

O lazer é um problema sério para um escritor e jornalista em São Paulo. Guca Domenico que não me deixa mentir, sente saudades de campo, matas, rios e por causa disso, vive lembrando de minha terra nesse BDL. Não tendo essa vantagem, por morar na Paulicéia Desvairada, vez por outra nossa bardo Bedeliano faz do seu exíguo espaço, razão para curtir a natureza e de quebra praticar um esporte saudável como o ciclismo, como mostra em clique exclusivo, o fotógrafo Free-lancer português, Manuel Rosetão em passagem breve pela Vila Madalena.



Escrito por Lizoel às 17h45
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Para reflexão

FOLHA - Houve um retrocesso no humor brasileiro com relação aos anos da ditadura?

JAGUAR - Sim. Essa coisa de não poder chamar crioulo de crioulo, por exemplo. Fui casado dez anos com uma crioula. Não é pejorativo. Não vou começar a dizer que casei com uma afro-descendente. É uma hipocrisia.
Mas a maioria dos humoristas hoje é muito certinha. Criou-se um limite e, se a gente passa um pouco, leva pito.
Eu não levo mais porque sou velho e sou o Jaguar. Aí as pessoas dizem: "Ah, é o Jaguar, deixa ele".

(FSP, 13.03.07)


Escrito por Castelo às 16h41
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Confundindo as bolas

É muito comum confundir títulos e togas.

A mulher do rei pode ser rainha, mas o marido da rainha,com certeza,não será o rei.

O esposo da escrivâ também não precisa ser,necessariamente,um escrivão,confere?

Assim como o juiz não é casado,quase sempre,com a juíza.

Em um jantar que recepcionava o embaixador do Brasil,no Japão,a esposa foi anunciada como sendo a embaixatriz.Mas, nem diplomata ela era.Está correto esse título?

namaste



Escrito por Pituco às 12h10
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Por um riso sadio

Ficou assim o anteprojeto do Conselho Federal de Humorismo para a atuação de comediantes, palhaços, engraçadinhos, redatores de programas humorísticos, cronistas e similares na sociedade:

Artigo 1º: A partir desta data, ficam vedadas, em todo território nacional, piadas de baixo calão e de gosto duvidável em apresentações ao vivo, textos para jornais e revistas, programas de TV, rádio e em produções cinematográficas nacionais em vídeo e/ou película.

As disposições em contrário são totalmente risíveis.

Artigo 2º: As piadas de "português", publicadas em mídia impressa, devem trazer uma tarja nas medidas 15 X 30 centímetros, com o seguinte texto (em fonte Helvetica Neue Bold Condensed, corpo 18): "A expressão "português" foi meramente ilustrativa, não trazendo em si ressentimento, crítica ou sentimento de menoscabo a qualquer povo ou nação".

Se a piada for contada diretamente a mais de três pessoas, o Comediante em questão deve dizer a frase acima, no prazo máximo de 10 segundos, após o término das gargalhadas da platéia.

Adendo ao Artigo 2º: Ao proferir a frase pós-piada, o Comediante precisa dizê-la da maneira mais neutra possível. Não deve ironizá-la, ridicularizá-la ou mesmo introduzir cacos ou palavras ambígüas no contexto.

A não-observância desse Adendo incorrerá em multa de até 100 salários-mínimos ou à condenação do Humorista a trabalhos sociais em ambientes antagônicos à sua personalidade, a saber, o Setor de Contabilidade do Instituto Brasileiro do Café ou o Arquivo de Facsímiles do Anexo II do Congresso Nacional.

Artigo 3º: Dependendo do teor de infâmia, os "trocadalhos do carilho" poderão ser considerados danosos aos interesses nacionais. Cada caso será avaliado por uma Junta do Conselho Federal de Humorismo e a pena obtida após Deliberação conjunta.

Artigo 4º: Anedotas que se refiram a homossexuais, afro-americanos, pobres, argentinos, gaúchos, cornos, gagos, fanhos, papagaios, corcundas, freiras e especialmente freiras argentinas corcundas e gagas passam a ser consideradas anticonstitucionais. O Conselho retirará definitivamente a "Carteira Funcional de Bobo" do Profissional que repercuti-las.

Artigo 5º: Referências explícitas a um hipotético órgão sexual desproporcional em anões numa determinada narrativa jocosa terá status de crime inafiançável - sem direito a Habeas-Corpus.

Artigo Único: Piadas com este Projeto não serão toleradas e posteriormente punidas com rigor conforme o Estatuto do Conselho. O Humorista-réu poderá ser deportado para o Piauí, Pelotas, Campinas e, dependendo da gravidade, até mesmo para Portugal.




Escrito por Castelo às 09h42
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A resposta

Ao Guca e Castelo, meu agradecimento sincero e minha gratidão irreversível às palavras e elogios. 

CHORO BANDIDO (Chico Buarque/Edu Lobo)

*clique no título e domoarigatô

voz e violão: Pituco

namaste



Escrito por Pituco às 10h29
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Pílulas do Doutor Castelo

Não confundir política do etanol com política do êita nóis.

Escrito por Castelo às 11h34
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A vez da voz

Concordo com a opinião do colega de asilo Domenico.
Qualquer interpretação, rouca que seja, de nosso Frank Jappa é infinitamente superior, arrisco dizer, a de um Ed Motta de
garganta desencatarrada e passada no conhaque com mel.
"Rainha do Karaokê" é também um de meus registros favoritos.
Aos que não sabem, ela foi uma música encomendada a mim por uma gravadora da Globo para figurar na novela "Cambalacho".
Juntamente com " Jerônimo", que letrei para o Eduardo Gudin.
Por uma dessas razões que nunca saberemos, só entrou no disco "Jerônimo".
Mas o "signore" a imortalizou. Pituco é nosso pastor, nada nos faltará.



Escrito por Castelo às 19h22
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Ora, pílulas!

Queria não falar mais da Mariô, mas tá difícil. Afinal, ela é a única visitante que deixa comentário no blog Pílulas e Pilhas do nosso amigo Marcos Kastro.

Vocês já entraram lá? É como se fosse uma extensão do BdL.

Entre aqui (ou no link ao lado).

Palmas para o Kastrowisk. To cantins e não abro.

 



Escrito por Laert Sarrumor às 18h00
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Minha cota de ciúmes

Sobre o post "Salve,Mariô" - logo abaixo.

desnecessário,música bonitinha,mas ordinária.E, uma meia-foto medonha!

Você é Linda (Caê)

voz e violão:Pituco

*clique no título e sinta

namaste



Escrito por Pituco às 14h15
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Salve a Mariô!


Musa absoluta do Frank Jappa. Tecladista do grupo Kali.


Mariô Rebouças segue em frente, arrasando corações...




Com o Bardo, na recepção à Aliá Mirim



Canção para Mariô (ouça aqui)



De Luís Couto e Carlos Castelo


Voz e violão: Luiz Couto




As mazurcas e as bossas


As bachianas e as árias


Expandem-se, ganham área


Quando miram aquela mulher



Os lundus e os oloduns


O foxtrot, o jazz da França


Tambores dos negros da Guiné


Cançonetas das divas italianas


Todos se inflam falando no pé



E Dizzy, dizem, foi quem disse


Do alto de suas bochechas herméticas


O que Hermeto corroboraria em seu flautim


Mágico, glauberiano clarim:



"Viva a musa da música!


"Palmas para o Sinhô!


Viva a música!


Salve, salve, Mariô!".



E quem quiser conferir ao vivo...





Escrito por Laert Sarrumor às 19h21
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Sujeito oculto

não são de artifício os fogos dos versos meus são
estrelas se apagando
olhar sempre fugindo do espelho
de outro olhar

não são solares os modos meus são
tímidos, trôpegos, trêfegos
sonhos vivamente baços

não são encarnados os hinos meus são
coxos, claudicantes
se escondendo em tocas
(entre parênteses)
entre linhas
vestidos de metáforas frias
para nunca alardear
sua sintaxe nua

um sujeito oculto, sou meio palavra


Escrito por Castelo às 18h49
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De todo o coração

Mulheres, neste seu dia, nosso eterno agradecimento...

Por adoçarem em definitivo nossos corações e mentes masculinos!!



Escrito por Lizoel às 11h30
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Mirabolância

Por sua exuberância estonteante
que é pra quem pode e não pra quem quer
eu saúdo a Rose Mirabolante
no Dia Internacional da Mulher.

Escrito por Castelo às 10h18
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Musalheres

mariônicarminhalirgíniclafernandalu

por elas,

vivo aos trancos e barrancos.

respeitem ao menos,

meus cabelos brancos.

*Dia Internacional da Mulher



Escrito por Pituco às 02h49
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Entrevista com seu Ku



Onde seu Ku nasceu?

No plovíncia di Kubatón, Zapón.

Filho de?

Seu Gruteo i Dona Ledonda Ku.

Escolaridade?

Escóra Ruráro do plovíncia di Iguape. Maternáro incompréto, nê?

Atividades principais?

Vendedôro dvd pilata Stand Centero. Pasterêro. Amburante. Fablikanti rámen. Sóssio ravandelia. Taraduttoro.

Hobbies?

Di shámbli.

Esporte favorito?

Harakiri.

Pratos preferidos?

Sushi di labo de alaia, feizoada di nabu i lepolho.

Sexo?

Só nu Lóda Ku, meu spoja.

Filhos?

Tlêis nê? Kuzón, Kuzínio, Ku Zúnior.

Frase favorita?

Meu pintu pekenu, maz kum êri ki Ku komi.

Artistas que admira?

Paurinío do Vióra, Shorón du Sharli Baráu Zúnior.

Um grande esportista?

Jagáro.

Odeia algo?

Ki abu.

Como se define na vida?

No shou eu ki mi na ve ga. Kem mi na ve ga máro.

Um sonho?

Terum karálio ziganti.

Escrito por Castelo às 22h33
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Por um teatro de retaguarda

No Brasil, escreve-se muito pouco sobre uma forma de teatro que é paradigma da cultura popular brasileira, enquanto manifestação dionísica.
Este teatro traz em si um ethos que lhe confere um viés de representante máximo de nossa melhor tradição macunaímica. E, por que não dizer: orgiástica? E, por que não dizer: orgânica? E, porque não dizer: libidinosa? E, por que não dizer: chega de adjetivos idiotas?
Há quem chame este teatro de "ópera lubrificada" - em oposição à "ópera seca" de Gerald Thomas. Há quem o chame de teatro digital. Porque a platéia pode passar creme e apalpara bunda das atrizes. Este crítico prefere chamá-lo de teatro de retaguarda. Porque, apesar dele ter muito de vanguarda, tem muita mais de popa.
Numa noite de verão, como uma daquelas que Shakespeare retratou, fui assistir a diversas performances em diferentes cafés-teatro da Rua Aurora, em São Paulo. E passo agora a fazer justiça ao gênero que vai substituir definitivamente a avant-garde: a derrière-garde.

A ESTRUTURA DRAMÁTICA DO TEATRO DE RETAGUARDA

A maioria dos espetáculos do teatro de retaguarda possui uma estrutura dramática clássica.
Livrar-se das roupas, promover movimentos circulares com as nádegas e deixar-se apalpar pelas mãos lambrecadas de creme dos espectadores é sempre dividido em três atos: abertura, miolo e final.
Até bem pouco tempo, os espetáculos da Rua Aurora possuíam não três, mas quatro atos. Logo após a abertura, havia uma introdução. Mas o sexo explícito foi proibido, a introdução abolida, restando apenas a abertura. De pernas.
A abertura oferece uma visão geral do espetáculo. Um "opening" ortodoxo normalmente mostra cinco ou seis atrizes despindo-se ao som de "Bum-bum", entoada pela cantora Gretchen. Um "opening" original pode abolir trajes, trilha sonora e colocar as atrizes, nuas, diretamente no colo da assistência.
Após a abertura, vem o miolo. Com a platéia, já inteirada do leif-motiv da performance, a atriz tem um momento mais pessoal, dançando números musicais que podem ir de Julio Iglesias à Almir Rogério - dependendo das idiossincrasias de cada atriz.
O final é aberto. Abertura total. Fundo musical de George Michael, performances góticas ou interpretações mais clássicas, como a da atriz Marineide Panther, que passamos a analisar.

XOXOTECA OU A INFLUÊNCIA DA BOQUINHA DA GARRAFA NA RETAGUARDA

A performance da atriz Marineide Panther é considerada emblemática entre os críticos e estudiosos do teatro praticado na Rua Aurora.
Atuando há menos de um ano nos teatros da região, Panther - que define sua interpretação como "intuitiva" - já atuou em cinema, como protagonista de "Trepadas Brasileiras".
A atriz de retaguarda faz uma coreografia intitulada "Xoxoteca". Como o próprio nome diz, "Xoxoteca" faz uma abordagem radical deste detalhe da anatomia feminina. Nas próprias palavras de Marineide Panther, sua performance seria uma verdadeira "exegese da perseguida".
Na encenação, Marineide, através de amplo controle de seus membros superiores, inferiores e intermediários, consegue dançar (de quatro) um tema de Saturday Night Fever, jogar as luvas para a platéia, descalçar duas botas de montaria e bater palmas. Tudo isso com oito office-boys em cima dela, tentando boliná-la a qualquer preço.
Se atores e atrizes experimentados na técnica de respiração stanislawskiana tentassem repetir esse número morreriam de embolia cerebral.
Apesar de todo o talento das atrizes de retaguarda, a fortuna crítica continua ignorando este movimento de quadris que tão bem traduz a cultura brasileira. Isso nos faz recordar a afirmação de Stendhal: o belo não é senão a promessa da felicidade.
Não há dúvida: no teatro da Rua Aurora, a felicidade é oferecida ao público em doses generosas. E por apenas 5 reais.
Portanto, o teatro de retaguarda, além de popular, é belo.


Escrito por Castelo às 15h44
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Desejo

Essa eu tomei emprestado do Blog do meu amigo Zé do Quiabo: O BBB que Gostaríamos de ver!

Vocês não mandariam esses dois malas pro paredão?



Escrito por Lizoel às 14h37
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A Li é Aqui

Aqui
Pode ser cá
E logo
Pode ser já
Mas a Li
Nunca é lá
É sempre aqui
(não tem jeito)
perto do peito


Escrito por Castelo às 18h36
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Mona Mônica

O sorriso não tem sílaba tônica

É visual, nunca foi coisa fônica

Como marcador de livro num conto

Fica parado, posando num ponto

Mas como fala o sorriso da Mônica



Escrito por Castelo às 07h26
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Oásis cármico

Carminha seria um pequeno carma?
Ou, como querem budistas, um darma?
Para mim, ela é o oposto do samsara.
Carminha: um oásis no Saara.



Escrito por Castelo às 15h37
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SEU KU NA MPB

LATATÚIA

(Jeka Pagodínio / Lobelto Rópez / Kanário / Aramiro san)

Palei no déra, montei kaza no favéra
Desfiráva kom o donjéra, ki beréza di moliér
Li dei gualida, no kelia otlo vida
Éla o meu plotezida, éla só meu esse firé
Mas ki inganu, éra foi zi trans foromandu
Mia dininhêro istoulando, óia onde zaponêis foi palá
Kum nomi suzo, no konsegui kerediálio
Eu, um póble imiglanti, ficô luim di sigulá (vacirô!)

Vacirô, mi tilô di mané
No pensô, vai vortá plo lalé
Zá tá plovado: kem nunka komeu gohan
Si rambuja inté us pé

(Vacirô!)

Éla o mãe déra, irmó déra, tio déra, amiga déra
I um cadéra, i só eu plá sustentá
Éla um festa di pagodi u selesta
Eu oiáva pero flesta
Dava medu di entlá
Tudo zogado, celveza pla tudos rádo
I um shêlo di alloz keimadu
I éra kerendo joá
Mandei embóla kom o seu latatúia
Di shinéro, mára i kuya
Vai suzar otlo lugá, nê?

(Vacirô!)

Vacirô , mi tilô di mané
No pensô, vai vortá plo lalé
Zá tá plovado: kem nunka komeu gohan
Si rambuja inté us pé

Escrito por Seu Ku às 10h50
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Deixa o homem enxugar

Deu no site da UOL

Lula busca apoio de Bush para pôr álcool nas Bolsas

Precisa falar mais alguma coisa?

Não bastasse o tanto que o homem ingere nos churrascos da Granja do Torto, agora quer levar uma dose extra? Tenha paciência!



Escrito por Patérvio Gulabo às 14h51
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Viva a musa da música!

As mazurcas e as bossas
As bachianas, as árias
Expandem-se, ganham área
Quando miram aquela mulher

Os lundus e os oloduns
O foxtrot, o jazz da França
Tambores dos negros da Guiné
Cançonetas das divas italianas
Todos se inflam falando no pé

E Dizzy, dizem, foi quem disse
Do alto de suas bochechas herméticas
O que Hermeto corroboraria em sua flauta
Mágica, glauberiana e sem peias:

"Viva a musa da música!
"Palmas para o Sinhô!
Salve, salve, Mariô!".



Escrito por Castelo às 14h05
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A volta do Seu Ku

Pióro tipu di zen-veregônia
No é u zen-tarento, nê?
É u zen-iscrúpuro

(zabedoria okâido)

Escrito por Seu Ku às 13h45
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The Brazilian Borats

Recebemos convites para fazer shows em saunas gay. Tocamos em bares repletos de bêbados chatos. Fomos engrupidos por empresários picaretas. Tivemos a formação trocada diversas vezes por falta de capital-de-giro. Escrevemos mais de uma dúzia de livros. Fizemos sites, blogs, fotoblogs. Fomos a dezenas de programas de auditório de gosto duvidoso para divulgar nosso tipo humor "de baixo calão". Fomos mal interpretados pela crítica durante décadas. Tacharam-nos de "arte menor". "Ouvir a mesma piada duas vezes não tem a menor graça", diziam estes arautos da Cultura. Moramos de favor. Vendemos o carro para pagar as dívidas de um jornal de humor. Perdemos amigos, casamentos e empregos para continuar fazendo a piada.

Mas agora, como afirmam aqueles nossos colegas do Rio, nossos problemas acabaram.

Sim, depois que Mr. Sacha Cohen apareceu, nós podemos ser os Borat brasileiros. Obrigado, Folha de São Paulo. Muito obrigado mesmo por este reconhecimento 27 anos depois.

O Folhão é sabidamente aquele jornal que se pauta pelo o que aconteceu em Mid-Manhattan ou em Portobello Road. Ora, se um humorista escrachado e politicamente incorreto está bombando por lá, os que seguem esta tendência na terra da caipirinha estão automaticamente ungidos. Desta vez parece que fomos nós. Eu, pelo menos, nunca tinha visto a opinião deste Laert Sarrumor (que vos tecla aqui de quando em vez) abrindo e fechando uma primeira página da Ilustrada. Pelo menos desde 1982. Opinião ainda turbinada pela vizinhança com o ponto-de-vista do semi-deus ipanemense Millôr Fernandes.

Sarrumor colocou muito bem a questão do humor escrachado, representou as idéias do LT com o conhecimento de causa de quem é Borat desde que se conhece por gente.

Tomara que isto reverta em dinheiro, alguma fama e mulheres do BBB. Porque turnês no Cazaquistão nós já estamos cansados de fazer.



Escrito por Castelo às 10h22
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Canto para Tia Clara

Mentira as contas de todos os terços

Mentira o sobe-desce dos mercados

Mentira o lusco-fusco das manhãs

Mentira a manchete do semanário

Mentira a rosa e o sangue na arena

Mentira o tailleur naquela vitrine

Mentira a afirmação do corretor

Mentira todas as linhas do conto

Mentira o relatório do expert

Mentira o resultado da lotérica

Mentira essa lágrima do pedinte

Mentira o eclipse total da Lua

A verdade é Virgínia

De vera, Virgínia



Escrito por Castelo às 19h27
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Pic-nic ou sessão da tarde?

Daqui há pouco acaba o inverno,por aqui.

Vejam bem,disse o inverno.Porque o frio continua, até quando, sabe-se lá?

E,com a entrada da primavera,esperam-se as floradas das cerejeiras(sakura).Tudo fica cor-de-rosa e branquinho pelas alamedas e parques.

Daí,então,é temporada pro 'ohanami', uma espécie de 'pic-nic' em baixo dessa árvores floridas.Amigos,famílias e colegas se reúnem pra beber e comemorar a entrada da estação.Ás vezes,cai o maior 'toró' e os termômetros continuam indóceis,mas todo mundo vai pro 'pic-nic' florido.

Particularmente,desde o Brasil,nunca curti 'pic-nics' e essa farofada toda.Não sou do ramo.

Assim,nunca participei de um 'ohanami'.E,olha que convites nunca faltam.

Prefiro me transportar em imaginação pro outono dos trópicos.Ficar debaixo das cobertas, assistindo sessão da tarde, comendo pipoca.

Quiloçá em boa companhia....

namaste



Escrito por Pituco às 03h24
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Recado para a Aliá Mirim

Há quem diga que alheei-me
Por não aliar-me à Aliá
Aliás, Aliá não banque
O Muhammad Ali
Só porque não pude ali
Ao seu encontro me aliciar
Pois (felizmente) entre Castelo e Aliá
Há um exército de Alis a babar


Escrito por Castelo às 16h49
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18 coisas que eu adoraria ver no Pan

1) Um discurso do Marcelo D2 na abertura dos Jogos defendendo a legalização da maconha;
2) Na entrega das medalhas aos levantadores de peso, o pódio não agüentar e afundar dois metros abaixo do nível do solo;
3) Durante uma competição de remo - palmo a palmo - de repente, um dos atletas ligar um motor na popa do barco e sair jogando marola pra todo lado;
4) Pegarem um juiz dopado,
5) O Maguila com 37 quilos a menos, parrudão, dando uma coça num pugilista cubano.
6) Que o ministro Gil não fizesse nenhum showmício afro-reggae-olodum-forró durante as comemorações;
7) Esportes do tipo luta greco-romana serem narrados por uma feminista radical;
8) Um atirador-atleta ser tomado por terrorista pelo paranóico Corpo de Segurança do evento e ir preso;
9) Antes de colocar a chama na pira, um atleta acender nela um habano legítimo e soltar baforadas para as câmeras;
10)Competições de vela transmitidas depois das 3 da manhã;
11) Um arremessador de martelo lançar o mesmo na cabeça do César Maia;
12) A prova de marcha atlética se transformar espontaneamente numa Parada Gay, com DJ tocando "I will survive" e etc;
13) Uma ginastazinha cubana, daquelas bem mignon, dar uma pirueta mais forte - sair virando, virando, virando - ganhar uma bruta velocidade, e ir parar na Ilha do Governador;
14)Um boxe "Melhor de Três" entre Lula, Kirschner e Hugo Chávez. Quem vencesse, enfrentaria o Evo Morales.
15) Que do nada, entrasse triunfalmente no estádio– gordo, suado, esbaforido – o Maradona como vencedor da Maratona.
16) Nenhum locutor esportivo usando os termos: fairplay, festa da juventude, Barão de Coubertin, o que importa é competir, respeito pelo adversário, trégua esportiva, amizade entre os povos etc.
17) Nenhum documentário sobre as origens atléticas no tempo de Hesíodo, Homero, Hércules e do minotauro;
18) Nenhuma narração feita por Galvão Bueno.


Escrito por Castelo às 16h27
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Limerique apalhaçado

Juó Bananére foi quem quebrou o cabaço.
Depois Barão de Itararé ganhou espaço.
Vieram Jôs, Trapalhões,
Cassetas e mais Falcões.
E agora, no Brasil, todo mundo é palhaço.

Escrito por Castelo às 15h36
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Dos outros

"O carioca já nem liga mais pra bala perdida. Entra por um ouvido e sai pelo outro".
(Do Blog da Dadá, aí ao lado, nos nossos favoritos).

Escrito por Castelo às 13h50
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Velho Bolero

CLIQUE AQUI E OUÇA...

EU SEI QUE É MUITO CAFONA

SOFRER DE AMOR,

OUVINDO BOLEROS.

 

PORÉM,QUANDO A IDADE SE SOMA,

NÃO HÁ ROCK'N ROOL

QUE NOS FAÇA MODERNOS.

 

O MUNDO TROUXE UM TEMPO HIGH TECH,

POR QUÊ,ENTÃO,SE REPETE

COISAS DO CORAÇÃO?

E, ASSIM É UM VELHO BOLERO

QUE NOS LEMBRA A CANÇÃO.

 

VOLTA,AMOR

TUDO MUDA NA VIDA SIM!

SE É CAFONA,EU PREFIRO ASSIM.

VOU CHORAR,VOU SOFRER,

DE AMOR.

TOKYO, MAIO '96

namaste



Escrito por Pituco às 06h12
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