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BLOG DO LÍNGUA | ||||||
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Hino dos Desempregados Nós somos os desempregados Escrito por Castelo às 22h04 [] [envie esta mensagem] E as águas de março fecham o verão... é a promessa de vida no BdL! Águas de Março (A.C.Jobim) *clique no título e ouça voz e violão: Pituco namaste Escrito por Pituco às 21h50 [] [envie esta mensagem] Superstar!!
O papa é pop!!!!! Escrito por Lizoel às 10h07 [] [envie esta mensagem] Pintou um clima!!
Parece que o Clô vai cumprir o que prometeu em sua campanha!! A mudança já começou!!! Escrito por Lizoel às 09h59 [] [envie esta mensagem] Fiquem com a Cota e adeus! Diante de tanta baixaria, tanto lixo e torpeza nos comentários me absterei de postar por tempo indeterminado. Escrito por Castelo às 21h45 [] [envie esta mensagem] Casal exemplar do BdL Com que língua eu vou?Com que língua que eu vou? cantar o samba pra bella eu vou, com que língua eu vou? BONITA (A.C.Jobim/R.Gilbert) *clique no título e ouça voz e violão: Pituco namaste Escrito por Pituco às 15h56 [] [envie esta mensagem] Casal BdL Casal BdL é assim.(excepto alguns exemplares) Ele lê as postagens e escreve comentários anônimos e/ou com heterônimos. Ela acompanha tudo em silêncio, sem entender nada.Ri, às vezes, porque ele ri. Mas a grande sacanagem se dá,quando o servidor sai do ar. Ele berra: quero meter o cacete nessa buceta! Ela pergunta: ahn? Ele disfarça: tô de saco cheio.Vô enfiá o cacete. Ela insiste: como? Ele irritado: do jeito que eu tô, vô socá tanto, que esse cu vai acabá gemendo! Ela declara: nossa, benhê! desse jeito você me excita.Me deixa toda com desejos! Ele retruca: pô, olha os modos de falar! olha os modos de falar! namaste Escrito por Pituco às 13h04 [] [envie esta mensagem] Agora falando sério Como já existem e-leitores ameaçando se suicidar virtualmente ( e eles são só 6), vou dizer uma coisa aqui que talvez nem precisasse. Escrito por Castelo às 09h29 [] [envie esta mensagem] É isso aí! Com mil caralhos, bucetas e cus!! Apoio a porra de sua indignação Castelo!!! Escrito por Lizoel às 20h11 [] [envie esta mensagem] Por um nível mais alto Assino junto com os indignados sobre o nível deste blog. É preciso urgentemente colocar inteligência aqui. Tudo o que se escreve no BdL, sério ou galhofa, vem acompanhado de comentários de baixo nível. Onde é que vamos chegar assim, minha gente? É um festival de besteiras, de infantilidades, de recalques sob o pano de pseudônimos covardes e ridículos. Que porra é essa? Onde caralho esse grupo de pessoas tem intenção de chegar? Com impropérios desta monta, só pode ser na puta que os pariu. Ou, quiçá, na casa do cacete. De mais a mais, fica uma merda de situação. O colunista coloca sua opinião, muitas vezes num momento em que está fodido de tempo, todo encaralhado, numa situação por vezes dificílima para postar, e lá vem "cu, caralho, vara, buceta, miolo do cu de não sei quem". Francamente, é de foder, pessoal. Dá vontade de mandar todo mundo ir chupar ovo, porra. Então, por favor, façam esta fineza. Evitem esmerdalhar mais ainda esta instituição. E mais uma coisa: enquanto estiver esse festival de baixarias aqui, eu não posto mais bosta nenhuma. Entenderam, porra? Escrito por Castelo às 17h22 [] [envie esta mensagem] Allegro ma non Trappo O conjunto Língua de Trapo vem a público comunicar que fará realizar uma récita, com o título supra citado, onde Antonio Aquilino de Freitas Neto, o Pituco, não exibirá os atributos de sua região glútea, como de costume, nem o abastado fazendeiro sul-matogrossense Lizoel da Costa Leite fará o mesmo solo de guitarra que usa para todas as músicas, como de costume. Mas Carlos Augusto Mastrodomenico tentará entoar canções líricas, dando uma de Apavarotti, porém com uma voz mais roufenha do que a do Joe Cocker. E dirá a todos, em alto e bom som, que é viado sim, como de costume. Sergio da Gama e Silva desfiará seus arranjos viscerais e Laert Julio Pedro Jesus Falci, o Laert Sarrumor, constrangerá a todos com seus desarranjos intestinais. Como de costume. LÍNGUA DE TRAPO SHOW ALLEGRO MA NON TRAPPO Sábado, 24/02, 21h Domingo, 25/02, 19h SESC SANTANA Avenida Luiz Dumont Vilares, 579 - Santana, São Paulo - SP telefone: 11 6971-8700 Teatro. R$ 8,00; R$ 6,00 (usuário matriculado e dependentes). R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 4,00 (+60anos/estudante c/carteirinha)
Escrito por Laert Sarrumor às 12h34 [] [envie esta mensagem] Provérbios gays - IV "Infeliz do rato que só conhece um buraco". Escrito por Castelo às 09h03 [] [envie esta mensagem] Provérbios gays - III "Cipó não trepa em pau morto". Escrito por Castelo às 17h17 [] [envie esta mensagem] Postagem da madrugada Hoje, faz frio,porque não faz calor. É noite,porque não é de dia. E estou acordado, o porquê eu não sei!
Aproveito pra publicar provérbios lésbicos. *inspirados nos provérbios gays do Castelo. "de grão em grão a galinha vira galo". "tal o pai, tal a filha". "filha de peixe,caranguejo é". "diga com quem andas e eu te direi o número de teu sapato". "a mentira tem gogó curto".
trecho do livro, "Amazonas,graças a Deusa" (onde a ecologia é pinto) editora Cia.dos Sapatos. Uma resenha nua e crua da falência de nossa flora. saudações noturnas desse lado do planeta. namaste Escrito por Pituco às 15h08 [] [envie esta mensagem] nas ondas da net Essa aqui é a redenção dos 'posts' passados. Apesar de eu curtir pacas toda aquela energia 'popbrega',ou seja,tentar dizer a verdade pelo óbvio!Sem muitos truques e delongas.Ser simples,apenas. Mas,vai que a simplicidade é muito complicada. Ás vezes não se acerta,como no meu caso. Ás vezes,é uma verdade tão simples,que se encerra em uma única frase. "É impossível ser feliz sozinho". WAVE (A.C.Jobim) voz e violão:Pituco * clique no título e ouça namaste Escrito por Pituco às 04h50 [] [envie esta mensagem] Provérbios gays - II "Em boca fechada não entra minhoca". Escrito por Castelo às 18h23 [] [envie esta mensagem] Carnaval mudo A não-musa de Caetano, Luana Piovani, citando artigo do aprendiz-de-paulo-francis Diogo Mainardi, declarou em pleno sambódromo carioca que o Carnaval deveria ter sido cancelado. Claro, em função da violência em geral e mais especificamente por causa da terrível tragédia com um garoto de apenas seis anos de idade. Uma declaração paradoxal para quem estava sambando no pé num camarote, mas que abre uma avenida de ilações. Do meu ponto-de-vista, julgo que Mainardi pensou pequeno. O Carnaval não deveria ser adiado. Seria ainda mais eficiente como protesto readaptá-lo à irrealidade cotidiana. Nossas Saturnais empregam diretamente milhares de pessoas, indiretamente geram comerciais de tevê, merchadisings milionários, sem falar do oba-oba na mídia nacional e gringa. Isso significa aumento do produto nacional bruto. Cancelar o Carnaval seria deixar na “street” ainda mais brasileiros. E tal fato aumentaria ainda mais os nossos já baleados índices de violência. Sem falar nos famigerados índices de Educação. Caberia então promover uma festa momesca diferente dos padrões reinantes. Nos desfiles, por exemplo, as escolas marchariam em silêncio. Todas as alas fantasiadas, todos os carros alegóricos faiscantes, todas as linhas de frente garbosas. Porém sem emitir um canto, um refrão, os tambores inteiramente calados. As baianas não rodariam, os destaques não acenariam para a platéia, nem a porta-bandeira promoveria evoluções. Nada mais, nada menos do que um Carnaval mudo. Mas poderia haver variantes. Afinal, o Brasil, incontinenti, continua sendo um país continente. Na Bahia os trios elétricos sairiam normalmente às ruas - inclusive o uso de mortalhas pelo público seria bastante bem-vindo. Como estes gigantes caminhões foram feitos para soar, soariam. Mas os tocadores de paus-elétricos brindariam a galera com a “Marcha funeral de um marionete”, de Gounod. Ou então com a clássica “Toccata e Fugue em D Minor”, de Bach. Em Olinda, os blocos tradicionais fariam suas andanças, mas apenas nas dependências do cemitério local. Evidente que, em silêncio respeitoso, pois um povo civilizado não profana lugares sagrados assim, a torto e a direito. Já em São Paulo, tido e havido como túmulo do samba, os desfiles talvez nem precisassem ser cancelados. Com tais medidas manteria-se tudo como sempre foi - já que não é nosso forte mesmo mudar nada. Porém, a atitude seria, ao menos, mais alinhada ao sentimento crônico das massas: uma muda e acomodada perplexidade. Escrito por Castelo às 16h11 [] [envie esta mensagem] Bella pintura É isso aí (The Blower's daughter/Damien Rice) versão:Ana Carolina violão e voz:Pituco namaste Escrito por Pituco às 07h48 [] [envie esta mensagem] Guca, o empresário O Sr. Guca Mastrodomenico vive apregoando que eu sou um fazendeiro milionário de Mato Grosso do Sul e que tenho muito gado. Pobre de mim, que vivo mal e porcamente do meu salário de jornalista. Que está numa boa é ele, que tem até uma pousada chique em Minas. Não acreditam? confiram aqui! Escrito por Lizoel às 22h33 [] [envie esta mensagem] Provérbios Gays - I "Cobra não corre, mas pega veado". Escrito por Castelo às 15h38 [] [envie esta mensagem] O Melhor do Pior Faz uns meses, passei de graça a idéia. Fazer um CD no estilo "O Melhor do Pior do Língua de Trapo". Só com as clássicas rearranjadas e na voz de outros grupos e intérpretes. Parece não ter ido adiante o intento. De todo modo, fiz uma pesquisa informal entre fãs e não-fãs do ílustre agrupamento satírico-musical e cheguei ao seguinte repertório (só das gravadas oficialmente). Você concorda, amigo(a) bedeliano(a)? 1.Concheta Escrito por Castelo às 15h16 [] [envie esta mensagem]
Escrito por A. Pest Theplague às 14h04 [] [envie esta mensagem] Os benefícios do fumo "A empresa francesa Librophyt SA acaba de pedir autorização para fazer testes no terreno de desenvolvimento de uma versão transgênica do tabaco pra lutar contra o câncer. Este tabaco foi geneticamente modificado para produzir uma molécula da família dos diterpenóides, próximas das célebres Taxol e Taxotere, utilizadas na luta contra o câncer do aparelho genital feminino." Ora, minha gente... O BdL, com as bençãos do Ministério da Saúde, sempre advertiu que o fumo faz bem pra xoxota, nem precisa gastar dinheiro com essa merda de pesquisa! Escrito por Patérvio Gulabo às 12h41 [] [envie esta mensagem] You tube'song Great song and nice voice by David Choi *click on the link I hope you enjoy it! *um dia seremos a maioria! namaste Escrito por Pituco às 11h19 [] [envie esta mensagem] Pensatas do Pituco quem acorda de mau humor, já é um humorista! quem acorda de bom humor,já é um palhaço! o difícil, mesmo, é acordar! namaste Escrito por Pituco às 22h20 [] [envie esta mensagem] Pé de Vaca
A folia rola lá fora e dentro de casa, pensando numa bela picanha, apesar de vegetariano,Guca Mastrodomenico tem idéia fixa em vaca até no chinelo que usa pra relaxar!! Escrito por Lizoel às 13h52 [] [envie esta mensagem] Foto altamente comprometedora
O que este Sarrumor segura nas mãos? O que Mary Galvão quer dizer com esse gesto? A foto foi tirada terça-feira passada, no Teatro Folha, em São Paulo, durante o show que reuniu as irmãs Espíndola (Alzira e Tetê) com as sexagenárias irmãs Galvão, no projeto ConcerTerça, que este Sarrumor idealizou e apresenta. Terça que vem, de carnaval, As Galvão voltam, dessa vez com o hilário Serginho Leite. Veja mais fotos clicando em Fotoblog na área laranja aí do lado. Saiba mais sobre o ConcerTerça aqui.
Escrito por Laert Sarrumor às 16h55 [] [envie esta mensagem] Retrato de um humorista quando jovem - final Os anos eram de chumbo. Chumbo grosso e escuro. Minha avó ficava rezando o rosário apressado, modalidade "hard" de fé, toda vez que eu voltava a pé da escolinha. Medo de terrorista, medo de milico, medo de tudo no mundo. Nosso micro apartamento era conhecido dos parentes e conterrâneos do Piauí e Maranhão como Pensão Santa Terezinha. Passados os primeiros anos de semi-fome em São Paulo, meus pais começaram a receber parentes e amigos da terrinha com bastante freqüência. E como minha mãe era devota da santa de Lisieux o nome logo pegou entre nós. Ainda não existia a Viação Itapemirim e nossos hóspedes acorriam a São Paulo via ônibus da Nanu, uma espécie de Anita Garibaldi da Rio-Bahia. Vinham junto com sacos de queijo coalho, traçados de carne seca e fava. Lembro-me claramente de tia Alice (que veio para tratar da vesícula), do vovô Fausto (arteriosclerose), tio Almério (diabetes) e compadre Maínha (sinusite crônica). Mas quem não me sai da memória mesmo é o Raimundinho-das-Pilhas (problemas no desenvolvimento físico e mental). Raimundinho era um garoto de minha idade que se hospedou na Pensão por longo tempo. Adorava brincar com um helicóptero à pilha que eu ganhara do Papai Noel. Para comprar o caro mimo, fiquei sabendo anos mais tarde, que meu pai teve de fazer 37 dias completos de horas-extra. Mas me fez um pequeno retirante feliz. O helicóptero da Cruz Vermelha emitia sons, luzes e abria uma portinhola depois de fazer uma meia-lua completa. Como eu morria de ciúmes do brinquedo, o jeito era tirar as pilhas e escondê-las em minha gaveta. Só que Raimundinho não podia ser contrariado, afetava os nervos. Quando percebia que o helicóptero não acendia as luzinhas passava a repetir maquinalmente, cada vez mais alto, e com voz mefistofélica: - As pilhas! Eu quero as pilhas! Eu quero as pilhas! Eu então era instado por mamãe a trazer as malditas "everédi" e recolocá-las no brinquedo. O trauma de infância me custou anos de análise. Diferentemente de Raimundinho, tenho ótimas recordações da enfermeira Ute, uma de nossas últimas hóspedes. Recordações platônicas, admito. Até hoje não sei o que aquela alemãzona loira e, com nome de deusa da mitologia escandinava, foi fazer na casa de imigrantes nordestinos como nós. Lembro-me apenas que ela namorava meu tio Rafael (outro hóspede constante da Pensão) e que integrava o Projeto Rondon. Uma noite, Ute estava lendo no sofá da sala e eu lhe perguntei porque ia tão longe para cuidar de pessoas doentes. Ela me botou em seu enorme colo e foi explicando didaticamente o que era o tal Projeto da ditadura militar. Não aprendi muito sobre a iniciativa do governo Costa e Silva de então, mas descobri que existiam dois tipos de mulheres: as que adotavam o sutiã, como minha mãe (de bojo), e as que o tinham abolido. Daquele dia em diante, eu veria minha infância ir embora. Esqueceria completamente a mamãe. E passaria a ter olhos somente para as mulheres como a enfermeira Ute. Escrito por Castelo às 16h44 [] [envie esta mensagem] Retrato de um humorista quando jovem - II Lembro-me de um Natal, em especial, quando ainda era um fedelho. Tínhamos chegado do Piauí recentemente em São Paulo. Para nossa situação financeira ser idêntica à de Biafra, só faltavam as moscas. Confirmávamos aquele dado estatístico que afirma que, além dos bodes, o maior produto de exportação do Piauí é a sua própria população. O piauiensezinho cabra da peste, mal nasce, já é lavado, embalado, carimbado e exportado pro sul num contêiner cheio de sacos de farinha. Morávamos num prédio cortiçado da rua Fáustolo, na Lapa de Baixo. O aluguel de nosso primeiro andar era o mais barato por ser o ponto exato onde o ônibus Penha-Lapa engatava a segunda. Quando os motoristas trocavam a marcha, as janelas do cubículo só faltavam explodir. Eu era um garoto tímido. Tinha tantos tiques nervosos que meu apelido na escola era Toni Tornado. Meu lazer não eram os rópi-rári de hoje: era caçar camundongos. Quando o Penha-Lapa passava, a casa tremia, as famélicas ratazanas saíam de trás dos móveis, e eu jogava um peso de papel em cima delas. – Bingo! Meu sonho de consumo infantil era uma bicicleta. Podia ser qualquer uma, desde que eu pudesse brincar com meus coleguinhas de grupo na praça Cornélia (sim, o nome da praça é mesmo Cornélia). Apesar da prontidão, meu padrinho prometeu que no Natal ia resolver o meu problema. Foi uma espera muito paciente para uma criança. No fim de dezembro, ele me levou à rodoviária. Foi até uma empresa de encomendas e, ao voltar de lá, trazia um jegue puxado por um cordinha. – Olha aí, chegou a sua bicicleta. Nunca vou esquecer aquela manhã de 25 de dezembro. Todos os meus coleguinhas circulando de bike pela praça e eu chegando, montado no Marechal – era esse o nome do jegue. O mais difícil foi explicar para a Angélica, do pré-primário, o que era "aquilo" embaixo do desaforado muar. Meu padrinho ainda tentou: – É a bomba de encher pneu dele… A mãe de Angélica a levou correndo para casa e os outros pais fugiram com seus filhos e bicicletas, deixando-nos a sós com o Marechal. Naquela noite o Penha-Lapa continuou passando, a casa tremendo e as ratazanas saindo de trás dos móveis. Só o Marechal olhava tudo da sala com um olhar de dúvida. Escrito por Castelo às 09h11 [] [envie esta mensagem] | ||||||