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A casa da perseguida

Esmeraldo Esmegma bem que mandou muita gente pra Casa do Caralho aqui neste blog. No entanto, em um país de língua espanhola, já existe uma opção diferenciada, como vocês podem ver abaixo. Se acham que isso é uma montagem fotográfica, confiram aqui!



Escrito por Lizoel às 10h33
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Retrato de um humorista quando jovem

Se tive alguma certeza na vida, essa foi a de que eu seria um humorista.
Também, a primeira coisa que eu ouvi, logo ao nascer, foi uma piada.
Chegou o médico-obstetra e falou, todo contente, ao me ver vindo à luz: "bem-vindo ao Piauí".
Gargalhei.
De nervoso.
Vocês podem imaginar como foi difícil minha infância.
Todo mundo se recorda de um bola, uma boneca, um trenzinho dos seus primeiros dias.
Eu me lembro das minhas assaduras: vermelhas, gigantes, cocentas.
Naturalmente, como a maioria das crianças, cheguei a ter um cachorrinho de estimação.
Só que, numa manhã ensolarada, fui pra escola e esqueci o Bidu no quintal.
Ao voltar, à tarde, ele tinha virado um charque de seis quilos e meio.
Pois é, comemos o Bidu no jantar.
Dura a infância no Meio-Norte. Dura e seca feito rapadura.
Mesmo as histórias infantis ali são diferentes.
Dá pra falar de bicho-papão num lugar onde a refeição principal – quando existe – é farinha de mandioca?

- Aí veio o bicho-papão - magrinho, esquelético, tremendo de fome - e falou que ia levar o menino desobediente pra…

O Piauí é tão quente, mas tão quente, que passarinho, quando voa, usa uma das asas pra se abanar.
É um tal de tico-tico se espatifando em pára-brisa de automóvel, bem-te-vi batendo com a cara em vitrine de loja. O tempo todo um filme "Os Pássaros", de Hitchcock.
Talvez por isso eu só tenha visto um pombo de verdade em São Paulo.
Um pombão gordo daqueles naquela quentura acaba falecendo, não decola com uma asa só nem que a vaca tussa.
E, por falar em vaca, outra coisa curiosa: nessa época, vaca no Piauí só dava leite em pó. Misturava-se direto na água, nem precisava esquentar, já saía das tetas fervendo.
Outra surreal. A tentativa que fizeram de criar camelos na caatinga não deu certo porque os camelos morreram de desidratação.
Apesar dessa estiagem toda, minha família – que era dada a empreender negócios inovadores - conseguiu ganhar um dinheirinho e abriu um negócio: uma fábrica de água mineral.
Investiram toda a grana nos vasilhames, nas tampinhas, no gás. Mas, quando partiram pro engarrafamento se tocaram de que não existia matéria-prima na região.
No desespero, começaram a importar água do Rio de Janeiro. Mas aí uma garrafa da mineral ficou do preço de uma de champanhe.
Era o começo da falência.
Transtornado, um dos meus tios ainda tentou abrir um negócio alternativo: uma sauna.
Mas se alguém quiser fazer sauna no Piauí basta ficar nu.
Se preferir a úmida, é ficar cuspindo em cima da calçada que sobe vapor na hora.
Como o maior produto de exportação do Piauí é a própria população, fomos enviados para São Paulo.
Num contêiner.
Bom, ao menos viemos de primeira classe, sentados em cima das redes de tucum.
As mangas e os doces de buriti viajaram na parte de trás.
Nascia assim o primeiro homem-gabiru do humor brasileiro.





Escrito por Castelo às 10h13
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O Pierrot apaixonado

SAMBA DO GRANDE AMOR

(Chico Buarque de Hollanda)

voz e violão:Pituco

*clique no título e ouça

namaste



Escrito por Pituco às 02h18
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Igreja Capetalista compra BDL

Meu nome é Bispo Calixto, núncio da Igreja Capetalista dos Últimos Dias do Brasil. Depois de longas conversas com os senhores Laert, Castelo, Pituco, Lizoel e Guca compramos 50% do Blog do Língua. Utilizaremos o espaço como forma de propagação da palavra do Senhor.
Veremo-mo-nos por aqui freqüentemente.
Outro ponto importante. O senhor Esmeraldo Esmegma acaba de ser excomungado do blog. Pode até enviar comentários, se assim o desejar, porém não é mais considerado filho de Deus. Jurosalém, Senhor!




Escrito por Igreja Capetalista do Brasil às 13h46
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Agenda do Prefeito

Segunda: Chamar pro pau os grevistas do setor de Mídia Exterior.

Terça: Invocar com um grupo de aposentados no Centrão.

Quarta: Papo com Popó. Fazer saco de areia.

Quinta: Xingar a mãe da presidenta do Sindicato dos Coladores de Cartazes.

Sexta: Entrar numa reunião do Sindicato dos Caminhoneiros, chamar todo mundo de bicha e encarar.

Sábado: Ligar para o sparring. Homenagem a Éder Jofre. Pesagem.

Domingo: Internação no Setor de Ortopedia do Hospital do Servidor Público. Antes do engessamento, xingar os médicos.


Escrito por Castelo às 13h32
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As novelas, ontem

NOVELA DA ECONOMIA


Luiz Inácio tenta esconder que o problema
com suas dívidas é bem mais
grave do que se pensa. Para despistar, compra uma
série de coisas fúteis: uma usina de etanol feito à base de pinhão, duzentas motoniveladoras, um rodoanel e um vestido amarelo post-it para Marisa.

Meirelles começa a pressionar Luiz Inácio
para que ele pague o que deve à Irmandade com
juros e correção.

Arlindo e Aldo trocam tapas para ver quem
manda mais.

Dilma entra na briga e esbofeteia os dois.

Ao saber que Luiz Inácio mentia sobre a
dívida, Marisa dá o vestido amarelo post-it de presente para uma ONG do Piauí.



NOVELA DO SBT

Sílvio resolve abandonar sua vida oca de
empresário.

Vende todas suas companhias e volta às raízes de
mascate. Compra todas as canetas Bic Escrita Fina
disponíveis no mercado, e sai vendendo de porta em
porta.

Lombardi se suicida.

Gugu é encontrado boiando numa banheira.


Silvio reencontra a felicidade voltando a ser camelô. Deseja dividir isso com seus semelhantes. Começa
a sorrir, sorrir, sorrir. Sorri durante 7 dias e 7 noites.
Até ser levado ao Hospital das Clínicas com o
maxilar travado.


OS IMIGRANTES


Paulo Salim não consegue visto de saída do Brasil
pois o carimbo de seu atestado de antecedentes está
rasurado.

Beneficiado por uma medida provisória que abole os
carimbos, sai do país no dia seguinte.

Chegando à Suíça, Paulo Salim conhece Manoel
Joaquim, um português ex-agente da polícia secreta
salazarista.

Combinam um atentado-vingança ao diretório do PT em
Genebra.

Manoel Joaquim coloca a bomba, por engano, no
comitê do PSDB de Zurique e
dezenas de tucanos e o Armínio Fraga voam pelos ares.

Ao ser interrogado, Paulo Salim garante que é tudo mentira da imprensa.



NOVELA DO APAGÃO AÉREO


O capítulo de ontem não foi ao ar porque os atores cariocas não puderam pegar a ponte aérea e gravar o capítulo.


Escrito por Castelo às 13h13
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Nós e Voz

Eu que ontem era mudo
ausente e cego de tudo
rio sem cais e sem foz

Vejo morrer todos medos
e renascer dos meus dedos
o calor da sua voz

Sua voz e os meus sentidos
passeando por ouvidos
desfazendo tantos nós

O meu verbo atarantado
por sua voz massageado
com pomada hipoglós

Vai soando pelas rádios
avenidas e estádios
e lá pelos cafundós

Meu silêncio indo junto
ele até virou assunto
pois agora somos nós

Dois atores a cantar
duas almas a medrar
você e eu, nós e voz

(Adivinha pra quem é a dedicatória?)


Escrito por Castelo às 09h43
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Big Blog 7

Nesta semana, Lizoel e Esmeraldo Esmegma estão no paredão.

Os internautas podem votar para eliminar o mais nocivo.

Se você acha que Lizoel deve sair do BB7 ligue 0400 6969 1

Se você acha que Esmeraldo deve sair do BB7 ligue 0400 6969 2

Se você está acessando o blog pela primeira vez e não conhece as caretas de ambos, publicamos as fotos que o sempre desatento Dagomir Alvoso fez dos elementos.

- Olá, eu sou o Lizoel! Quero ficar no blog porque tenho muitas vaquinhas para criar e preciso desse milhão.

- Oi, meu nome é Esmeraldo Esmegma e desejo permanecer no blog porque prometeram me dar muita bardana!



Escrito por Patérvio Gulabo às 10h28
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Nosso Guia na Folha

Finalmente, após décadas, a Folha resolveu abrir espaço para o Língua.
Foi aquele micro-rodapé no Caderno "Mais", onde nosso Guia, o Sarrumor, cometeu uma microcrítica sobre o filme "O Sentido da Vida", daqueles caras do Casseta e Planeta britânico.
Aleluia! Rosana-como-uma-deusa-nas-alturas!
Depois de tantos anos de falta de interesse sobre o grupo ( e sobre qualquer fato que não contemple as idiossincrasias dos rapeizes e moçoilas da Ilustrada - pautados pelo o que o NY Times deu no domingo anterior), merecíamos pelo menos um caderno inteiro. O mesmo se aplica às Vejas-Épocas-e-quetais. Números inteiros sobre a saga dos artistas que realmente representam a kultura quilombola-europáica-índia.
Nenhum estagiário da Folha me perguntou, mas os filmes que mais formaram minha fisionomia estético-apalhaçada são "Holly Grail" (Monty Phyton); Annie Hall, What’s up, Tiger Lilly (Woody Allen); Jovem Frankenstein, Alta Ansiedade(Mel Brooks); Assassinato por Morte (Neil Simon); O rato que ruge e Dr. Strangelove (com Peter Sellers). E, claro, todos com o Zé do Caixão ou com o Wilson Grey.


Escrito por Castelo às 09h34
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Desculpem-me

Errei, me excedi. Perdi a cabeça. Não tenho sangue de barata e reajo, às vezes, como muitos reagiriam. Não tinha o direito de perder a calma e perdi. Foi um acidente. Mas nada o justifica. Mostrei-me como não sou. Peço desculpas ao Fafalo, à Tia Clara, ao JR, ao Betho, Doug, Couto, Pafúncio, à Negra Li, à Carminha, Mariô Beleza, ao Zé Geral, ao The Pest, ao Namastalho e até praquele escroto do meu clone. Várias vezes mandei todos esses e outros irem tomar na tarraqüeta, no miolo do cu ou mesmo irem dar meia hora de bunda e voltar mais tarde pro blog. Faço-o de coração aberto. Agora, o resto do blog vá pra puta que o pariu de vagão do metrô da linha 4. Bom domingo e fodam-se.



Escrito por Esmeraldo Esmegma às 11h10
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O homicídio de João - é o fim

Para garantir a vida dos inocentes, pena de morte aos delinquentes!

Sou zen, a favor do bem, para eliminar o mal.

E, há males que vêm pra bem.

*quem cala sobre teu corpo, consente na tua morte(Milton Nascimento/R.Bastos)

namaste



Escrito por Pituco às 22h59
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Buchwald is art

O rei do humor político Art Buchwald morreu recentemente. Carlos Eduardo Novaes anda meio sumido.
Isso é um termômetro.
Lá pelos idos de 77, eu ainda estava longe da maioridade, e descobri os dois.
O primeiro era um algoz do presidente Johnson, leia-se Guerra do Vietnã.
O similar brasileiro ridicularizava a ditadura e o caos nosso de cada dia de maneira brilhante.
Onde estão os textos da dupla?
Há muito pouco de Novaes na imprensa. E não há um livro sequer de Buchwald nas livrarias.
Muitas das letras que fiz para o LT foram inspiradas na verve de ambos.
A gente sabe que as gravadoras não tem mais jeito, nunca vão fazer um revival do LT no Rock'n'Rio (e nem nós queremos uma bizarrice dessas). Mas as editoras poderiam ter um pouco mais de sensibilidade e fazer edições fartas e generosas destes mestres da crônica politizada.



Escrito por Castelo às 13h48
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O suicídio de Etevaldo - Final

O orkuticídio de Etevaldo chocou a todos.

A primeira a notar o desaparecimento foi Karine, uma de suas colegas na Comunidade “Eu odeio odiar comunidades que odeiam alguma coisa”.

Ela havia mandado um scrap há dias e não recebera retorno – Etevaldo era pontualíssimo nas respostas.

Procurou então o amigo em sua lista. Nem o nome, nem a foto, estavam mais lá.

Quando abriu o e-mail, viu a dramática mensagem de despedida do ex-orkutiano.

Chorou.

Fazia tempo que Etevaldo se dizia cansado de estar ali. Com o saco cheio de receber spams desconhecidos, convites virtuais para baladas bizarras e convocações de parentes distantes para encontros familiares em Poços de Caldas.

Karine imediatamente disparou um e-mail para Mari Pequenina, grande amiga virtual do falecido.

- Mazinha! Cê viu? O Etê se matou…(no fim da mensagem um emoticon chorando).

Mari estava online e foi ligeira na resposta.

- Naum é possível! Axo q vô me matá tb! (seqüência de emoticons de morceguinhos e nuvens negras relampejando).

Graças ao Messenger, a notícia do passamento atingiu a maior parte dos friends de Etevaldo.

Zé Orbital entrou na rede e mudou seu nick para “Etê, meu truta, cê vai ficar em nossos…(seqüência de emoticons com corações pulsantes).

O desespero aumentou quando alguns foram matar as saudades lendo o blog do morto (“Eu quero ter um milhão de amigos – o blog”) e não localizaram mais a página no ar.

O mesmo acontecia com o correio eletrônico do defunto. Toda e qualquer mensagem enviada voltava, na hora, ao remetente.

Era horrível constatar: mas Etevaldo praticara um triplo suicídio.

A consternação tomou conta do chat no MSN.

Vane e Jim Jones lembravam a liderança de Etevaldo no Orkut, sempre propondo e administrando comunidades criativas.

Cardá registrava, para regozijo geral, as melhores tiradas do amigo.

Contudo, quem mais sofria com a decisão chocante de Etevaldo era Madu. A eterna amante virtual pranteava sem palavras - apenas através de emoticons lacrimejantes.

Foi nesse instante, solene e triste, que um box apareceu nas telas dos participantes do chat: “ETEVALDO ACABA DE SE LOGAR”.

O ícone de online surgiu ao lado do nick Etevaldo. E, todos leram, atônitos, um texto surgindo abaixo de suas telas de computador: “ETEVALDO ESTÁ ESCREVENDO UMA MENSAGEM”.

A entrada do ressuscitado no ar caiu como uma bomba.

- E aê? Tô de conta nova! Agora me xamo Messias!!!!

Antes que alguém conseguisse escrever alguma coisa, Etevaldo disparou:

- Já tô com 300 amigos evangélicos, me adicionem! Dessa vez vou bombar no Orkut!! Huahuahuahuahuahua!!


Escrito por Castelo às 09h11
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O suicídio de Etevaldo - Parte I

Etevaldo estava de saco cheio.
Da existência besta.
Mas, curioso, nada havia acontecido de tão grave assim.
Ao contrário, quem olhava Etevaldo de fora via um cara como milhões de outros - acalentando meia-dúzia de sonhos num mundo globalizado e injusto.
Fazia faculdade, freqüentava as baladas, bebia sua cerveja, dava uns tapinhas de lei.
Como explicar a inapetência para o ser e estar?
Etevaldo não era dos que temia a morte física.
O mais difícil no suicídio (já planejado e re-planejado por ele) seria deixar de conviver com aquele pessoalzinho do peito.
Ah, meu Deus, a Mari Pequenina. Já estava com saudades da baixinha do coração! Quantas vezes, no meio da tarde, se falavam.
Assuntos os mais “nada a ver”.
Só pelo prazer da besteira pela besteira.
Os temas beiravam o ridículo: “por que a feijoada é servida às quartas e sábados e não às segundas e sextas?”
Perdiam horas teorizando sobre tais bizarrices.
E o Jim Jones? O maluco-beleza da moçada, sempre querendo chocar a sociedade.
(Um dia tentou reunir os amigos para um “happening” na avenida Paulista contra o estupro de mulheres na Bósnia. Ninguém apareceu e Jim Jones foi em cana.
Pior: apareceu no Jornal Nacional segurando um cartaz com pinto gigantesco e um “x” riscado em cima).
Se houvesse uma outra vida e eles não estivessem lá ia ser a maior deprê.
Venina, Tatão, Mojo, Prizinha, Cafaldo, Zé Orbital, Karine, Biu, Vane, Romerinho, Gomelino, Cardá…só pra lembrar os mais presentes.
O que dizer então da Madu?
Bem, aí a coisa entrava no campo sentimental.
Foram se conhecendo devagarzinho, com muito tato, via e-mail.
Um “oi” aqui, um “beijinho” ali.
Hoje, essa coisa forte.
Paixão mesmo, registrada nas mensagens dela, guardadas por Etevaldo como relíquias.
(“Etezão: você é meu maior amorzãozão”. Ou ainda: “Etê: phone home aqui na minha casa!”).
Quando pensava na Madu, o desejo de partir diminuía.
Mas não se encerrava por completo.
No frigir dos ovos, por pequena margem, a náusea venceu.
Era chegada a hora. A mensagem de despedida acabou ficando pronta.
E dizia o seguinte:
“Não vou mais com vocês. Cansei, podem ir em frente que eu fico por aqui.
Caminhem rápido, sem olhar pra trás.
Caretas de Paris e New York, sem mágoas, estamos aí. Fui”.
Depois de escrever o ponto final, respirou fundo e clicou o botão “encerrar conta”.
Estava consumado o orkuticídio de Etevaldo.


Escrito por Castelo às 16h40
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Sugestão

Para quem reclamou do meu último post, destacando o Manuel Hendrix, clique aqui!

Escrito por Lizoel às 09h36
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Rock na terrinha!

Roberto Leal, quem diria, acabou voltando pra portugal e fazendo um filho roqueiro que toca o Hino nacional do país na guitarra. Confiram aqui a performance de Manuel Hendrix!!



Escrito por Lizoel às 15h04
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Momentos íntimos de Esmeraldo

Finalmente: Esmeraldo Esmegma foi flagrado pela câmera indiscreta de Dagomir Alvoso!!



Escrito por Lizoel às 10h33
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Nasceu um poeta

Quando nasce um novo poeta
É como quando se forma uma vaga no mar
A esperança se espraia em ritmos e cores
O ânimo das coisas se agita em circunvoluções

Vejam, está nascendo um novo poeta
E com ele, os caminhos vão se descortinando
Abrindo-se como gigantescos portais de luz
Feito frutos doces amadurecendo
Ao calor da brisa tropicalista
Ungidos pelos bicos duros dos sabiás
Dos colibris e canários-da-terra

Ouçam, está nascendo um novo poeta
Há um quê de realejo no ar
Uma massa de nuvens cobre as iniqüidades
E os ecos da mata se calam por um momento
Num contraponto a este canto que vibra solto

Um novo poeta nasceu para dar voz
A um tempo novo

(Em www.poesiasemcompromisso.zip.net, o Leonardo, meu filho mais velho, está cometendo poesias.
Fiquei feliz com a novidade e a compartilho com vocês. Este pequeno arroubo poético é dedicado a ele).










Escrito por Castelo às 10h50
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Fazer samba não é contar piada...

'Se todos fossem iguais a você' (A.C.Jobim e Vinícius de Moraes)

violão e voz: Pituco

CLIQUE AQUI E OUÇA

*inspirado e dedicado prati,morô?!

namaste



Escrito por Pituco às 09h41
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Dengue never more!

Por conta de uma dengue braba que me pintou no ano passado, além da influência da mídia que está colocando Campo Grande entre as cidades com maior incidência da porra da doença, tenho recebido incontáveis e-mails de amigos através de minha caixa postal ou do orkut, perguntando se estou bem. Quero dizer a todos que estou muito bem e matando qualquer merda de mosquito que me aparece a grito!!! Esse ano a dengue não me pega mesmo. Montei estratégias pra me defender dela! "Dengue dar certo!" e tenho dito!!!



Escrito por Lizoel às 16h49
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Diário de um Classe Média

Sexta-feira, 9 de janeiro

Reunião em família. Irene chorou muito.
Os meninos ficaram assoando o nariz. Mas, nessas horas, é preciso saber abrir mão do supérfluo. O importante é que todo mundo fique vivo, com saúde.
Tem o sofrimento de entregar a cachorra para o Canil da Polícia Militar, eu sei.
Isso ainda depois de termos soltado os passarinhos e colocado a tartaruga no lago do Ibirapuera, semana retrasada é mais duro ainda.
Mas passa. Além do mais, 25 paus num saco de ração pra bicho não há cristão que agüente.

Sábado, 10 de janeiro.

Almoço na casa da sogra. Conversa boa, cervejinha, até que se tocou no assunto "dinheiro". A mãe da Irene não se conforma da gente ter vendido nossa única vaga no prédio pra pagar sete meses de condomínio atrasado. Mas pra que vaga se roubaram o carro - sem seguro - e até hoje necas de pitibiribas dele?

Domingo, 11 de janeiro.

Fizemos umas contas e decidimos cortar a água mineral em galão que o Galizia entregava aqui, de bicicleta, toda semana.
Vamos beber da torneira mesmo, que é tudo H2O.
A Irene amanhã vai mandar a diarista embora. Nós dois vamos lavar, passar e cozinhar.
Abolimos também o cafezinho que está pela hora da morte.
(A saúde agradece, café é veneno!).

Segunda-feira, 12 de janeiro

Conta de luz chegou. Vamos precisar passar um dia sim, e outro não, sem usar nada elétrico.
Vai ser um exercício de criatividade.
A Irene parece que vai mandar arrancar os chuveiros.
Daria uma economia de 25, 30% na luz.
É torcer pra sinusite do Thiago não piorar com esses banhos frios aí.
Se o menino cair doente, como é que faz sem plano de saúde?
Arriscar, né? Nome sujo de novo, não dá.
Por falar em saúde, no começo da noite a Karina se queixou de dor-de-dente.
A Irene queria levar num pronto-socorro odontológico.
Fizemos um chá de capim-limão e mandamos ela tomar.
Aquietou-se.

Terça-feira, 13 de janeiro

Manhãzinha, a Karina começou a se queixar de dor no diabo do dente.
Percebemos que era do aparelho.
Chamamos um vizinho que é marceneiro e, com jeitinho (e uma chavezinha-de-fenda), ele conseguiu puxar direitinho o aparelho da boca da menina.
R$ 70 de manutenção mensal a menos.

Quarta-feira, 14 de janeiro

Pessoal da tevê a cabo esteve aqui pra retirar o equipamento. Disseram que tinha uma taxa pra desplugar.
A Irene cresceu em cima dos técnicos.
A sorte é que, bem na hora do esporro, entrou o rapaz do Correio com o extrato do cartão de crédito.
Abri e comecei a berrar.
Eram as prestações da viagem pro hotel-fazenda.
Junto, uma carta dizia que o cartão tinha me botado no pau por falta de pagamento.
Os camaradas do cabo ficaram com pena da gente: liberaram a taxa.

Quinta-feira, 15 de janeiro

Supermercado.
Eu no carrinho, a Irene na calculadora.
O dinheiro só deu pra comprar arroz, feijão e acem moído.
É o terceiro mês que não se compra produto de limpeza pra casa.
O negócio é ir reciclando palha de aço enquanto o país não melhora.

Sexta-feira, 16 de janeiro

Reunião em família. Irene chorou muito.
Os meninos ficaram assoando o nariz.
Chegou o parcelamento do banco e tivemos que abrir mão da gata, a Bruna.
Vai pra uma chácara em Itapecerica.
Fazer o quê?
Mas tá prometida uma coisa. Quando a economia ficar boa, a gente compra um sítio e faz uma criação de gatos, cachorros, passarinhos e tartarugas.
É só ter mais um pouquinho de paciência.
É pedir demais?


Escrito por Castelo às 13h22
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Desabafo de casado

AVISO

Essa secção é imprópria para senhoras casadas e de fino trato.

Os desabafos,aqui postados,são assinados e não(?) correspondem,necessariamente,com o pensamento desse colaborador.

"noticiário do dia- pois é, eu com todo esse alcoolismo; filho enchendo o saco; sem emprego; careca e de pinto mole; a patroa resolve que quer comprar um carro.Tenha paciência!!! mas, tive uma idéia brilhante: só deixo ela comprar se for importado do Iraque".(e-mail enviado em 4 fev.07,por Ricardo Sagioratto).

Desabafe você também,nesse pequeno espaço virtual dos incompreendidos.

namaste



Escrito por Pituco às 10h47
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Erro

Eu ia postar um texto aqui, mas me confundi. Achei que fosse o Blog do Língua, mas aqui é o Lost, não é?
Perdão.

Escrito por Castelo às 14h00
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Complô(vado) no BdL

Nélson Rodrigues,na indecência de sua lucidez,afirmava que os amantes são vítimas de um complô,urdido por toda parte,na tentativa de minar e destruir uma relação furtiva de paixão.

Manifestações de apoio ou desagravo se misturam às loucuras dos apaixonados,sempre que essa é pública.

A exemplo disso,até o velho testamento condena o sabor do fruto proibido e o prazer da paixão.É a nossa véspera católica,condenando qualquer segunda intenção.Uma missa que proibi nossas terças,quartas,quintas e sextas da paixão,abominando,também,o sábado de aleluia dos amantes..

Mas,contra essa doença,ninguém está imune.Não há profilaxia, vacina ou missa que exorcize esse sentimento.

A paixão é sem regras.É para cada qual dos amantes,de uma maneira.

E, por isso, deixa mais louco quem ainda não foi contaminado.

namaste



Escrito por Pituco às 02h12
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Pensatas do Pituco

'Todos torcem contra, quando um casal se encontra'.

namaste



Escrito por Pituco às 13h57
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Pílulas do Doutor Castelo

Como diria o Walter Franco: "é uma dor Chinaglia".

Escrito por Castelo às 09h33
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Bom Retiro, yeah!



A vida imita uma piada de Woody Allen.
Não é que o artista israelita Matisyahu canta mesmo "dilemas espirituais e toma emprestado passagens bíblicas" todo trajado de terno preto, chapéu e aqueles cachinhos no cabelo, conhecidos como payots.
Só que Matisyahu, apesar de ser (e se vestir como) um judeu ortodoxo, está muito longe de produzir um som ortodoxo. Em outras palavras: não usa um acordeão desafinado e roto para se acompanhar. Manifesta-se através do legítimo reggae à la Bob Marley e Peter Tosh.
Como não pude ir à sua estréia brasileira no Clube A Hebraica (evidentemente) para conferir ao vivo a proposta, fiquei supondo como haveria de ser esse inusitado patchwork de som rastafári, beatbox e candelabros.
Aí vai.
Matisyahu entra no palco e, no telão, aparece o Mar Morto. Ele fica de costas para o público olhando a imagem por quinze minutos, meditando.
Depois desta introdução, os DJ’s Isser Goldenberg e Mama Golda Gorik soltam a mão no scratch e inicia-se a primeira da noite: a bela "Circuncization Song".
A próxima é "Everything is gonna be allright in my bar mitzvá" - um reggae-blues de raiz com os barqueiros do rio Volga fazendo backing-vocals.
No último bloco, todos saem do palco e o cantor entoa sozinho a enigmática "Quipá Ska". A história do famoso gorro judaico desde os tempos imemoriais, quando ainda era usado sem grampo - toda cantada em ídiche, em mais de 320 versos e com Matisyahu lançando mão da percussão de boca.
Uma hora depois, o show acaba, com o bis ("The balad of Ariel Sharon" e "Send me a pretzel").
E Matisyahu, esgotado, vai para o camarim se refazer com a única exigência que fez aos produtores do espetáculo: falafel kosher.
Tudo bem, minha hipótese pode até ser absurda. Mas uma coisa é certa: não estamos longe de ver similares nacionais de Matisyahu. O equivalente apostólico-romano inclusive já existe. É o padre Marcelo de pagodeiro. Convenhamos, não é lá muito difícil imaginar um mega-showmissa em Aparecida do Norte com a suposta nova banda do padre pop-star: "Os Judas do Samba" (pandeiro, cuíca, violão de sete, cavaquinho, surdão treme-terra e as matracas da Semana Santa).
Podem ir por mim. Logo, logo ninguém se espantará se der de cara com nosso núncio fazendo anúncio de cerveja num boteco, ao lado da Boa:

- Minha Nossa Senhora de Montserrat que me perdoe, mas a melhor é a Boa. Eu sei que é pecado padre beber, mas vou dar um golinho só. Hummmm, diabo de cerveja boa!!!

Shana tova, amém, saravá!








Escrito por Castelo às 14h17
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Caindo de língua na musa

Para todas as musas que circulam por aqui,

segue um 'request' da bella musa Mariô.

CLIQUE AQUI E OUÇA

Caminhos Cruzados (A.C.Jobim/Newton Mendonça)

voz e violão:Pituco

inspiração:Bella Mariô

namaste

 



Escrito por Pituco às 11h10
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Confusões da língua no BdL

O que significa:

1-metrossexual?

2-transexual?

E,pergunta-se:

1-todo homossexual e/ou heterossexual é um metrossexual e/ou transexual em potencial? e/ ou vice-versa?

obrigado.

namaste



Escrito por Pituco às 10h26
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