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Laerte Messiânico

Enquanto todos os integrantes e postantes deste BDL especulavam o paradeiro do nosso ídolo Laert Sarrumor, eis que o fotógrafo Zelito Pinotti, do semanário pantaneiro Nioaque Times, flagrou nosso escriba e dublê de arranjador e ator em recolhimento religioso no pontal das araras, tentando alcançar o nirvana através do canto das cigarras e grilos daquele local. Indagado sobre o seu retorno ao BDL, laert fez-se de desentendido e disse que  seu negócio agora é chegar à transcendência orgasmática através da natureza pantaneira!

Laert medita, após beber uma infusão de guariroba com água de bananeira



Escrito por Lizoel às 19h06
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Rarará...

O que foi feito de ?

Aquele 'cumprimento cósmico' lançado pela baianada e Rita Lee, em 1985, durante as apresentações no Rock in Rio?

namaste



Escrito por Pituco às 03h34
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A última do Castelinho

Neste clic do sempre desatento Dagomir Alvoso, vemos o nosso editor Castelo depois de tomar um sol lascado na piscina do Hotel Ponto de Luz. A exposição prolongada aos raios ultra-violeta deixaram o compositor e escritor mais moreninho que jambo de Terezina.

Revoltado com a desfeita feita por Guca e Laert, Castelo fez uma reserva com seus próprios recursos financeiros (que não são parcos, diga-se) para um fim de semana titular no spa dos "mais mais" do BdL.

Em nossa conversa ligeira, ele não mencionou se teve ofurô na parada. Parece que ficou olhando pro espelho em busca do Koan perdido.



Escrito por Patérvio Gulabo às 16h20
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Koan

KOAN do PITUCO

ESPELHO DE FRENTE DE ESPELHO

O QUÊ REFLETE?

REFLETE O QUÊ?

ESPELHO DE FRENTE DE ESPELHO 

*koan são questões e estórias sem lógica racional para meditação no rinzai zen, que junto com o soto zen ou zazen (sentar-se sem pensar) formam as duas modalidades meditativas do budismo 

namaste



Escrito por Pituco às 10h36
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Banda nova

Recebi vários e-mails querendo confirmar se realmente o Laert estaria ausente por estar formando um grupo novo. Sim, é verdade. Ele agora faz parte do "Sá, Rumor e Guarabyra".



Escrito por Castelo às 13h05
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Flagra de Dagomir Alvoso

Este daguerreótipo de Dagomir Alvoso flagra Laert Sarrumor em sua ocupação predileta:

Há rumores tonitroando por aí que Laert Sarrumor, a lenda viva do rock nacional, estaria sendo sondado por Zé Celso, o renomado diretor teatral ("Decano do Ócio") para assessoria especializada na arte de não fazer nada.

O tempo dirá se tenho razão ou se tudo não passa de boato.

Enquanto isso, deixa o homem descansar.



Escrito por Patérvio Gulabo às 09h44
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Fim de Semana Prolongado

Tirando Laert que não aparece nem para pagar as contas do blog (papo de computador com vírus não convence mais), Castelo que viaja pro exterior toda sexta-feira (e nega, milionário dissimulado que é, medo de sequestro, aquelas coisas), Lizoel que vai pras fazendas contar patas de vacas (descobriu que tem que dividir o total da conta por quatro! é gênio...) e Pituco, que está mais pra Nara Leão do que Elvis (e vai se ausentar por uns dias por conta do batizado da filha do João Gilberto), o que resta de trabalhador neste blog senão Guca Domenico, o sempre desatento Dagomir Alvoso e este que vos escreve?

Em virtude desta situação trabalhista lamentável em que a empresa se meteu, a partir da próxima semana vamos nos reunir para discutir a melhor maneira de discutir a discussão e ver o que é preciso fazer pra fazer alguma coisa. O certo é que não aguentamos mais tanta exploração. Chega de petista nas nossas costas!

Estou publicando este post genérico para que os e-leitores não se sintam abandonados e possam comentar todo e qualquer assunto: anunciar venda de empadinha de palmito, troca de LPs, aluguel de guarda-sol de praia, prestação de serviços sexuais, enfim, tudo o que a depravada mente humana é capaz.

Na segunda, acho que volto. Quanto aos outros colaboradores, tenho cá minhas dúvidas...



Escrito por Patérvio Gulabo às 09h28
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O Iraque é Aqui

Deu no US Today:

"Uma preocupação com vitórias da esquerda na América Latina levou o presidente Bush a discretamente dar permissão para os EUA voltarem a treinar militares de 11 países da América Latina e Caribe.

O governo espera que o treinamento crie laços com países na região e enfraqueça a tendência à esquerda."

Guca Domenico, homem prático, realista e estrategista político injustiçado tem alguns senões às idéias do Jorge Buxi, o W.

O bardo não esconde de ninguém, nem mesmo de Maycon Malett, seu colega estadunidense, que o presidente da maior potência militar do planeta quer pegar um atalho pra chegar mais longe.

Leiamos as sábidas palavras de Guca Domenico, sem edição de açúcar:

- O Jorginho filho do seu Buxi está enganado duas vezes. Primeiro lugar porque eles invadem, trucidam, destroem pras empresas deles reconstruirem, mas essa tática não tem dado certo, veja o Afeganistão e o Iraque. Segundo lugar porque eles sempre foram ótimos em invasão cultural - que é bem mais eficiente. Preferível destruir metaforicamente o cinema, a música, o teatro, a literatura, a culinária da América Latina. O povo latino-americano já se identifica tanto com os valores do american-uei-ófi-laifi que os estadunidense não vão precisar dar nenhum tiro de espingarda pra acabar com a esquerda. É só questão de fomentar.

Falou Guca Domenico, o homem que sabe demais e pratica de menos.

 



Escrito por Patérvio Gulabo às 09h17
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Laert live!!!

Laert não morreu! Foi uma tremenda "barriga" do Patérvio Gulabo!! Como vocês podem ver na foto anexa, Laert está apenas recolhido em seus pensamentos mais íntimos e preparando novas estratégias culturais para o próximo ano!

Laert, em seus momentos cachorros...



Escrito por Lizoel às 18h02
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Finalmente Encontrado

A Polícia Federal ligou agora para nos informar que finalmente desvendou o crime que vitmou nosso colega e mala Laert Sarrumor.

O corpo foi encontrado estirado numa praia brasileira que a PF se recusou a nominar por razões de segurança.

Fãs estão indo para lá em romaria. Já se fala em canonização.

Apesar de nosso apreço pelo magrelo,achamos que é cedo para enumerar milagres e requerer ao papa Bento 16 a beatificação do amigo.

Na foto abaixo (de Dagomir Alvoso), Laert Sarrumor jazz, enquanto todos nós ficamos no chorinho.

A cena é triste, mas Laert sempre optou pela verdade, dolorida verdade. Em respeito à sua vontade não verteremos lágrima, apenas oraremos para que sua alma repouse em paz e prepare a chegada de Saddan Hussein que está a caminho.



Escrito por Patérvio Gulabo às 00h01
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Como escrever um blog de sucesso

Não requer prática nem tampouco habilidade.
Como nos contos de fadas há uma estrutura comum a todos.
Na verdade, olhando bem, mesmo o mais embucetado dos blogs não passa de um “meu querido diário” feito no photoshop.
O(a) marmanjo(a) resolve contar seus gostos, idiossincrasias, podres pra galera e pronto.
Há outra coisa que une os blogs: fotos e ilustrações colocadas ali, em sua maioria, a fórceps.
E é inexplicável o que tem de blog com fotos de gatos.
Cada gato mais feio e gordo que o outro.
Garfield deve ser o deus dos blogueiros.

Para criar o seu basta:

1.Abusar da Primeira Pessoa do Singular.

Outro dia eu fui ao teatro. A peça que eu escolhi pra assistir era sensacional. Eu adorei. Eu acho o teatro do absurdo sensacional. Eu sempre disse isso. Eu não vivo sem acompanhar esse tipo de dramaturgia. Eu fui um dos primeiros a descobrir o jovem talento do Ionesco.

2.Falar sempre muito bem dos seus amigos artistas.

O último livro do (nome do seu amigo) está fazendo verdadeiro furor nas letras nacionais. Depois de Machado de Assis, Rubem Fonseca e Dalton Trevisan nada se fez de tão original, coerente e inovador. (Nome do seu amigo) é mesmo o "enfant-terrible" da literatura. Esperem para breve uma adaptação de (nome do romance do seu amigo) para o cinema, quiçá pelas mãos de Quentin Tarantino, produzido pelo Francis Ford Coppola.

3.Fazer uma crítica impressionista de cinema, teatro, livro ou balé de modo irreverente.

Eu fui assistir ao filme (nome de um filme iraniano ou do Cazaquistão). Não entendi porque está todo mundo dizendo que o filme é genial. Pra mim, trata-se de uma merda de filme. Totalmente dejá-vu.
E querem saber uma coisa: eu estou me lixando para o que vão dizer. Na verdade, eu considero muito melhor o filme do (nome de um realizador de curtas amigo seu).Ninguém viu a fita dele porque passou apenas durante duas tardes num cinema da Praça da República. Culpa do ministro Gilberto Gil, que só sabe dançar ciranda. Mas quem viu tem de admitir que o (nome do cineasta amigo) é o novo Eisenstein.

4.Bolar um nome estranho para seu endereço.

Nomes do tipo “Aghdabacoorucoo” ou
“Notas Sobre a Vida Sexual de Maria do Alcoforado
Pereira Gomes da Silva” são sucesso na certa.

5.Puxar links para os sites dos seus amigos.

6. Contratar o Esmeraldo Esmegma como comentador oficial do seu blog.

E não deixem de conhecer estes blogs geniais!

www.eu.blogspot.com
www.eusoumaiseu.blogger.com
www.eueueueueu.blogspot.com
www.memyself.blogger.com
www.iamthebestandfucktherest.blogger.com
www.eusoufoda.blogspot.com


Escrito por Castelo às 13h35
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Meditasom

a

palavra

muda

e

me(dita)

o

som

*Tokyo,nov.'06

namaste



Escrito por Pituco às 21h39
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Entrevista da Semana

Entrevistamos o renomado Rosendo Ribeirão, pensador de Trapizongas, reconhecido mundialmente por suas palestras e livros. Para espargir um pouco de rudimentar cultura neste blog - ainda que não seja este o propósito primeiro - fomos ao sítio do professor Rosendo Ribeirão para capturar sua sabedoria.

PG - O senhor considera válida a teoria de que o homem brasileiro é um garanjão?

RR - Não me parece que esta teoria ainda seja válida, pois os modernos sistemas de classificação tendem a utilizar os mesmos critérios para classificar adolescentes e adultos. Segundo o DSM-IV, os episódios maiores são os mesmos em adultos, adolescentes e crianças, embora existam dados sugerindo que a predominância de episódios característicos pode mudar com a idade.

PG - E quanto ao sororó, o que o senhor considera válida?

RR - Bem, a teoria do sororó, que muitos chamam de sororoca, também é discutível do ponto de vista atempora. Senão, vejamos:alguns autores ainda relatam a ocorrência de transumância, movimentos repetitivos e auto heteroagressividade na forma de comportamento agressivo e destrutivo. É possível também ocorrer a enurese e encoprese, daí, nós tendemos a acreditar que as filandras e os muxicões ainda têm sua eficiência - o que não anula os transuntos de então.

PG - O pespego para isso seria o quê, afinal?

RR - De modo geral, acredita-se que a tapulha representa uma fase da vida especialmente vulnerável ao bitáculos, pois o desenvolvimento do pensamento abstrato se faz com ods desbordamentos que trazem uma compreensão mais clara do fenômeno da ganja. Em conseqüência da constante presença do rofo, muitos autores tendem a confundir rosalgar com ruzagá - que são o mesmo.

PG - Para finalizar, que conselhos o senhor daria para os que pretendem continuar com os dictérios?

RR - Este é um problema com pensamentos e petas que é visto como a incapacidade menor de pensar ou de se concentrar nos supedâneos. Uma pessoa com esse problema pode não ser capaz de fazer transvazamentos quanto costumava fazer ou ter menos competência ou interesse em tomar decisões por si só. Logo, é natural que seja objeto de tantos muxicões e hermenêuticas - sem que a logorréia seja o sentido irrestrito da palavra.  



Escrito por Patérvio Gulabo às 10h44
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Idéia Fixa

Guca, pra você que tem fixação por Boi, aí vai o beijo da vaca!!!



Escrito por Lizoel às 16h19
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Baixinho da Kaiser troca Karina Bacchi por Clodovil



Numa reviravolta sem precedentes no mundo da publicidade brasileira, o Baixinho da Kaiser trocará esta noite, num dos breaks do Jornal Nacional, a modelo e atriz Karina Bacchi pelo deputado-estilista-apresentador de tevê Clodovil Her Nandez.

O comercial faz parte da estratégia da nova cerveja de inverno da empresa, a Kaiser Bockette, cujo slogan será Bockette - vai ser fresca assim lá no Distrito Federal.



Escrito por Giovanni Corpocorto às 15h30
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O eterno retorno

Não estive em Punta del Leste, conforme se afirmou num post aqui. Muito menos pensei em ir às Ilhas Gregas, como se disse em outro momento. Fui até o Rio de Janeiro, no máximo. Visitar parentes da maneira menos glamourosa possível. Voltei de lá faz pouco, como todo morador de São Paulo, vermelho como um maço de roliúde.

Os cariocas têm razão quando dizem que os paulistas trazem chuva para a Cidade Maravilhosa. Paulista é muito pouca prática quando o assunto é praia, ponhamos a mão na Consciência.

Durante este curto período vi poucos filmes, leio no momento um livro do Anthony Burgess (Earthly Powers, que conta a história de Kenneth Toomey, um escritor vagamente inspirado em Somerset Maugham) e assisti a exibição do Fred Martins na final do Prêmio Visa de Compositores (e gostei do que ouvi).

Esperava encontrar o BdL em condições piores. Os embates entre os que xingam versus os que se chocam com os xingamentos parece ter se arrefecido. Ou seria o meu estado bossa-nova-slow-motion? Me avisem, pls.

Entre os titulares, sinto estar havendo um pequeno entrevero no sentido de quem é contra ou a favor do João Gilberto. Posso dizer com segurança que o Pituco é do segundo time (eu disse segundo time, não segundo sexo, olhalá). Já Laert Sarrumor e Guca Domenico, não sei dizer (se são do segundo time, olhalá de nouveau). Lizoel me parece mais interessado na influência da harpa na guarânia. Confere?

Bem, toda esta polêmica me parece positiva, contudo. A bipolaridade Alckmin-Lula já estava enchendo o saco neste blog. Prefiro João Gilberto X Ramones a PT X PSDB.

Viva a polêmica!



Escrito por Castelo às 19h40
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O último milagre

É assim que está escrito no panfleto que anuncia o show do João Gilberto,aqui em Tokyo, para essa temporada de 2006.

"Saigo no kisseki".

E eu, hoje, fui conferir.

Aliás, não havia me planejado pra assistir essas suas apresentações.Estava em casa, aproveitando o cancelamento de um trabalho,para colocar ordem no armário,já que o frio se anuncia.

Como é comum aqui, nessa ocasião, trocamos todas as vestimentas de uma estação para a próxima.

Entre cachecóis, luvas e blusas de lã, toca o telefone, por volta das três horas da tarde.

Largo a ceroula samba-canção que trocava pela sunga de praia, pra atender o chamado.Do outro lado da ligação, uma amiga antiga, que fala português, pergunta se quero assistir o show.Respondo afirmativo, mas completo que não havia reservado meu ingresso.Ela reage, dizendo que esse não era o problema, pois um amigo havia desistido, por alguma razão involuntária, e havia uma entrada sobrando.Disse-lhe ainda que não tinha os 100 dólares disponíveis no momento.Ela então finaliza: "shimpai nai, presento desu".Ou seja, ela estava me ofertando o bilhete.

Não precisa dizer que, por todos essas coincidências, foi o tempo apenas de vestir-me e estar plantado na porta do teatro, às 4h30, trinta minutos antes do horário marcado para o início do espetáculo.

Claro, quando os ponteiros marcavam 5h30, uma voz feminina anuncia que naquele exato momento João Gilberto estava deixando o hotel em direção ao teatro.O riso foi geral entre os 5 mil ouvintes que lotavam o auditório.Como se esse folclore já fizesse parte do enredo do show e não surpreendesse mais.

João Gilberto, aos 75 anos de idade, entra com seu violão, às 6h09, diz um inaudível "kombauwa" (boa noite), ao microphone, e começa a tocar  'Bolinha de Papel'.

Inicia-se, assim, mais um episódio sobre a música brasileira correndo mundo, atravessando décadas e reproduzida por todas as raças do planeta.

Escrita por um artista brasileiro.

Gênio criador de uma nova sonoridade no universo musical.

A bossa nova, um cantinho e um violão.

namaste



Escrito por Pituco às 10h51
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Toca aquela outra vez.....

Essas estórias de pedidos musicais são infindáveis.

Há mais duas situações que seriam hilárias se não fossem sérias e verídicas.

A primeira, mais recente, aconteceu apenas comigo, numa solitária apresentação.Um cantinho e um violão.

Preparei um repertório chiquérrimo.O 'creme de la creme' de nossa bossa nova.

O público também era mais sofisticado, assim como o próprio ambiente.Digamos que não era um buteco e sim um 'butéquô'.

Toquei ali durante uma semana.E, na derradeira noite de minha temporada, um determinado cliente cativo, que comparecia sempre sozinho, volta dessa vez em companhia feminina.

O clima propício para arrebatar corações.Luz de velas, bossa nova sussurada, cozinha francesa.

Mas, mesmo assim, chega até a mim, por intermédio do 'staff' da casa, um bilhetinho.Na verdade, pela quantidade de folhas, parecia o relatório de alguma pesquisa técnica.

Percebi que, as primeiras páginas continham uma lista de nomes de músicas, com horários demarcados em cada uma delas, que totalizavam, exatamente, meu tempo de apresentação.

E, no final, seguiam algumas instruções, escritas em português, ou pelo menos uma tentativa desse idioma.Algo como: "namorar essa mulher quer, por favor, ajudar mim"!

Após a leitura do dossiê do japa apaixonado, acenei em direção à sua mesa, confirmando o recebimento de seu pedido.

Claro, alguns 'request' já faziam parte de meu menu musical.

A certa altura do 'stage', outro 'staff' aproxima-se com mais um envelope.

Lembrei-me do Rubinho, vulgo 'Caçulinha', vizinho lá de Pinheiros, que além de me ensinar a afinar o violão, proferia a seguinte máxima do músico: "pingou? já tô!".

Como não combinamos nada anteriormente, aceitei o envelope e continuei tocando, algumas canções sim, outras não, e sem respeitar a tabela de horários, óbvio.

Ao final da entrada, o casal levantou-se e acenaram pra mim em agradecimento.Retribui.E saíram de lá satisfeitos, de braços dados.

O 'booking manager' da casa pergutou-me o que havia se passado entre mim e o casal de clientes.

Sugeri a ele que acrescentasse, na contra-capa do menu, o seguinte adendo: músico-cupido......preço a combinar!

************

A segunda situação, foi em Kobe, seis meses antes de ter passado pela catástrofe do terremoto.

Nessa temporada, eu e Azeitona (músico brasileiro residente), estávamos cumprindo uma temporada de dois meses, num restaurante brasileiro, bem em frente à marina dessa cidade.

Aliás, Kobe é a versão oriental carioca.Montanhas e mar.Povo mais indolente, simpático, receptivo e comunicatico.Próprio de quem é nativo do porto....'braços abertos sobre a Guanabara'!

Pra encurtar a estória.

Numa determinada noite, daquele verão de '94, entra no restaurante um grupo de homens idosos.

Como era de se prever, chega o indefectível bilhetinho com o pedido musical, vindo desse grupo.

Lá estava escrito: 'vadia com Dios querida, vadia com Dios mi amor'.E só.

Olhei interrogativo pro Azeite, que por ser veterano e com larga experiência internacional, de pronto começou a cantarolar o tal estribilho.

Eu não conhecia o bolero e, por essa razão, achei melhor não atender ao pedido.

O Azeitona, rindo de minha preocupação, propôs um esquema infalível pra essas ocasiões.

Eu deveria cantar outro bolero conhecido, 'Besame Mucho', por exemplo e na hora do refrão emendar esse estribilho...'vadia com dios querida, vadia com dios mi amor'.

E foi o que aconteceu.

Um senhor de cabelos brancos chegou até nós, quase em prantos, apertando nossas mãos, aproveitando o ensejo pra repassar seu óbulo de agradecimento.

Os velhinhos saíram felizes.

O Azeite arremata: 'esse véio safado deve ser marinheiro.Um romance em cada porto'.

Eu estava surpreso com o sucesso de seu esquema.

E ele completa: 'mon ami, música popular é refrão.O resto é tudo igual'.

Tocando e aprendendo,né?!

namaste



Escrito por Pituco às 04h38
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Bosta também é cultura II

E por falar em Bosta, muita praia brasileira é rica em profusão do detestável dejeto humano. No entanto, na costa escocesa ela é nome de um cenário marítimo que não corresponde à realidade fecal do nome brasileiro. A paradisíaca "Bosta Beach"

 



Escrito por Lizoel às 16h10
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Bosta também é cultura

A situação no Oriente Médio, como todos sabem, não é fácil. Que a diga o cinema libanês que lançou recentemente o filme "Bosta". Confiram aqui

Escrito por Lizoel às 15h59
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Toca aquela....

Ontem, bateu um 'revival' daqueles!

No intervalo de uma apresentação, onde estava tocando, uma senhora da platéia dirigiu-se a mim com um pedido musical.

A princípio, como é de praxe nesse lado planeta, ficamos um bom tempo naquela terapia linguistica.

Ela tentando me explicar, num idioma inédito, uma espécie derivativa do inglês nipo-saxônico, o título da canção.

Durante horas no diálogo-charada, consegui entender que ela ouviu a dita canção, uns 12 anos atrás, em Portland, Oregon, USA.

Apesar dos dados relevantes, continuávamos no jogo do labirinto musical.

A senhora, a certa altura, após insistência minha, começou a solfejar, timidamente, a canção.

Consegui ouvir tudo, até o hino de Bangladesh, menos a música que ela me pedia e tentava cantar.

E com o grau da dificuldade e o entusiasmo de um jogador viciado, nossa conversa passou de 'bate-papo' para conferência.

À medida que eu não entendia determinada explicação, a senhora catava alguèm à volta para participar do simpósio improvisado.Aos poucos, de canto solo passávamos para canto coral.Todo mundo arriscando uma melodia impulsionados pela cultura do 'karaokê'.

Em dado instante, ela pulou da cadeira, e quando pensei que ela fosse reger o coro incidental, revela eufórica que havia se lembrado do título.

Pais...sim,essa era a palavra-chave,pais.

Pais ou país? Ou seria paz? Contudo, naquela hora esse tipo de análise morfológica não importava mais.A senhora recogizava-se de seu quadro clínico mental, naquela idade.

E eu, por outro lado, fui obrigado a vasculhar em meu reservatório de arquivos melódios, o compêndio de nossa MPB que contivesse esses verbetes homógrafos.

Passei do samba à toada, das marchinhas às cantigas de roda infantis, e nada!

Quando o show desviava-se do palco para a mesa dos convivas, o 'manager' da casa pediu pra que eu fizesse a segunda entrada.

Ninguém mais estava concentrado.Nem a platéia em minha apresentação, nem eu no repertório e na platéia.

O show virou programa de auditório....qual é a música, maestro?

E, de repente, não mais que de repente, naquela exaustão sonora, lembrei-me de Chico Buarque e toquei, ao violão, os primeiros acordes de Cálice, mas ainda duvidoso.

Seria essa a música? Euréka!

"Pai, afasta de mim esse cálice, pai, de vinho tinto de sangue".

Palmas e assovios ensurdecedores misturados com os versos, transformaram o show numa grande 'jam session'.Todos juntos..."Pai, afasta de mim esse cálice,pai, de vinho tinto de sangue".

Ao final do evento, enquanto guardava meu violão, reportei-me à época em que Cálice foi composta, no Brasil.

Por tudo que essa canção e toda uma obra musical representa pra minha estória particular e do País, cheguei a emocionar-me.

A platéia japonesa, no entanto, comemorava a noite, ordenando mais uma birita.

namaste

 



Escrito por Pituco às 23h31
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