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Importantes, Impostores e Famosos - Líbano



O clima de guerra no mundo tem o seu lado chique. Por isso, a revista "Importantes, Impostores e Famosos" desta semana é todinha dedicada ao lado glamour dos conflitos bélicos no Oriente Médio.
Você não pode perder a charmosa reportagem em que "Importantes, Impostores e Famosos" leva socialites brasileiros à uma inesquecível viagem a um porta-aviões estacionado ao lado do Libano. Depois de embarcados em lindos caças supersônicos, as celebridades nacionais participaram de um ataque ao setor mais pobre das seculares, enigmáticas e chiquérrimas vilas de Sabra e Chatila: o "must"!
Em encarte central, o pessoal do Hezbollah abre seu bunker e revela como é possível manter uma sala-de-estar harmoniosa usando apenas granadas e restos de obuses disparados pelos israelenses. Na mesma matéria, Ariel Sharon ensina como perder 15 quilos em três semana e mostra seu novo e elegantíssimo lar na UTI.
E na coluna de aconselhamento sexual, nossos renomados psiquiatras ensinam que a melhor maneira de seduzir um fundamentalista xiita é lhe enviando torpedos.
O caderno de moda traz com exclusividade uma matéria comparando o figurino dos uniformes do Jihad e Hamas.
E nossos consultores em decoração ensinam você a construir uma linda e prática casamata no quintal.
Não perca também a sensacional festa à fantasia promovida pela revista na Ilha de Tiro, onde artistas, milionários, bilionários, trilionários e o Silvinho Land Rover se vestiram de seguidores do Talibã e promoveram uma noite das arábias.
E lembre-se: comprando essa edição especial de "Importantes, Impostores e Famosos" sobre o lado grã-fino da guerra você ainda leva para casa o "Manual de Etiqueta num Bombardeio", um cedê do grupo Gengis Khan e concorre a uma passagem de ida para Beirute.





Escrito por Castelo às 18h32
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LÍDER: o primeiro a atirar a pedra e o último a levar o tiro na cabeça.

Escrito por Castelo às 14h19
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ARTISTA: um inútil fundamental.

Escrito por Castelo às 09h58
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Agradecimento

Segundo matéria da revista Isto É, Violência afeta saúde mental dos brasileiros.

Sou médico psiquiatra, adepto do tratamento com eletrochoque, não atendo por convênio e cobro, no mínimo, trezentos reais por consulta.

Portanto, só posso dizer: obrigado, PCC!



Escrito por Doutor Shibata às 16h16
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Eficácia

Comprovando o alcance internacional e a espantosa eficiência do Blog do Língua, que há alguns posts abaixo lançou campanha pela volta do Gassen Masri, o cara voltou nessa madrugada e já chegou dando entrevista na Grobo, para o jornal Hoje!

E, conforme a expectativa do nosso leitor Betho, veio cheio de idéias novas para o uso do arguile (ou nargilé), conforme demonstrado na foto abaixo. Se bem que idéias extravagantes para o uso dessa elegante peça árabe já vêm sendo difundidas desde a época dos Freak Brothers, os geniais loucões criados por Gilbert Shelton.



Escrito por Laert Sarrumor às 15h46
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Ninfetas Crumbianas

Falando em Freak Brothers...

 

Vocês já notaram como as teenagers estão cada vez mais parecidas com as rochunchudas garotas desenhadas por Robert Crumb

Tudo bem, tem as aborrecentes da geração saúde, esquálidas, anoréxicas, aspirantes a cabides. Mas há uma horda de comedoras de hamburgers, adeptas do visual sessentista que grassa por aí, exatamente como as delirantes crumb girls: são fortinhas, usam microssaia, botas de couro ou aquelas enormes, tipo escandinavas, de camurça.

E dizem por aí que entre os leitores do BDL se encontram, disfarçados, Mr. Natural e Fritz The Cat.



Escrito por Laert Sarrumor às 15h38
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BUNDA: Porção de carne e gordura localizada na parte traseira dos seres humanos que sempre surge no momento em que se pede emprego, favor, esmola ou pistolão.

Escrito por Castelo às 11h28
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Apoio visual

Renato Pandorf (adesista compulsivo da campanha para meu repatriamento, lançada pelo Domenico)

é o criador desse 'banner'.

Aliás, a campanha segue 'a todo vapor' ?

ou será, que era 'fogo de palha' ?

namaste



Escrito por Pituco às 10h59
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Semelhança

Não sei porque, mas esse pássaro é a cara do Laert. Confiram aqui

Escrito por Lizoel às 10h51
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Samba lacaniano

'Louco por Você' , com música

OUÇA AQUI...

Nasce mais um samba, nesse eixo Tokyo-Sampa, conforme 'torcida' da galera esperta, bonita e sarada do BdL.

Aliás, durante a troca de mensagens, para as correções devidas, Castelo confessou-me como e porque inspirou-se no tema pra escrever a letra de 'Louco por Você'.

Não serei leviano, o suficiente, pra fazer tais revelações.

Só posso dizer que perco o fôlego de rir, toda vez que lembro de sua narração.

namaste



Escrito por Pituco às 08h43
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Todos os caminhos levam a Roma

Após devorar um pacote de 'mugichoco' (grãos de trigo cobertos com chocolate), acesso, imponderadamente, o BdL.

Lá estão os comentários de minha última postagem (Estória de vizinho II), junto com os derivativos do que dela reverberou.

Campanha em prol de meu retorno, lançada pelo Domenico, com adesões extensas em outros blogs além-uol.

Tudo com origem em meu singelo post-desabafo.

Claro, há os replicantes, que embasados em argumentos comparativos entre os dois países, insistem pela minha permanência.

Então, devo voltar ou permanecer?Ou será que devo prosseguir?

Muito provável que esse, também, tenha sido o dilema básico de nossos ancestrais.Os primatas de Neanderthal.

Durante toda a história de nossa civilização, o ser humano não conseguiu sossegar o 'pito' num único lugar.Sempre aventurou-se pelo planeta, movido pelas adversidades climáticas, econômicas ou sócio-culturais.E, curiosamente, sempre desejou a última morada 'na terra em que, os olhos, há de comer'.

Hoje, o planeta ficou pequeno.E o nosso futuro é além-estratosfera.

Um barraco satélite com vizinhos argonautas fumantes.Além do indefectível BdL com muito 'mugichoco' pra se degustar.

namaste

 



Escrito por Pituco às 13h23
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Post Mortem: mensagem que alguém escreve num blog momentos depois de deixar de existir.

Escrito por Castelo às 13h03
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Da série: Grandes Perguntas que não se calam!

Em face das digressões e divagações acerca da obra inquietante da dupla Bruno & Marrone, fica aqui a grande indagação: Por onde andará Pepe Escobar??????



Escrito por Lizoel às 09h21
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Fortuna Crítica - 2

O leitornauta Wagner Madeira prossegue na polêmica sobre a questão da poética brunomarroneana (independente disso, só há uma certeza sobre a dupla: Roberto Carlos só cantaria com os dois se eles passassem a se chamar Bruno & Azulone).

Eis o ponto-de-vista de Madeira:

"A análise, embora relativamente bem embasada, carece de profundidade. Qualquer estudioso da obra brunomarroneana, esteja ele alinhado ou não com o grupo de pensadores que gravita em torno da cátedra de cornalhice estrangeira de Harvard, sabe que o papel de Goethe é meramente simbólico. É como se fosse o chantily sobre a salada de salsão: serve para fatigar o incauto desviar o fútil, permitindo que somente o intelecto livre do arcabouço cultural judaico-cristão chegue ao cerne da mensagem. Ora, não é condição necessária a representação do berrante enquanto ser-em-si ou mesmo uma categoria autônoma? O corno primordial, desprovido de todos os atributos particularizantes não é outra coisa senão uma instância desta categoria mesma, como fica evidente ao ouvir o épico "dormi na praça", clara alegoria aos ritos de fertilidade celta e à festa maia da colheita de outono".

[wagner@madeira-net.com] [www.madeira-net.com]

Escrito por Castelo às 08h44
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Adesões

Ahhahahaha! Não é que o cara pôs mesmo?

Nosso leitor Pandorf prometeu e cumpriu: repercutiu no Blog dele (veja aqui) a campanha lançada por Guca Domenico pela volta do Pituco ao Brasil.

Volta Pituco. Mas não volta pela Varig.



Escrito por Laert Sarrumor às 17h48
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Mais campanhas

Pandorf, com esse narizinho tu deve ser "brimo".

Falando nisso, tem um amigo meu, o Gassen, que foi morar no Líbano com a família e também tem reclamado da vizinhança por lá.

Por isso, aproveito para lançar a campanha:

Volta, Gassen!



Escrito por Laert Sarrumor às 17h45
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Fortuna Crítica

Estive recentemente em Goiânia podendo assim apreciar melhor o show ao vivo da dupla Bruno & Marrone.
E penso que o espetáculo do ponto-de-vista strictu pode ser qualificado mais apropriadamente como uma stravaganza-sertanejo-telúrica.
Há momentos de forte viés romântico, ou seja, a importância do elemento doador é mais forte que a de outros. O herói romântico à maneira goetheana surge aqui quase mesmo exorcizando um ethos pré-explicitado em sua relação com o ato, em si, de receber um par de guampas na testa.
O corno, aliás, pode ser designado numa análise crítica sucinta como a que ora arquitetamos, como o negativo e o positivo da mesma relação. Em outras palavras, um corno é um corno é um corno.
A poética brunomarroneana se caracteriza claramente por uma seqüência espacial que se repete no tempo dramático, a saber: “amor-pinga-corno-pinga-revolta-ressaca-pinga”.
Tudo isso acompanhado de um berrante estridente atropelando os outros instrumentos dois tons acima.
O resultado é um espetáculo que traduz o fenômeno da cornicidade com o impacto merecido, beirando o surreal proposto por Louis Aragon. Louvores também ao solo da rabeca-moog na canção que fecha o show num verdadeiro serialismo caboclo. Recomendo.

Escrito por Castelo às 14h07
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Solidário

Entendo perfeitamente suas queixas em relação aos vizinhos Pituco. Aqui na Jaculândia, a gente sofre a invasão desordenada dos "Agroboys" com suas caminhonetes entuchadas de alto falantes e som alto. Quanto mais potente é o som do babaca, mais ruim é a música que ouve. Alguns espécimes moram aqui nos arredores da minha casa e esperam chegar domingo à noite, quando a maioria dos vizinhos se prepara pra dormir mais cedo e pegar na labuta do dia seguinte, para ligarem suas merdas sonoras no último volume. É uma torrente de mau-gosto saindo pelos alto-falantes até o ponto em que a gente tem que chamar os meganhas e acabar com a festa dos filhinhos de papai!



Escrito por Lizoel às 09h32
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Estória de vizinho II

Sabem os mais íntimos que sou raro em lamúrias e lamentações.

Reclamo, apenas quando necessário, valendo-me de minha cidadania.

Mas, hoje, não posso furtar-me a um, digamos assim, desabafo!

Pois sim, já publiquei nesse BdL um artigo sobre 'vizinhaça japonesa'.

Um relato condensado de como se tratam os moradores dessa mega-tribo chamada Tokyo.

Afora a vizinha anciã, citada nessa postagem, há também o casal de jovens, no apartamento da direita.

Apesar da idade, são silenciosos e educados.Contudo, há sempre um pequeno fato que desabona qualquer conduta elogiável.O rapaz é heavy smoker convicto.Até aí, tudo bem! Ele que se intoxique dentro de casa, empestando seu cubículo com nicotina e alcatrão.

Acontece que, com a chegada do rebento, o pai tabagista passou a fumar do lado de fora de casa, para não prejudicar a saúde da criança.Ou seja, passou a prejudicar a minha saúde, já que esse cinzeiro improvisado está, exatamente, a poucos centímetros da janela do quarto, onde digito essas mal-tragadas linhas.

Não fosse essa agonia, há outro incômodo ainda.

A janela do meu dormitório fica a uma braça da vizinha detrás.

A família, quando mudou-se, trouxe o mascotinho.Como todo cãozinho de estimação, ele era bonitinho e obidiente.

Ocorre que os anos se passaram e o bichinho envelheceu.E sabemos que a contagem desse processo para animais é outra.O cachorrão deve estar beirando os 90 anos, morimbundo em uma cama entre gemidos afônicos.Chega a ser tétrico, quando de madrugada, começa essa desesperada sinfonia canina.

E não termina aqui,não!

A vizinha da casa da frente prepara seu cardápio diário com pescados, conservas e outros quitutes de odores irreconhecíveis e inenarráveis.O exaustor dá direto para a porta do pai tabagista.E toda essa alquimia aromática e sonora, está aqui, dentro de meu barraco de madeira e papel.

Às vezes me pego cantarolando Caetano: "quero botar fogo nesse apartamento/eu quero ir embora/eu quero dar o fora".

Esse é o Japão do auto-controle.

namaste

 



Escrito por Pituco às 03h39
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Dedução

Equipe e e-leitores do BdL são todos filiados ao PVC...

PORRA DA VELHICE CHEGANDO!

namaste



Escrito por Pituco às 00h28
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O EXTERMINADOR DO FATURO

No final do século XX tinha o Gerente.
Na pena de sua caneta tinteiro Parker estava o destino de levas de homens comuns.
Agora, em plena Era Tectrônica, temos um novo personagem desempenhando o histórico papel.
É o "Exterminador do Faturo".
Diferentemente dos capatazes engravatados, este profissional é bastante sofisticado intelectualmente.
Quando se escuta falar de "passaralho", demissão em massa, cortes, puxadas de tapete, não há dúvida: há um Exterminador do Faturo por trás da ursada.
Mas por que isso acontece?
Bem, o Exterminador do Faturo - como o próprio nome diz - trabalha umbilicalmente ligado ao Faturamento.
Se o Faturamento cai, ele logo é acionado por sua Matriz e sai, facão à mão, caçando vítimas para destruir pondo fim ao dilema financeiro da Corporação.
Nessa altura da narrativa você deve estar se perguntando: mas quem extermina o Exterminador do Faturo?
A resposta é óbvia: outro Exterminador do Faturo. Maior e mais maquiavélico.
Mas quem extermina esse segundo ogro?
Um Exterminador do Faturo pantagruélico, mais pós-graduado ainda.
E esse aí, é detonado por quem?
E aí onde entra a Dona Neide.
Toda grande empresa que se preze tem uma senhora grisalha, meio encurvada, de saúde delicada.
Dona Neide não fala inglês, não sabe lhufas de “cash-flow”, não fez MBA, só come comida sem sal e fica numa salinha nos fundos do Grêmio da firma.
Disfarçada de tradutora juramentada ou de secretária do Diretor Jurídico aposentado, ela é, de fato, a Exterminadora-Mór de Exterminadores do Faturo que não servem mais à Corporação.
Dona Neide não assina demissão, não levanta a voz, nadica de nada.
Ela faz o seu papel friamente: simplesmente “do the job”.
Chama à sua saleta um daqueles Exterminadores do Faturo grandões, poliglotas, de terno Armani.
Liga o aparelho de som numa valsa. Tira o seu vestido encardido, o sutiã de bojo, a calçola e começa a dançar totalmente nua.
Depois, apanha uma mala de dólares e passa a rasgá-los, calmamente, ao ritmo da música.
É como uma bala de prata num vampiro.
Nenhum Exterminador do Faturo agüenta ficar vivo depois de presenciar um horror desses.


Escrito por Castelo às 18h28
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Menági 6 meiz brógui Ríngua, nê?

Kelida Kon Xeta
Zaponêis tá a ti rigále
Pla ti convidale
Pla mangiale kom Ku

Komê uns baraxôra
Kezu porovorone
I nu ladiola u Lita Pavone

Dispois uns piço
Ti pu karifórnia
Tudu métisso métisso
Ma ke bluta roucúra, nê?

Xega de is pa guéti
Suspendi iscalóla
Réva caperêti
Tila gorogonzóra
Taráz sáro fluta
Buda, tutaméia!?
Esti pastaxuta
Deo zaponêis dialéia, nê?


Escrito por Seu Ku às 14h32
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Efemérides (eita palavrinha feia!)

25 de julho de 2006.

 

Hoje o Blog do Língua completa seis meses de existência.

 

E o Língua de Trapo está fazendo aniversário de 26 anos.

 

O que isso significa?

 

Nada. São apenas números no calendário.

 

Serviram pelo menos para que eu levantasse da tumba e cometesse alguns posts aqui.

 

Agora agüentem...



Escrito por Laert Sarrumor às 12h52
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É tudo a mesma bossa

Já que a onda é postar bossas-novas inéditas, aí vai, com letra e tudo, Rick Wakeman Nunca Mais, bossa-progressiva deste Sarrumor que vos tecla. A letra é do Castelo.

 

Ouça aqui

 

Letra:

 

Eu ouvia Jethro Tull

Brian Eno instrumental

Até o disco furar

Era fã do Uriah Heep

Adorava Robert Fripp

Amava o Black Sabatth

 

Refrão: Sou de uma geração

Que não cheira nem fede

Que em vez de ouvir os Beatles

Ouviu o Close to The Edge

Sou de uma geração

Geração de debilóide

Que tinha o Chico Buarque

Mas preferiu o Pink Floyd

 

Os discos do Humble Pie

E o Caravanserai

Numa mudança eu perdi

Hoje eu já não sei onde

Anda o Captain Beyond

I’m going home Alvin Lee

 

Refrão

 

Veio a crise dos trinta

No cabelo eu passei tinta

Me especializei em jazz

Hoje eu sou executivo

Quase não tenho passivo

Rick Wakeman...

Nunca mais



Escrito por Laert Sarrumor às 12h51
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Falando em progressivo...

Esse post vai especialmente para a Virgínia, que eu sei que é fã do cara. Assim como ela, milhares de roqueiros quarentões paulistanos guardam na lembrança a magia do programa Kaleidoscópio, que na década de 70 era transmitido nas madrugadas, pela Rádio América AM. Um simples programa de rádio, que por ser o primeiro e o único na época a executar rock de qualidade, acabou se tornando um ponto de união entre os que faziam parte da grande legião de apreciadores do gênero. E que tornou o seu criador, o Jacques do Kaleidoscópio, um verdadeiro mito entre os roqueiros, nos anos setenta.

 

A lenda aumentou depois que o programa saiu do ar, no final da década, e o Jacques sumiu no mundo, sem deixar pistas. O clima de loucura da época, o eco das músicas, a maioria rock progressivo, às vezes lados inteiros de um elepê, o horário da madrugada, o som de rádio AM, tudo isso deixou gravada na lembrança a fantasia de que a gente era feliz e não sabia.

 

Pois feliz mesmo eu fiquei com o privilégio de ter sido o primeiro a trazer o Jacques novamente às ondas do rádio, após 31 anos! Foi no programa Rádio Matraca, dia 29 de abril, graças a providencial intermediação do Bento Araújo, da revista Poeira Zine, e do Luiz Domingues, ex-baixista do LT, atualmente na banda Pedra.

 

Ouça aqui o programa na íntegra.

 

 Veja mais fotos do Jacques Kaleidoscópio na Rádio Matraca no Fotoblog do Língua.



Escrito por Laert Sarrumor às 12h49
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Lavando a alma

Nas competições esportivas sempre há vencedores e perdedores. Quem perde, sempre fica triste.

 

Com a música acontece diferente. No lugar de acirrar diferenças, a música une, congrega, estreita laços.

 

Pra esquecer a deplorável atuação das múmias bilionárias do escrete verde-amarelo, nada melhor do que assistir ao clip de Mas que Nada, do Jorge Benjor com Sergio Mendes & Black Eyed Peas.

 

Não tem preço ver os caras de uma das mais badaladas bandas californianas de rap da atualidade literalmente vestindo nossa camisa. Curtir o balanço desse pianista que há décadas divulga a música brasileira para o mundo, em terras ianques. Assistir a ginga das dançarinas brasileiras, dando de dez nos meneios da loiraça Fergie, a vocalista gostosona do BEP. Se emocionar com a frase “Mas que Nada – Timeless (Eterno)”, estampada na última cena do clip, que, aliás, é uma clara homenagem a Tom Jobim. E saber que, assim como Cantaloupe Island, de Herbie Hancock se tornou um hit obrigatório com a versão Acid-Jazz da banda US3 (Cantaloop), essa gravação de Mas que Nada correrá o mundo, incendiando as pistas de dança.

 

Se os puristas vierem reclamar, só há uma coisa a dizer:

- No cu, pardal!

 

Assista aqui ao clip original, legendado.

 

Assista aqui apresentação ao vivo no talk-show de Jay leno.



Escrito por Laert Sarrumor às 12h44
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Infinita estupidez

Na guerra, só há perdedores.

Além de bens materiais e vidas humanas, perde-se a fé que ainda se possa ter na raça humana.

 

O Black Eyed Peas, do post anterior, é um grupo de rap “do bem”.

Indo na contramão do estereótipo de badboys dos seguidores do gênero, suas letras sempre trazem mensagens positivas e anti-violência.

 

Assista aqui ao clip original do primeiro sucesso do BEP,

Where is the love?

 

assista aqui ao terrível clip da mesma música, com imagens da guerra do Iraque.



Escrito por Laert Sarrumor às 12h40
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Infinita estupidez II

Sim, o sonho acabou. Foi tudo em vão. Eles continuam fazendo. De novo e de novo e de novo...

 

Mas fica a beleza das canções, as incríveis coreografias de Twyla Tharp, as lindas imagens de Milos Forman.

 

Assista aqui: Aquarius (do filme Hair)

Assista aqui: The Flesh Failures/Let the Sunshine In

(A terrível cena final de Hair, onde o pacifista Berger vai para a guerra por engano, no lugar do amigo Wokalsky, interpretados por Treat Williams e John Savage, em começo de carreira.

 

Antes que digam: Sim, sou e sempre fui hippie. E daí?

 



Escrito por Laert Sarrumor às 12h37
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Mapa Mundi

 

Onde fica o cu do mundo?



Escrito por Lizoel às 09h07
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Seleção Brasileira: sai Soneca, entra Dunga.

Escrito por Castelo às 18h18
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LULA PARA CRIANÇAS

Na posse foi um tal de Lula-á-á-á-á!
“Ele é o maioral? O Lula? É-é-é-é!!”
Mas veio o Valdomiro, Lula-í-í-í-í ?!
E depois o mensalão: Lula-ó-ó-ó-ó!!!!
Aí todos vaiaram: Lula-ú-ú-ú-ú-ú-ú-ú-ú!!!!!

Escrito por Castelo às 13h24
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O vice Paulo Coelho

 O “punctum” da administração geraldiana em meu entender não foi o próprio. Mas o filósofo, educador, escritor e muso, o ex-secretário da Educação Gabriel Chalita.

 

Gabriel é autor de dezenas de livros, entre eles os impagáveis: A Ética do Rei Menino, Educar em Oração, Pedagogia do Amor, Educação: a solução está no afeto e Carta Aberta para Minha Mãe.

Diz a lenda que sempre foi exemplo de determinação. Ainda menino, em Cachoeira Paulista, se encantou quando a professora falou em classe a palavra “baldeação” explicando o modo como se locomovia no metrô, em São Paulo.

Achou a palavra tão encantadora que, chegando em casa, desatou a repeti-la: “Mãe, vou ali no quarto, mas antes farei uma ‘baldeação’ pela sala.”Ou ainda: “Pai, vou à cozinha, mas, antes farei uma ‘baldeação’ no quarto” etc.

Criança adorável, o Gabriel...

Mais tarde viriam os contatos com a obra de Sartre.

O agora candidato a existencialista confessava à mestra que não entendia os textos. E ouvia dela sempre a mesma resposta: “Isso é o que menos importa por hora. Você precisa apenas ir se deixando levar pelas palavras. Chegará um tempo em que elas passarão a fazer sentido”.

Teria este tempo chegado para Gabriel?

Cada um tire suas próprias conclusões.

Uma boa maneira é folheando “Seis Lições de Solidariedade com Lu Alckmin”.

Um livro sobre família para família.Um livro sobre amor, generosidade, vida...o leitor vai navegando por mares de sensibilidade e ternura. Gabriel Chalita, mais uma vez, traz à reflexão os valores fundamentais que nos conduzem à felicidade. E, como personagem central, uma mulher em meio a tantas mulheres heroínas anônimas que constroem no dia-a-dia um mundo melhor.

É difícil fazer um diagnóstico num simples post de um autor com 39 livros.

Mas algo me diz - ai, ai, ai - que ainda sentiremos profundas saudades de Gilberto Gil como ministro da Cultura.

 



Escrito por Castelo às 12h15
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Bons tempos, hein?!

'Influência do Jazz' (Carlos Lyra)

interpretação: Bossa Três (1962)

Luiz Carlos Vinhas - piano

Edison Machado - bateria

Tião Neto - contrabaixo

# áudio enviado por Chico Bola, amigo da 'boemia virtual'.

OUÇA AQUI...

namaste



Escrito por Pituco às 08h53
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Inverso

O que era PT, Partido dos Trabalhadores, virou TP: Trabalhadores Putos.



Escrito por Castelo às 22h16
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Fala que eu não te escuto

Fora o Parreira, tem alguém mais desacreditado na face da Terra do que o Kofi Annan?

Escrito por Castelo às 15h55
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Louco por você (samba lacaniano)

Eu não sei se é transferência
não consigo elaborar
eu só sei que tem demência
no nosso jeito de amar

Nosso amor é tão maluco
que até o próprio Lacan
pagaria as sessões
pra nos ter em seu divã

E dona Melanie Klein
vendo amor tão complicado
ia dedicar a nós
sua tese de mestrado

É quase certo que o papa
Nosso grande mestre Freud
diagnosticaria
que nós somos esquizóides

Mas sempre haveria Jung
que, com liberalidade,
diria que o nosso caso
é de sincronicidade

Eu sou louco por você
é uma questão de encaixe
eu sou meio abilolado
e você adora o Reich

Sigo andando e delirando
e por mais que ninguém torça
tô amarrado em você
feito camisa de força






Escrito por Castelo às 14h34
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'Presta Atenção, Benê' com música

Tantos sons diferentes, tantas palavras incompreendidas, tantas letras inintelegíveis,

nesse meu cotidiano distante,

suportável muito porque, também existe o BdL.

Abre-se, assim,  o 'post' do Castelo, 'Presta Atenção, Benê', publicado aqui, em 30/jun/06.

Uma dessas letras que quando se lê, invariavelmente, se ouve música.

Prova disso, vide comentários subsequentes.

E, apesar do escrito ser virtual, numa tela de computador,

consigo enxergar, pelo punho do Castelo, o mapa de Sampa, na topografia real dos sentimentos.

Então, não me contenho ao impulso do familiar e do que a métrica do poema sugere.Parto logo pra uma parceria 'virtumusical' (rs!).

Como paulistano, mil versões vão surgindo, desvairadamente.

À medida que as registro em mp3., sem estar atento à dúzia de horas que nos separa, faço o envio para a apreciação do autor.

A definitiva é essa que se segue.

OUÇA AQUI...

É preciso admitir, que pela estrutura harmônica e melódica, está bem bossanovisticamente carioca!

namaste



Escrito por Pituco às 23h59
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Leilão

Depois de marchas e contramarchas, VarigLog comprou a Varig. Imagina se ela se chamasse VarigMaisprafrent.

Escrito por Castelo às 17h09
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Poeminha noturno (pras meninas do brogue)

RISO & SISO

Que mistério me traz o seu sorriso


Sinceramente é difícil explicar


Uma alegria que me faz chorar


Espécie de mal-estar indeciso


Eu sei, o humor faz girar a roda


Movimentando os músculos da face


é como um tocha que iluminasse 


os largos, as casas, a vida toda




Mas esta sua boca me encurrala


Me deprime, entristece e abala


Fazendo-me sentir uma qualquer


Talvez porque seus dentes tão amados


branquinhos, certos e enfileirados


Hoje sorriem pra outra mulher



Escrito por Castelo às 22h14
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Um e-mail

Ai, a internet é minha amiga e nada me faltará…
Alvim!
Décadas sem notícias e agora te acho, seu danado.
Santo Google! Ai, oitava maravilha esse bichinho: montes de páginas com teu nome, uma tinha o e-mail.
E então? Tudo belezinha?
Puxa, minha vida ficou uma maluquice depois da facul.
Acabei casando com o Amadeu.
O dentuço que sentava na terceira fileira.
Pra ser franca, sempre fiquei dividida entre você e ele.
Mas sou sensitiva, sonhei com o Amadeu colocando uma aliança no meu dedo.
O casório foi no ano seguinte à formatura.
A gente tava ainda em lua-de-mel quando houve o acidente.
Ele foi atravessar a Paulista, pisou num chiclete e ficou grudado. Veio o Jardim Miriam – Via Jabaquara - ai, tadinho do Amadeu.
Me deu uma intuição na hora. Eu devia sair fora de circuito por uns tempos.
Fui morar num mosteiro na Ásia.
Uma religião nova, muito interessante mesmo.
Toda baseada em energia.
Pra ser uma Pilha do Universo você precisava ficar oito anos zelando o mosteiro: varrendo, limpando privada, essas coisas básicas.
Eu fiquei meu período bonitinho, mas pra receber o certificado tinha que pagar 10 mil dólares pro lama.
Decidi, mais uma vez por impulso, me mudar de lá (queria ser Pilha, como não rolou era saltar fora).
Fiz escala em Londres e comecei a sair com um paquistanês muito fera.
Quando ele me beijou pela primeira vez veio, no ato, a intuição: nosso lance ia ser forte.
E como foi!
O Tárik era da Al Qaeda – sabe o grupo do 11 de setembro? Então, aquele.
Tárik me convidou pra participar de um atentado com a família dele. Chegamos a treinar direitinho tudo.
Eu entraria no restaurante - um que foi a antiga casa do Karl Marx no China Town - e me explodiria.
Doido, né?
Mas você sabe como eu fico quando me apaixono. Me recuso a ler “Mulheres que amam demais”, conhece o tipo?
Comprei na hora o lance da intifada.
Até de véu, eu andava.
Mas houve o estresse do ensaio.
A burra aqui aperta o botãozinho quando o Tárik tá regulando o cinto de bombas.
Alvim, você não calcula o que foi aquilo. Queima de fogos em Copacabana é pinto.
O Amadeu pelo menos virou um tapetinho. Já o Tárik, ah, o Tárik sumiu!
Ele, a van, minha sogra, o Salim, o Abdulla, o Ali…
Tudo, tudo, tudo.
Voltei arrasada pra cá.
Chego, não reconheço o país, tudo meio estranho, sei lá.
Procurei o povo da facul, ninguém quis me receber.
Só a Sueli - a namorada espinhenta do Wellington da última fileira, sabe? - que me levou num Fran’s Café.
Mas ela ficou meio pinéu depois do corte na Repartição onde trabalhava.
Tá fazendo uns cursos pra bruxa, cura através de tambores.
Quando eu tava voltando pra casa o coração começou a pipocar: tum, tum, tum. Era outra daquelas intuições me pegando na curva.
Poxa, eu podia usar a experiência de
monja- terrorista pra ajudar o Brasil a deixar de ser cinza e voltar a ser verde-amarelo.
Então.
Tô superinclinada a me filiar num partido político.
A intuição tá berrando que é o PT.
O que você acha, Alvim?
Assino a ficha lá?


Escrito por Castelo às 16h38
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Ansiosas anciãs

Bibal em flor, por que as bichas-velhas andam tão alvoroçadas?

 

Padre Pinto (de salto alto, bebaça, que horror!), Clodovil Hernandez (de cinta-liga e espartilho, que horror!), Ronaldo Ésper (peladona na G, que horror!)...

 

 

Não bastava Guca Domenico (renovada pela ingestão de capuchinhas, que horror!) gritando a todo pulmão

Sou viado, sim! E daí?



Escrito por A. Pest Theplague às 18h29
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Fábulas de Esopo para Idiotas: A Lebre e a Tartaruga





A lebre (aquele animal que é familiar do coelho, um bichinho, de pêlo suave ao toque, dentuço, de talhe pequeno que se reproduz muito rápido) estava se vangloriando (contando vantagem) de sua rapidez (isso porque a lebre/coelho corre muito), perante os outros animais:

- Nunca perco de ninguém. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo.?


- Aceito o desafio! - disse a tartaruga (aquele animalzinho que tem um casco forte – semelhante a um capacete - e é, ao contrário da lebre, também chamada de coelho, muito lerda) calmamente (a tartaruga ainda é bastante bovina, quietona e tudo).

- Isto parece brincadeira. Poderei dançar à sua volta, por todo o caminho, respondeu a lebre.

- Guarde sua presunção (no sentido de arrogância) até ver quem ganha - recomendou a tartaruga.

A um sinal dado pelos outros animais (Esopo não mencionou quais eram os outros animais) , as duas partiram (saíram correndo).

A lebre saiu a toda velocidade. Mais adiante, para demonstrar seu desprezo (que ela não ligava para a tartaruga) pela rival, deitou-se e tirou uma soneca (dormiu). A tartaruga continuou avançando (indo em frente), com muita perseverança (afinco, dedicação, foco, certeza de que ia atingir seu objetivo: ganhar a corrida com a lebre/coelho).

Quando a lebre acordou, viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr, para chegar primeiro (ou seja, a lebre/coelho perdeu a corrida para a tartaruga que, mesmo sendo muito mais vagarosa, por causa de sua dedicação levou a melhor).

Moral da História: Com perseverança, quer dizer com afinco, dedicação, foco, certeza de que vai-se atingir um objetivo, tudo se alcança. Até uma tartaruga pode ganhar uma corrida de uma lebre-coelho apesar de sua velocidade final (a da tartaruga) ser infinitamente menor do que a deste animal dentuço que se reproduz rápido demais).


Escrito por Castelo às 12h03
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Maestro Boquinha rides again!

Fui ontem ao cinema assistir "Tapete Vermelho" de Luiz Alberto Pereira, onde o cineasta pretende homenagear o grande Amácio Mazzaroppi. Qual não foi minha surpresa quando, quase no final da história, aparece o maestro Boquinha (pra quem não sabe, é o Laert Sarrumor) na pele de um gerente de cinema. O filme vale mesmo pela interpretação de Matheus Nachtergaele(na foto, acima) e, de resto, faltou um trabalho melhor de roteiro e edição para dar mais realismo e dinamismo às cenas. Falando em cinema Laert, tá na hora de você começar a exigir melhores papéis e parar de ser um eterno "Ponteiro" nas produções!



Escrito por Lizoel às 09h20
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Estória de vizinho

As construções residenciais, aqui em Tokyo, são prédios geminados, empilhados milimetricamente.

Além das estruturas de madeira e as divisórias em papel, qualquer espaço, e exatamente pela falta dele, é disputado palmo a palmo, ou seja, no tapa.

Deve ser por isso que o japonês investe na versão miniaturizada de tudo.Inclusive de sua moradia.

E não é exagero meu, não.

Certa ocasião, fiquei hospedado no apartamento de um colega.Durante a estada, notei que uma das janelas da sala ficava, permanentemente, fechada.Estranhando o fato, perguntei-lhe pelo motivo, ao que ele me respondeu: 'essa janela é do vizinho'.

Provavelmente, por essa razão, você nunca fica a vontade dentro de seu próprio espaço.Há uma auto-vigilância constante, quando dentro de casa, em não importunar o vizinho, pra não ser incomodado, também.Uma regra que já está definida, desde que você instala-se no local.

Logo após a mudança, você deve ir de porta em porta, entregar 'lembrancinhas', fazendo as devidas vênias e apresentações.Tudo rápido e do lado de fora.Uma senha de formalidades, avalizando o código de conduta comunitária nipônico.

E o bom vizinho nunca aparece em tua porta.Mesmo que haja uma reclamação, ele a fará por escrito, depositando o envelope em tua caixa postal.Nas raras vezes que toca a campanhia, é para entregar-lhe alguma circular, avisando sobre atividade comum ou desculpar-se pelo barulho de alguma obra particular.Caso contrário, muitos nem lhe cumprimentam.

Comigo, há 17 anos, nesse cubículo que habito, não é diferente.

Nunca entrei na casa de ninguèm, bem como ninguém veio visitar a minha.

Única exceção feita a idosa senhora que ocupa o apartamento do lado, que às vezes vem até minha porta, entregar frutas e outros quitutes, traduzindo seu pedido implícito: 'por favor, dá pra diminuir o volume do som e falar mais baixo'?.

Esse é o Japão das delicadezas.

namaste



Escrito por Pituco às 08h05
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Reflexões dominicais à Domenico

Atendendo a pedidos posto alguma coisa de fim de semana. Leitores exigentes os do BdL. Se não sai um comentário aqui já vem o coque na cuca. Por outro lado, tudo é melhor do que a omissão. Como vocês podem notar é domingo de manhã e eu não sou poeta (apesar disso ser uma citação aos posts do meu colega de asilo GD). Estou é com uma puta ressaca e sem assunto. Ontem fui ao "Pasquale" com uma comitiva de 10 viventes. Bebi vinho (forte em excesso), comi espaguete ao pesto e falei demais. Íamos todos ao show do Tubaína num café bexiguento próximo dali, mas o teor alcoólico me impediu (sorry mais uma vez, Paulo Mancha) de fazer um movimento maior do que dar sinal a um táxi e voltar pra casa. No caminho parei numa banca, comprei cigarros e o jornal de domingo. No news, good news. Guca continua no spa. Laert deve estar enfurnado em Higienópolis escrevendo scripts para o "Nunca se Sábado". Um cara chamado O.Pest diz pra todos irem à merda nos comments; um outro por nome Esmeraldo Esmegma manda O. Pest à puta-que-o-pariu. E segue o barco. Com Pituco na terra dos encontros e desencontros. E Lizoel na terra do Nunca. O fundamental é separar o que é urgente do que é importante. Deus ilumine a todos que teimam em vir aqui em dias não-operacionais como esse. Saravá!



Escrito por Castelo às 10h05
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