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Para o Carlos Melo e Castelo e quem mais curtir.....

Pra Tocar Pandeiro" ( Kátia Moraes/Bill Brendle)

execução: "Sambaguru" (banda multiétnica - Califórnia, USA - cuja 'leader vocal' é

nossa carioquíssima, Katita (www.katiamoraes.com), ex-Espírito da Coisa) do CD,

"Navegar ao Sol", gravado em '05.

Ouça aqui.

namaste



Escrito por Pituco às 12h38
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Como é que é o negócio?

Deu no UOL:

Fim de semana na praia recarrega os neurônios

Surfistas cariocas querem descobrir como!



Escrito por Lizoel às 10h29
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Kirei na onesan, né?

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem....

namaste

 



Escrito por Pituco às 09h55
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Como será o amanhã?

Não há previsão do tempo exata e precisa.

Os termômetros viraram a biruta da meteorologia.

Ontem, fez calor.Hoje, chove e faz frio.Amanhã, nublado.

Nossos humores, como também "não" era de se prever, oscilam nesses caprichos da temperatura natural.

Ontem, tomava sorvete.Hoje, caldo quente.Amanhã, jejum providencial para estabilizar as ondas indigestas.

Uma cantora baianinha, Mônica Menes, que reside, há anos, em Quebec, Canadá, fazia o seguinte relato: "no verão, todos se cumprimentam e se convidam pra bebericar todas; já no outono, sobram apenas as cordialidades formais; e no inverno, quando os termômetros acusam, nada menos que, 30ºC, abaixo de zero, ninguém nem nota que cruzou algum conhecido".É o clima que determina o estado de espírito de uma civilização.

Ontem, aqui em Tokyo, ventos e chuvas castigaram quem acreditou na meteorologia e saiu às ruas com vestimentas apropriadas pra amenidades de primavera.Já, hoje, quem confiou no boletim, teve de carregar o fardo de casacos e guarda-chuvas.Amanhã, "como será o amanhã? responda quem puder".

Aproveitando o ensejo,

Ouça aqui.

Mônica Menes - "Di fato" (Tony 'Pituco' Freitas / Paulo C.Gomes) - Jp '96

namaste



Escrito por Pituco às 01h50
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50 coisas para se fazer numa fila de banco

1. Teste o extintor de incêndio da agência.

2. Leve um aparelho de som 3X1 e coloque música gospel nas caixas.

3. Barbeie-se / depile-se.

4. Imite o ruído de fogos de artifício quando o caixa atender alguém.

5. Conte uma piada sem graça e ria sozinho.

6. Insinue que a grávida que está na fila do Caixa Preferencial usa barriga postiça.

7. Compre um saco de pururucas e mastigue.

8. Venda rifa.

9. Leia em voz alta os folhetos de propaganda do banco.

10. Use um dos balcões para fazer abdominais, repetindo: “um, dois!”

11. Toda vez que o painel de senha mostrar um número, repita-o em voz alta.

12. Peça dinheiro emprestado ao vizinho.

13. Mantenha-se de costas para a pessoa à sua frente.

14. Peça para guardarem seu lugar e, ao voltar, passe na frente de quem guardou.

15. Toque o jingle do banco com a boca, imitando um trombone.

16. Sempre que o caixa validar um documento, imite o ruído de uma máquina registradora.

17. Leve um apito e toque-o sempre que a fila andar.

18. Informe as horas, minuto a minuto, seguido do slogan do banco.

19. Quando alguém não conseguir fazer uma operação no caixa eletrônico, murmure: “OSTRA”.

20. Duble, em voz alta, o caixa dizendo a um cliente que o saldo dele está negativo.

21. Quando a fila andar, finja que está cochilando.

22. Faça “din-don” sempre que uma pessoa entrar na fila.

23. Encoste o dedão à esquerda das costas da pessoa à sua frente. Quando ela se voltar, vire bruscamente a cabeça para a direita.

24. Brinque de puxa-cueca com o colega da frente.

25. Cante uma da Jovem Guarda e diga:
“ TODO MUNDO COMIGO, SHA-LÁ-LÁ-LÀ!”

26. Passe um abaixo-assinado contra a política de juros altos.

27. Minta que há um caixa disponível, e sem fila, no andar de cima.

28. Espalhe que a senhora gorda, lá do fundo, tem uma arma na bolsa.

29. Pergunte se alguém quer ser sua testemunha num processo contra o banco.

30. Coma uma fatia de melancia e saia da fila toda hora para cuspir os caroços.

31. Veja com o segurança se ele deixa você dar uma olhadinha no revólver dele.

32. Pergunte ao caixa por que eles cospem no dinheiro quando vão contá-lo.

33. Conte histórias de assalto a banco.

34. Pergunte a um atendente aonde fica o caixa-forte.

35. Acenda um cigarro de palha.

36. Promova uma “ola”.

37. Monte um aviãozinho de papel e jogue na mesa do gerente.

38. Se um carro forte chegar, cantarole o tema de “Os Intocáveis”.

39. Ensine um colega de fila a fazer massagem cardíaca.

40. Pergunte se alguém quer ser seu fiador.

41. Escreva numa folha de papel: “IDIOTA NÚMERO 107” e fique segurando.

42. A cada cliente atendido, puxe uma salva de palmas para o caixa.

43. Ria descontroladamente das pessoas que ficam presas na porta giratória.

44. Lembre aos outros o que poderiam estar fazendo se não estivessem ali.

45. “Por que bancos gastam tanto com propaganda e nada com caixas?”

46. Leve uma marmita e almoce.

47. Na hora que um dos caixas sair para almoçar, berre: “PEGA!”

48. Coma uma goiaba.

49. Ofereça-se para segurar a pilha de documentos de um boy e derrube-a no chão.

50. Quando chegar sua vez de ser atendido, puxe um longo discurso do bolso e leia

Escrito por Castelo às 13h47
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Dúvida existencial

Traumas... Como não tê-los?

e se o contrário for, como detê-los?



Escrito por Lizoel às 09h24
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Biruta

Há duas lembranças traumáticas de minha infância:

a primeira, a estória do ladrão de crianças...'o homem do saco'.

a outra, os estratos-cúmulos do Narciso Vernisi....'o homem do tempo'.

namaste



Escrito por Pituco às 07h49
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Questão de quantidade

Da série:"Quem financia uma merda de pesquisa dessa?"

Machos das aranhas preferem as pequenas, gordinhas e virgens

Para acasalar, eles preferem as gordinhas, pequenas e virgens. "Eles", que fique claro, são as aranhas macho. Essa foi a conclusão de um estudo apresentado para a agência EFE por Jordi Moya, da Estação Experimental de Zonas Áridas do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha.

Pois é... no mundo dos humanos, Gisele Bundchen, Kate Moss e outros caniços ambulantes continuam mandando na libido dos baba ovos e o CSIC da Espanha perdendo tempo e dinheiro com aranhas...



Escrito por Lizoel às 17h50
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Pegando pesado

Deu no site de notícias do Terra:

Fazer Faxina é terapia para as mulheres, diz pesquisa.

A maioria das britânicas considera que tarefas domésticas são uma terapia contra a angústia, de acordo com uma pesquisa feita na Grã-Bretanha por um canal de TV especializado em saúde.

Quem somos nós para contestar a sabedoria das mulheres britânicas?



Escrito por Lizoel às 14h36
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Casamento entre estrangeiros....

um caso de amor à primeira VISA !

 



Escrito por Pituco às 01h09
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Nestor & Laika

Já que meu dileto amigo e parceiro Guca D. usou este palanque para divulgar seu mais recente trabalho literário, aproveito e divulgo aqui também uma nova frente castelista no universo online e fotobloguístico. Trata-se da tira "Nestor & Laika", feita em parceria com o cartunista e homem sensual gaúcho Rafael Sica. A história destes dois cães de rua,  ligados à vida unicamente por um membro sexual, pode ser vista em http://nestorlaika.nafoto.net . Prestigiem mais esta patuscada. Ou não. Aí vai de cada um.



Escrito por Castelo às 16h21
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Du Tabaco!

Deu no Le Monde:

Quem fumar nas ruas de Tóquio, vai pagar multa!

Pituco,meu amigo, ainda és tabagista, ou só fumas o cigarrinho do demônio?



Escrito por Lizoel às 21h29
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Porção literária

E já que os caros colegas linguarudos estão tirando textos do seus respectivos alfarrábios, tiro do baú, uma crônica minha publicada no Jornal Folha do Povo daqui de Campo Grande em 2001, pra sair um pouco desse universo de humor e tentar entrar na literatura.

A VIDA SEGUNDO OS GATOS

Olho comovido o sono da gata Sophie deitada entre almofadas espalhadas na sala da casa materna. Desde pequeno aprendi a admirar os gatos. Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida.
Sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos duma criança. Mas a altivez dos felinos, que ignoram as revoluções cotidianas, presente na gata Sophie me marcou pelo resto da vida.
Sophie e todos os outras gatos, não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, E assim, no pulso dos dias, sinto chegar outro inverno... passam as horas esguias e, no desespero desse vazio, vejo o felino deitado num sono que desdenha o futuro e os imuniza contra as preocupações terrenas.
Já se disse que os felinos são Deuses personificados nas esfinges egípcias. Enquando dormem o sono dos eternos, os meus sentidos anseiam pela paz das noites tropicais em que o ar parece mudo, e o silêncio envolve toda a sede.
Sempre busquei em minha vida, conseguir a paz fechada desses seres acima das intempéries do nosso cotidiano. Os gatos são metáforas bem construidas de nossas idealizações.Quiséramos ser como eles, Tingindo de paixão a madrugada, numa forma de existir... existir sem sofrimento.
Tal qual os gatos, deveríamos buscar na placidez o alimento, Tornar menos pesada a nossa imagem. Como eles, estar, mas num estar que é viagem, deixar adormecer o pensamento, não haver marcas da nossa passagem.
Entre o cio e a cópula,o gato não ama. Ele busca o parceiro sem tempo na alma. Nenhuma voz lhe fala de morte. É no presente que o gato existe. Por isso amo esse sentido de denúncia felina. Esse mistério que embala a imaginação de toda uma civilização desde que o homo sapiens pisou neste planeta.
Há algo em seus olhos cristáleos, de anseios há muito mortos, de onde sobraram amarguras dissolvidas em um mar. Um mar salgado que chora cantos de não mais voltar...
Por isso, não se pode desdenhar um gato. Do seu repouso claro e lento, surgem luas nascidas longe, na noite semeada de astros que palpitam corações imensos se esvaindo em noites desdobradas num rosário de auroras sucessivas.
Suas sete vidas vivem acima de sete limites dos sonhos humanos, cheias de mistérios ancestrais de um passado que não volta mais.
Perdido em minhas reflexões, vejo Sophie se levantar, dar um secular bocejo e concluo que, de um gato, não se pode ignorar o porte, o faro, e o olhar. Só eles sabem passear independentes num estuário de silêncio.



Escrito por Lizoel às 22h21
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Fim de caso

Deu na Folha Online:

Termina casamento de Carla Perez e Xanddy

Puxa vida! Não vou dormir hoje de tanta preocupação com o Fato!



Escrito por Lizoel às 15h04
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Para o Sarrumor e quem mais curtir

"La Calle", da peça "Tango Ballet" (Astor Piazzola) composta em 1956.

Execução: Gidon Kremer e Kremer ata Báltica (1999).

OUÇA AQUI

namaste



Escrito por Pituco às 01h08
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Tradução tupininquim

A foto acima merece uma reflexão sobre a evolução de nossa língua portuguesa. Lembram-se de quando alguns filólogos brasileiros e portugueses queriam unificar a "Ùltima flor do Lácio, inculta e bela"?



Escrito por Lizoel às 14h51
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Transporte coletivo

Ontem, entrei num ônibus, aqui em Tokyo.

Os coletivos nipônicos são produtos de luxo.A começar pelo rigor, no cumprimento da tabela de horários afixada em cada ponto ao longo do percurso.

Já, dentro do veículo, bem acima do pára-brisa, onde está o condutor, há um quadro digital informando as horas e os nomes das próximas paradas, assim como uma gravação que confirma esse itinerário cada vez que o motorista deixa e apanha novos passageiros.Aliás, esse profissional também faz as vezes do cobrador, verificando o pagamento da tarifa em uma catraca automatizada, que entre várias funções, devolve o troco, assim como vende cartões recarregáveis.

Todos esses coletivos são, sofisticadamente, equipados com estofamentos aquecidos, ventiladores e ar condicionado.Há o 'silver seat' (assentos prioritários) assim como uma plataforma que rebaixa e se eleva para atender os passageiros com cuidados especiais.Alguns apresentam um sistema mecânico de rebaixamento dos eixos, ao abrir as portas, para facilitar a subida e descida dos passageiros.Enfim, coisa fina.

Mas, quando eu já havia pago a passagem e procurava um local pra me acomodar dentro do ônibus, senti um odor terrível, misto de urina e falta de banho.Ao olhar para o lado, notei que um idoso maltrapilho ocupava o assento destinado.Óbvio, ninguém estava próximo a ele.Todos preferiam ficar em pé com lenços sobrepostos às narinas, afastados ao máximo do passageiro inoportuno.

Contudo, esse fétido senhor nada assimilava, entorpecido pelo cansaço.Chegava a roncar.E, no balanço normal entre curvas e manobras, seus pertences imundos esparramavam-se pelo coletivo.Ninguém se manifestava, pois que eram garrafas e sacolas de plástico, uma mala surrada vomitando pedaços de panos e panelas, um guarda-chuva furado, além de revistas velhas e folhas de jornal.Os olhares desdenhosos condenavam aquela situação, mas educadamente, suportavam o incômodo.Até que não mais me contive e apanhei tudo que estava espalhado, reunindo em um local próximo ao banco do indigente.Tentei avisá-lo, mas ele já não respondia.

Durante o trajeto que me faltava, fiquei imaginando se não seria o caso do motorista ter evitado a entrada do esfarrapado.Seria uma conduta anti-ética ou inconstitucional? sensata ou desumana?

Digressões à parte, lembrei-me do caso do rapaz assassinado, dentro do ônibus, em São Paulo, quando tentava pedir a outro passageiro que cedesse o assento a uma pessoa idosa que estava em pé.Isso ocorreu, logo que cheguei ao Brasil, em dezembro de 2004.Fiquei comovido e revoltado, como era de se esperar.Nesse caso, com um arrependimento dentro do peito, até hoje, pela sensação de impotência diante dessa atrocidade.

Às vezes somos educados, mas desumanos e outras tantas, perdemos a compostura em defesa da justiça, colocando em risco a própria vida.

namaste



Escrito por Pituco às 10h41
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