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O Efeito Beyoncé

Beyoncetão, a Beyoncé do nordeste...

Beyoncetão na verdade é a excelente cantora baiana Virgínia Rodrigues, que, descoberta por Caetano Veloso, deixou a vida de manicure numa favela de Salvador para brilhar nas estranjas. O vídeo acima é uma cena do delicioso filme Ó Pai Ó, dirigido por Monique Gardenberg, com Lázaro Ramos, Wagner Moura, Dira Paes, Emanuelle Araújo e os atores do Bando de Teatro Olodum. A música é I Miss Her, cantada por Virgínia, com acompanhamento do Olodum.

Humoristas soltando a franga...

Gluglu, Mendigo e Marcos Mion parodiam o clip de Single Ladies, em programa de televisão.

A própria, cantando para o casal Obama dançar...

Melhor do que cantar para o filho do Kadhafi, né... A música é At Last, sucesso da diva Etta James, de quem Beyoncé faz o papel no filme Cadillac Records. Essa música foi usada no comercial da Citroën que o "Jack Bauer" gravou no Brasil (em São Paulo).



Escrito por Laert Sarrumor às 15h28
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E a chuva continua mais forte ainda...

 

Só chove, chove, chove...

 

Chuva por chuva, prefiro essa...



Escrito por Pinto Molhadinho da Silva às 19h15
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Sarrumor na Sexy!

Calma! É na seção de piadas da edição de janeiro, como humorista convidado.

(Ainda não será dessa vez que vocês terão a magnífica visão de meus atributos íntimos).

A ilustração é do ótimo Aroeira.

Para ver em tamanho maior, clique aqui, e depois amplie clicando com a "lupa" na imagem.



Escrito por Laert Sarrumor às 14h20
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Aviso aos Navegantes

Foi prometida para hoje uma edição comemorativa, com um dossiê completo sobre o projeto Lira dos 30 Anos.

Informamos que, por motivos técnicos - incluindo uma empanturração do editor no Restaurante O Velhão, na Serra da Cantareira - e edição foi adiada para breve.

Pra não deixar passar em branco os 456 anos de São Paulo, e os quatro anos de Blog do Língua, uma singela homenagem à cidade, com o Língua de Trapo - mola mestra deste blog - gravada exatamente há um ano, no Sesc Santo André.

 

O som do vídeo está ruinzinho. Se quiser ouvir a gravação original, do disco Brincando com Fogo, clique aqui.

Agradecemos a preferência dos clientes e amigos que nos tem prestigiado até aqui.

Adoramos ficar de quatro, agora vamos pros quinto!

 



Escrito por Blog do Língua às 11h29
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Curiosidade Curiosa

Dois posts abaixo, falei sobre a ótima blogueira portuguesa Ana de Amsterdam.

É claro que ela tirou esse nome da música homônima feita por Chico Buarque (de quem ela é fan-ática) e Ruy Guerra para o espetáculo Calabar, O Elogio da Traição.

 

O detalhe curioso é que outra música que aparentemente não tem nenhuma relação com Ana de Amsterdam - a lindíssima La Belle de Jour, de Alceu Valença - tem tudo a ver com a personagem, como se vê no texto a seguir, extraido do blog do artista:

"La Belle de Jour", clássico de Luis Buñuel, título de um dos maiores sucessos de Alceu, e "Anjo azul", dos primórdios do cinema alemão da década de 20, são citados em "Maracajá". A doce bailarina de vestido azul, entretanto, não é Catherine Deneuve nem Marlene Dietrich: "Fiz esta música para Ana de Amsterdam, uma holandesa que dançava nos Quatro Cantos de Olinda, completamente lisérgica, nos anos 70. As pessoas andavam pintadas, fantasiadas. O clima era hippie, vivíamos cercados de bailarinas...", ambienta Alceu."

 

Blog do Língua também é curtura.



Escrito por Laert Sarrumor às 11h09
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intermezzo...III

*enquanto aguardamos os vídeos e postagens correlatas às comemorações dos 30 anos de lira paulistana, deixo um regalo descoberto nessas clicagens virtuais infindas...

registro ao vivo de uma apresentação do gilberto gil, em 1973, na escola politécnica da usp, logo após seu retorno do exílio...essa gravação foi resgatada e remasterizada pelo paulo tatit (grupo rumo) e se está a venda em circuito convencional, não tenho como confirmar.

mas, posso adiantar que é uma das poucas 'novidades antigas'...assim como, o melhor cd (minha opinião, claro) de 2009 foi gravado há 50 anos atrás...rs...'bootleg' do joão gilberto na casa do chico pereira '59.

bom...nesse show,  gilberto gil apresenta-se apenas com o seu violão...sem firulas e pirotecnias...cantando e conversando pra uma audiência de quase 2 mil pessoas...emocionante...pra quem não conhece, vale conferir.

seguem então...

 

*abraçsonoros e pacíficos...boa audição



Escrito por Pituco às 10h31
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Uma gaja portuguesa, com certeza

 

Ao saber da tragédia no Haiti, veio-me imediatamente à memória, a música de Caetano & Gil, reproduzida no post abaixo.

 

Do outro lado do oceano, a blogueira portuguesa Ana Cássia Rebelo, a Ana de Amsterdam, teve também a mesma lembrança, publicando um pedaço da letra:

 

Wednesday, January 13, 2010

Lixo do Leblon

E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba

Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.

Gilberto Gil e Caetano Veloso

posted by Ana Cássia Rebelo at 4:34 PM

 

A cachopa, aliás, é uma mulher muito da inteligente, com idéias e textos afiadíssimos, e um refinado senso de humor. Uma mistura de Dadá Coelho com Carlos Castelo, e pitadas de L. F. Veríssimo, como se vê nos excertos a seguir...

 

Escrito em Março de 2006, altura em que acompanhava alguns blogues e fazia do cu três bicos para escrever com pedantismo e acrimónia. Queria mostrar a minha singularidade. Ferir com a virulência, a crueza e a coragem da minha escrita. Eu que sou um doce de pessoa. Patético. Desde então deixei de ler blogues. Leio o meu que se tornou num diário escancarado. Venho para aqui. Para a vitrine. Às vezes, sinto-me uma puta. Outras, não. Confesso-vos: desprezo quem escreve em blogues, mas, ainda mais, quem, como vós, perde tempo a lê-los.

 

Uma da manhã. A minha vizinha de baixo, a dentista venezuelana, demora que se farta a atingir um orgasmo. Já não posso ouvir a mulher gemer. Uma pessoa quer escrever um texto lacrimoso sobre sua mãe e não consegue concentrar-se. Puta da venezuelana.

 

 

A gaja é apreciadora de João Ubaldo Ribeiro...

 

...a cadeia de supermercados Auchan baniu das suas prateleiras A Casa dos Budas Ditosos do João Ubaldo Ribeiro. Dizem os senhores que por lá mandam que o livro é pornográfico. Gesto tacanho, de imbecilidade necessariamente viril. Tive os melhores orgasmos da minha vida a ler o dito livro...

 

...Em vez de banirem o livro do João Ubaldo Ribeiro das suas castas prateleiras, deviam encará-lo como um trunfo promocional, oferecê-lo, por exemplo, a todas as mulheres que fizessem compras superiores a cinquenta euros. Os senhores do grupo Auchan talvez não saibam mas um bom orgasmo, secreto, inesperado, proibido, dá mais felicidade a uma mulher do que os trocos que poupa comprando iogurtes de marca branca ou fraldas por atacado.

 

E, claro, de Chico Buarque (de onde vocês acham que ela tirou o Ana de Amsterdam?)...

 

 

...quando me cruzar com alguém, para averiguar do seu grau de compatibilidade, exigirei que me responda ao seguinte questionário: 1) Qual o nome do pai e da mãe do Chico Buarque ? 2) Indique o nome de uma das duas canções do seu primeiro disco. 3) Problematize acerca das suas relações com a Elis Regina? 4) Indique o nome do seu clube de futebol e da escola de samba preferida. 5) Quem foi determinante para ele deixar de beber? 6) Qual o nome do seu cunhado famoso, temperamental, e em que contexto conheceu a sua irmã Miúcha? 7) O que queria ser quando era pequeno? 8) Indique, pelo menos, cinco canções da Ópera do Malandro. 9) Indique as três canções da sua vida.

 

Deliciei-me tanto com a leitura do blog da Ana, que resolvi colocar o link aí ao lado.

 

Depois de conhecê-la, é impossível não virar fã.

 

Ora, pois!



Escrito por Laert Sarrumor às 17h29
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Catástrofe não é o terremoto.

 

É a pobreza.

 

 

Haiti

(Caetano Veloso/Gilberto Gil)

1993

Ouça aqui

 

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

 



Escrito por Laert Sarrumor às 13h55
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PS:

Para quem não sabe quem é o Guzukuma, ele é um personagem querido do início da história do Língua e o Laert pode contar melhor os detalhes!!!



Escrito por Lizoel às 16h01
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Catzo!

Porra Bitchô! Me baixou um Guzukuma agora e resolvi finalmente postar meus agradecimentos a todos os bedelianos pela energia recebida em virtude da barra pesada pela qual passei no ano passado por conta de uma endocardite! Aos 53 anos, eu deveria ter tido um enfarte, mas não... Fui ter uma porra de uma bactéria na válvula aórtica, me causando uma endocardite que me levou a um mês de UTI e outro de quarto de hospital. Mas como bem lembrou meu caro amigo Carlos "Groucho Marx" Castelo: "Um humorista não pode morrer de uma doença tão séria!" e aqui estou eu de volta ao convivio querido de vocês todos. Valeu pelo apoio e chego a 2010 renovado e pronto pra outra. Como diria o Guzukuma: "E as fita nego?" Elas já não existem mais, Guzukuma! agora temos muitos HDs para preencher. Bom ano novo pra todos vocês meus queridos!!!!!!

 



Escrito por Lizoel às 15h59
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interregno...

Os editores desse conceituado blog não fazem nada o ano inteiro. E quando chega essa época, tiram férias.

É só ver o deplorável abandono em que isso aqui se encontra.

No início, há quatro anos, era um fogo só! Três, quatro posts por dia, todo mundo escrevendo, um chuá!

Hoje em dia, é um por mês e olhe lá. Igualzinho casamento. No começo, é puro prazer. Depois vira obrigação.

Eu não esqueci de minhas obrigações (sim, porque promessa é dívida). Estou preparando um post pra lá de caprichado com tudo o que aconteceu no projeto Lira dos 30 Anos, e vou publicá-lo, nem que demore mais 30 anos.

Assim como um dia ainda hei de postar o vídeo de Os Metaleiros Também Amam, na semifinal do Festival dos Festivais, viu signore?

Enquanto isso, a propósito da contratação do ancião Roberto Carlos pelo Museu do Futebol, digo, pelo nosso glorioso timão, cabe relembrar essa pérola da Rádio Matraca, feita na época da Copa do Mundo de 98:

Roberto Carlos (Desabafo)
Criação: Ayrton Mugnaini Jr.
Interpretação: Laert, Ayrton e Alcione (locutora)
Ano: 1998

Ouça aqui



Escrito por Laert Sarrumor às 11h42
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intermezzo...II

paulistano zona norte

letra: castelo/música: luis couto

voz e violão: luis couto

*pra emendar com a postagem abaixo...'depressão periférica'.

abraçsonoros e pacíficos

namaste



Escrito por Pituco às 10h38
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intermezzo...

enquanto esperamos as prometidas postagens com vídeos do último show comemorativo (dez.06/pça.benedito calixto)...'30 anos de lira paulistana'...deixo um regalo aos incautos navegantes, pra celebrar os festejos de final-de-ano...

*clique e ouça 'depressão periférica' de kiko dinucci (na boca dos outros), na voz de maurício pereira

merry x'mas and yoiotoshio

namaste



Escrito por Pituco às 06h02
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Furiculi, Furiculá

Videozinho singelo pra um domingo friozinho e chuvoso.

 

Em breve, vídeos de (quase) todos os shows do projeto Lira dos 30 Anos.

Agora, fui, passar o som para o último show dessa maratona (hoje, 20h, na Funarte).



Escrito por Laert Sarrumor às 13h56
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Esmeraldo e o Cinema: 500 dias com ela

Um dos filmes mais escrotos da década.

Uma bicha de um escriturário fica pagando pau pra uma mina, sem graça para caralho.

O porra do sujeito passa por tudo que é provação por causa da sem-gracice da criatura.

Resultado: se fode.

Bem feito, filha da puta.

Quem acredita na retórica de uma princezinha dessa categoria fake, metida à fada do Leste, tem que tomar no meio do ratatouille pra aprender a ser alguma coisa na porra dessa vida.

Não recomendo.  E só fui porque me pagam aqui pra comentar essas merdas desses filmes hollywoodianos. Se não ficava em casa punhetando mesmo.

No mais, o filme tem umas modernidades que, depois da primeira tentativa, ronquei.

Caguei pra quererem contar a história de um jeito "contemporâneo."

O fato é que essa merda é a velha história de sempre.

Neguinho romanceou, fulana mete guampa.

Por isso, sempre alerta. 

Entre abraçar uma fêmea e chorar romanticamente, melhor tomar um porre e abraçar a privada ouvindo o Odair José.

E vamos em frente com cultura e putaria pras Classe C, D, E e L, de Lula.

 



Escrito por Esmeraldo Esmegma às 14h08
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